Home Notícias Geral Onda nostálgica inundou a praia Central em Balneário Camboriú

Onda nostálgica inundou a praia Central em Balneário Camboriú

Mistura de ritmos e foliões à moda antiga marcaram o sábado de Carnaval na beira do mar mais bombado da região

O desfile de blocos fechou o segundo dia de festejos carnavalescos na Maravilha do Atlântico, que ficou ainda mais colorida com a galera sacudindo o esqueleto ao som de marchinhas notórias e foliões de todo tipo pela Avenida Atlântica. Eles saíram da rua 2300 e foram encontrar o povão que curtia as atrações do Festival Folias de Carnaval, que rolava na praça Almirante Tamandaré. O resultado foi uma explosão de confete e alegria de viver.

À tarde, locais e turistas, principalmente argentinos, aderiram com fervor ao chamado para participar das oficinas culturais que começaram na sexta-feira. Numa tenda montada em frente ao palco de shows, na praça com vista para o mar, eles aprenderam a fazer máscaras e bonecos gigantes para entrar no espírito da Festa de Momo vestidos a caráter.

A brasileira Janete Crispim Silva, 53 anos, e o marido hermano Carlos Humberto, 62, estavam terminando as máscaras de Batman e Mulher Gato para se jogarem no samba logo mais. “Na Argentina tem cassino, bingo, mas nada que se compare ao Carnaval brasileiro. Só colocar som ao ar livre de graça para o povo custaria muito caro”, compara Janete. No domingo, eles são presença garantida na corrida de fantasias com os bonecos gigantes, que também ajudaram a montar, a partir das 18h.

O agente de viagens Leandro Martins, 38 anos, veio com a filha Pietra, 7, prestigiar o evento. “Saí de casa para passear com ela e dei de cara com essa iniciativa fantástica. Balneário é muito sol e praia, mas faltam atividades culturais”, avalia o manézinho da ilha. “Fui criado com boi de mamão, Maricota, Bernunça, então, sinto falta dessas coisas depois que me mudei pra cá”, admite. O festival foi possível graças a Lei Rouanet e teve o intuito de resgatar a riqueza cultural dos antigos carnavais.

Por isso, depois de uma animada sessão de dança liderada pelo instrutor Mário Café, os participantes se encantaram com um show de chorinho com o trio Três a Zero. Num belíssimo fim de tarde, eles entoaram canções de Pixinguinha e Chiquinha Gonzaga, deixando a hora do crepúsculo ainda mais mágica. Entre os clássicos, “Tico-tico no fubᔠe “Brasileirinho”.

Em seguida, entrou em cena o grupo de maracatu Capivara, vibrante ritmo pernambucano, marcado pela pungente batida dos tambores africanos. Depois, quem se apresentou foi a Confraria do Samba. Pra fechar, Mário Café voltou com sua trupe pra colocar todo mundo pra dançar ao som de axé, funk, pagode e samba.

Atrasos marcaram o desfile dos blocos

Marcado para às 19h30, já era 20h30 e nada dos blocos saírem pela Avenida Atlântica, enchendo de expectativa os visitantes que se espremiam nas calçadas para assistir a procissão da alegria. O boato era que estariam esperando o prefeito Fabrício, mas como ele não deu o ar da graça, o auê começou assim mesmo. Mas não foi apenas o prefeito que perdeu a hora. Quando a reportagem do DIARINHO já chispava, encontrou o carro do bloco Siri Sarado correndo pela Avenida Brasil para chegar ao cortejo. Quem abriu o desfile foi o bloco da secretaria de saúde, que distribuiu 10 mil camisinhas, e os blocos Mexe Mexe, Xinellis e Trio Carnatuga. 

Quem estava lá esperando pelos foliões passarem na avenida era o grupo de argentinos liderados pelo casal Ana Moreira, 70 e Francisco Blanco, 75. A professora aposentada conta que vem a Balneário desde 1978 e depois que comparam um apê, chegam a vir a duas vezes por ano. Eles são de Porto Iguazu, que faz fronteira com Foz do Iguaçu, e contam que são apaixonados pela alegria e música brasileira. 

Programação 26/02, domingo
Festival Folias de Carnaval
Local: Praça Almirante Tamandaré
Das 17h às 20h – Oficina de danças
18h30 – Desfile de fantasias pela avenida Atlântica

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