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Morre ex-secretário de Saúde de Balneário

Moojen morreu aos 66 anos

O funcionário de carreira do município de Balneário Camboriú e ex-secretário de Saúde, o médico João Alfredo Augusto Moojen, 66 anos, faleceu neste sábado. Ele foi vítima de um infarto. Moojen também foi co-fundafor da Unimed Litoral.
Moojen passou mal de manhã em casa, conforme relatou o filho Gilberto Moojen, o Giba, em suas redes sociais.
Para “não incomodar”, pegou o carro e foi sozinho para a Unimed. Já na maca teve uma parada cardíaca. Ele faleceu no hospital.
A cerimônia de despedida será a partir das 9h de domingo no crematório Vaticano. Às 17h, será a cerimônia de despedida seguida de cremação.
Moojen nasceu na Lagoa Vermelha, no Rio Grande do Sul, e recebeu o título de cidadão honorário de Balneário Camboriú em 2011.
Moojen deixa a esposa, dois filhos e dois netos.
Giba relatou emocionado a morte do pai, lembrando o grande homem e médico que foi. Terminou a homenagem com um poema que escreveu.

“Ao meu pai, uma poesia escrita por mim
⁣E se vc um dia andando pela rua a senhora Vida lhe parasse, olhasse nos olhos e perguntasse: meu filho, eu não quero nada de vc, mas me diga, o que vc gostaria de mim?⁣
Diria que não imaginava que ela realmente te ouvia? Ou diria que de tanto pedir por ela, sem nenhuma resposta, se sentiu cansado, e agora segue pela vida calado? ⁣
Meu filho querido, que vc falava comigo eu já sabia, mas como posso responder algo se já não falas mais a minha língua?⁣
Mas como assim? Me diga qual seria a sua língua que com certeza eu saberia. Falo muitas delas, não só português ou espanhol, mas também inglês e até francês.⁣
Filho querido, ainda que fale todas estas, a que realmente escuto é a que se parece com a língua dos bebês. Aquela que é de verdade, que não possui besteiras e nem maldade. Quando chora é por que precisa. E se sorri, é pq realmente gosta. Ainda que não saibam uma palavra, sua alma fala através de olhos puros, que sem as lentes do mundo, sabem de tudo e não sabem de nada.⁣
É quando a tua fala vem do coração, da mais profunda imensidão, sem nenhuma outra opinião, sem nenhuma outra visão, que eu te escuto, escuto o barulho que faz as tuas lágrimas ao chão, e isso me diz muito mais do que qualquer palavra por mais bela que seja.
Em verdade eu te escuto mesmo é quando calas, pois não sou algo diferente de ti, e se tu não te ouves, não terei como ouvir o que me pedes. Quando quiser falar comigo falas na verdade consigo mesmo, e ali estarei ao teu lado, de ouvidos atentos, olhos abertos, braços esticados, prontos a te ajudar, e a te perdoar, como fazem todas as mães diariamente trazendo sempre uma nova esperança, afinal, o Sol mesmo atrás das nuvens nunca para de brilhar.

Fran Marcon
Formada em Jornalismo pela Univali, com MBA em Gestão Editorial. fran@diarinho.com.br
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