Home Notícias Geral O tempo fechou na eleição do Sindisol

O tempo fechou na eleição do Sindisol

O sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Balneário Camboriú (Sindisol), um dos mais importantes do ramo em Santa Catarina, vive uma crise das grandes. Ontem, mesmo não autorizada pela atual diretoria e com uma decisão judicial contrária, rolou uma eleição para escolher a nova direção da entidade. A mudança de diretoria já deveria ter ocorrido há dois anos.
A votação, organizada pela chapa de oposição e por uma comissão formada por filiados, aconteceu do lado de fora da sede do Sindisol, que permanece fechada desde terça-feira.
A chapa da situação e a diretoria do sindicato afirmam que a eleição é nula. Além de uma liminar conseguida ontem suspendendo aquela eleição, dizem que a decisão de não autorizar o pleito levou em conta a chance de um possível tumulto entre as chapas concorrentes e que a votação não terá valor legal.
A oposição defende a legitimidade do pleito e acusa a atual diretoria de boicotar a eleição.
Segundo o hoteleiro Isaac Pires, que concorre pela chapa 01, de oposição, a eleição foi organizada após uma assembleia geral feita na câmara de Vereadores na segunda-feira, com a participação de representantes do Legislativo, OAB, filiados e mais de 60 empresários locais.
Ele ressalta que a votação atende determinação da justiça em ação que cobra eleições no sindicato desde 2017, quando encerrou o mandato dos atuais dirigentes. Com o sindicato fechado, a urna foi colocada no corredor da galeria do edifício Concorde.
A votação foi aberta das 9h às 17h. Conduzida pela comissão montada na câmara, contou com eleitores das duas chapas, segundo Isaac. “Seguindo a lei, legitimamos a eleição”, defendeu. “Cumprimos o que foi determinado pela justiça: que a eleição fosse realizada”, frisou. A oposição afirma desconhecer a liminar.

Advogado do sindicato diz que eleição não tem validade

O advogado Álvaro Cassetari, que defende o Sindisol nesse caso, afirma que a assembleia feita segunda-feira na câmara é fraudulenta e que o processo foi conduzido sem atender os requisitos legais para uma disputa eleitoral.
Apesar das mais de 60 pessoas presentes na reunião, ele diz que apenas 28 eram filiadas e, destas, 16 seriam ligadas à chapa 01. Ainda ressaltou que a reunião foi chamada sem avisar a outra chapa e que a justiça não foi informada da chapa concorrente. “Eles criaram a própria assembleia, a própria comissão, à revelia do sindicato”, acusa.
Álvaro observa que a comissão eleitoral montada pelo grupo de oposição julgou as próprias impugnações que haviam sido apresentadas.
Há uma decisão judicial para que a diretoria do Sindisol convoque eleições. Mas o advogado do Sindicato garante que não há nenhuma liminar em favor do grupo de oposição que legitime o processo eleitoral de ontem. A decisão, segundo diz, é para que ocorra uma eleição sem que nenhuma chapa seja prejudicada.
“A eleição de hoje [ontem] morre porque foi feita à revelia da justiça”, afirma.
Álvaro disse, ainda, que o sindicato estava cumprindo acordo judicial e se organizando pra chamar novas eleições. Com toda a polêmica, afirma, será formada uma comissão eleitoral com representantes do judiciário e pessoas sem ligação com o sindicato pra que uma nova eleição seja realizada.
A advogada Larissa Riserio, que representa o hoteleiro João Klein, cabeça da chapa 2, também informa que ontem a justiça determinou a suspensão da eleição organizada pela comissão formada na reunião de segunda-feira na câmara. “Essa eleição é nula”, fez questão de dizer. Segundo ela, João Klein vai esperar o desdobramento do caso na justiça antes de tomar novas medidas como candidato.

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com