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Osvaldo Reis tem poucas faixas de pedestres e ausência de ciclovias

Rodovia, que recebe trânsito pesado diariamente, tem projeto de binário e revitalização, mas ainda não há data pra sair do papel

Falta de segurança para pedestres e ciclistas é a principal reclamação

A rodovia Osvaldo Reis, principal via de ligação entre Itajaí e Balneário Camboriú, é um corredor de negócios, movimentado pelo trânsito diário dos moradores das cidades. Tanto movimento tem trazido dificuldades para quem prefere usar a via a pé ou de bicicleta. São poucas opções de travessia para pedestres e quase não há ciclovias. A rodovia tem um projeto de binário e de revitalização anunciados pela prefeitura de Itajaí, mas a obra aguarda licenciamento ambiental e não há prazo para começar.
O DIARINHO esteve em dois trechos da rodovia na tarde de ontem. Há faixas de pedestres movimentadas em frente da Cassol e do hotel Hilton Garden Inn. Essas poucas opções de travessia acabam preocupando moradores e frequentadores da região, que às vezes colocam suas vidas em risco durante a travessia da rodovia movimentada.
E ciclovias? Não existem! Um dos principais meios de transporte em Itajaí e regiãoé a bicicleta. Na rodovia passam inúmeros ciclistas diariamente. Por volta das 15h de ontem, foi possível perceber a dificuldade que eles enfrentam disputando espaço com carros, motos, caminhões e ônibus. Os ciclistas precisam se arriscar entre a movimentação dos veículos ou andar nos passeios públicos.
A moradora Valéria de Oliveira, que se mudou recentemente para um dos bairros próximos à rodovia, em trecho perto do ginásio de Esportes Ivo Silveira, sofre diariamente com o fluxo de veículos. “É muito movimentado aqui, é perigoso para atravessar, tem creche aqui perto”, disse.
Ela também reclama sobre as poucas faixas de pedestres e que não há ciclovias, mesmo com muita gente usando a bicicleta como principal meio de transporte. “A minha opinião é de que precisariam de faixas, ciclovia e radar eletrônico, isso é primordial porque muita gente usa a rodovia Osvaldo Reis, nos horários de pico é loucura atravessar”, observou.
Valéria também comenta sobre o que perigo que é para crianças e adolescentes que às vezes acham que vão conseguir fazer a travessia, e podem acabar sendo atropelados. Ela mesma só usa a passarela em frente do ginásio quando precisa ir de um lado para o outro, não se arrisca a atravessar por baixo.
Problemas também no trecho da Cassol

Sem ciclofaixas, bicicletas usam as calçadas

No trecho próximo da Cassol, os problemas são praticamente os mesmos. Luciano Goulart, funcionário da Cassol, diz que costuma ter movimento na rodovia até às 20h. Ele diz que a faixa em frente ao hotel Hilton deve ter sido colocada há uns quatro meses. “Aí ficou melhor”, afirmou.
Rosângela Lima Dorneles e Jocimar Zauza são de Balneário e observam que a rodovia dificulta até o retorno dos motoristas. “Não tem nada, não tem muita faixa de pedestre, nem ciclovia. Realmente, essa rodovia aqui é bem complicada, sem falar que alaga né”, comentou Jocimar, falando do temporal da semana passada.
A ciclista Tamara Matos sente muita necessidade de faixa de pedestres e ciclovia. Ela é acostumada a fazer o trajeto de Itajaí a Balneário diariamente de bike. E aponta para a calçada e questiona: “Eu entendo que aqui é para pedestre, mas como é que a gente como ciclista vai passar sempre só pela rodovia se os motoristas também não respeitam? Eu como motorista e ciclista sinto a necessidade de dar espaço para o ciclista na estrada”, comenta.
Ela afirma que não são todos os motoristas que são cuidadosos com os ciclistas e às vezes eles precisam acabar até andando na calçada para evitar os perigos. “Quando eu ando na rua, estou insegura. Pela falta de sinalização, pela ausência de um espaço para ciclista”, comentou.
Pra Tamara, os motoristas não respeitam nem mesmo a faixa de pedestres quando alguém precisa atravessar. Ela também pede que os motoristas tenham mais consciência e se analisem como se fossem ciclistas, porque às vezes não fazem por mal, mas não possuem consciência por não estarem no lugar do ciclista e acabam não tomando os cuidados necessários.

Contraponto
Fabiana Grazziotin trabalha próximo à Cassol e, diferente dos outros moradores e visitantes, acredita que o fluxo da rodovia é bom. “Eu acho bom o fluxo aqui, têm várias faixas para atravessar. Por aqui a gente nunca tem problema, onde tem acidente é ali na frente do supermercado Angelina” afirma.
Evanilda Luzia Bento comenta que a rodovia é muito movimentada, ainda mais no verão e depois que abriu o supermercado. “Mas eles sempre param pra gente passar. É que as pessoas também precisam dar um tempinho pros carros pararem, né? Não é só se enfiar e ir querendo atravessar”, explica. Por outro lado, Evanilda percebe que há falta de ciclovia e que os ciclistas acabam tendo que andar por cima da calçada para evitarem riscos à vida.

Obra de binário sem licenciamento

Projeto prevê que atuais pistas da Osvaldo Reis serão no sentido de Balneário pra Itajaí; nova via fará o fluxo contrário

A prefeitura de Itajaí informou que a rodovia Osvaldo Reis está com a revitalização prevista junto com a construção do binário do bairro Fazenda. “Ela vai ser bastante humanizada”, adiantou o engenheiro civil e assessor especial da prefeitura, Auri Pavoni.
No traçado, a parte do binário que direciona o tráfego em direção a Balneário começa nos fundos do cemitério da Fazenda, segue pela rua Abrão Bernardino Rocha (fundos da igreja católica do bairro), seguiria pela Fazendinha (ruas Professora Olindina Francisca e Arthur Torquato Batista), tomando parte da mata do Morro Cortado e chegaria até a divisa com Balneário.
Do trecho da Brava até a divisa de Itajaí com Balneário, Auri diz que haverá inte-gração por trás do cemitério parque dos Crisântemos. Segundo ele, a via seguirá até a clínica renal e a maternidade Santa Luiza, passando por frente do condomínio residencial. “Vamos aproveitar um pouco de ruas existentes e o resto será feito rua em terrenos particulares. Balneário se comprometeu em levar a Martin Luther até ali e haverá um terminal de integração”, informou.
O projeto prevê revitalização, faixa exclusiva para o transporte público, ciclovia, arborização, três pistas de rolamento e calçadas ampliadas e padronizadas.
Segundo Auri, a prefeitura de Itajaí está contratando uma empresa para fazer o licenciamento ambiental e apresentar ao Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA). “Nós não temos o licenciamento ambiental na mão, mas antes de lançarmos a ideia, fizemos essa consulta ao IMA e nos disseram que possível é, agora vamos ver quais serão as condições do licenciamento ambiental”, informou.
A obra, com desapropriação, deve custar cerca de R$ 50 milhões. Parte do financiamento está previsto pelo Fonplata e as desapropriações seriam custeadas pelo município.
Não há prazo para o início ou conclusão do binário e da revitalização, mas o engenheiro acredita que é uma obra para durar até dois anos.

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