Home Notícias Geral Novo remédio aprovado nos Estados Unidos para tratar câncer de bexiga chega a SC

Novo remédio aprovado nos Estados Unidos para tratar câncer de bexiga chega a SC

Enquanto nos EUA o remédio chega a custar R$ 40 mil, em Itajaí é oferecido de graça

Este é o terceiro medicamento que não é quimioterapia já aprovado nos Estados Unidos para combater o câncer de bexiga. É um medicamento imunoterápico, que estimula os glóbulos brancos a destruir o tumor, ou seja, o sistema imunológico do paciente é estimulado para combater as células cancerígenas. Porém, nenhum deles ainda chegou no Brasil. Enquanto isso, os pacientes aqui no país com esse diagnóstico têm acesso apenas à quimioterapia. 

Este medicamento foi aprovado nos EUA em maio de 2016 e teve como resultado a redução do tumor em um quarto dos pacientes que participaram do estudo. Estes pacientes que tiveram as melhores respostas tinham o diagnóstico de câncer de bexiga avançado, não haviam passado por tratamentos prévios e não tinham indicação para fazer quimioterapia com cisplatina (um tipo de medicamento comumente indicado para este caso). Hoje, esta medicação chega a custar R$ 40 mil reais mensais nos Estados Unidos. 

Agora, para que este medicamento possa ser futuramente comercializado no Brasil, está disponível um estudo clínico para avaliar a resposta do tratamento nos pacientes do nosso país. Além de Itajaí, o tratamento está sendo oferecido em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Ijuí, Porto Alegre, Santa Maria, São José do Rio Preto e São Paulo.   “Estamos iniciando uma nova era de tratamentos para combater o câncer de bexiga. Esta é mais uma oportunidade que as pessoas têm de buscar tratamentos alternativos que buscam mais qualidade de vida”.  Esta é a análise feita pelo médico oncologista, Giuliano Santos Borges, que acompanha o desenvolvimento de novas fórmulas medicamentosas para combater o câncer. Pesquisador há mais de 10 anos, vê esperança agora em tratamento para os pacientes com este tipo de câncer que afeta mais homens, entre os 5 primeiros – atrás de próstata, pulmão intestino e estômago e tem o cigarro como principal vilão.

Segundo a estimativa do INCA, a doença vai atingir 7.200 em homens e 2.470 em mulheres. Os sintomas são silenciosos, o que atrasa o diagnóstico e faz com que a taxa de cura seja baixa. Segundo o oncologista, as pessoas devem ficar atentas quanto ao desconforto ao urinar, dor ou sangramento. Pacientes podem ter mais informações através do telefone: 47 3348 5093. 

Elaine Mafra
Jornalista formada pela Univali em 2006. elaine@diarinho.com.br
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