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Moradores sofrem com mais uma indústria de peixe

Empresa trabalha até à noite; cheiro está insuportável 24 horas por dia
Os moradores dos bairros Cordeiros e São Vicente, em Itajaí, voltaram a sentir o fedor de peixe nos arredores da fábrica Kenya. A empresa é responsável pela produção de farinha de peixe e o problema do mau cheiro vem de anos. A empresa fica na rua Francisco Reis, no bairro Cordeiros.
De acordo com os moradores, o problema se tornou insuportável ao menos há cinco anos. Agora a Kenya está trabalhando durante a noite também, aumentando ainda mais os problemas de poluição do ar. O DIARINHO esteve no local na manhã de ontem e constatou que quanto mais se aproxima da fábrica, mais forte fica o fedor, incomodando bastante.
Dona Odete Donato, 54 anos, moradora da região há mais de 30 anos, reclama que o problema sempre existiu e nunca foi tomada uma providência pelos órgãos responsáveis. “O mau cheiro sempre existiu, mas de uns cinco ou seis anos pra cá piorou bastante. Incomoda bastante, as crianças principalmente. A gente já reclamou e nunca resolvem nada. A empresa sempre responde que vai dar um jeito na situação, mas continua esse problema”, afirmou.
Uma outra moradora da região, Isabel da Costa, de 43 anos, fez coro às palavras de dona Odete. “Eu moro aqui faz uns 13 anos e sempre teve esse fedor, mas faz uns cinco anos que pirou bastante. O pior é quando chove ou venta muito, aí o cheiro fica insuportável. Não adianta fechar porta, janela, não adianta fazer nada. O fedor entra na casa e a gente sofre”, disse.

Petição Online
Extremamente incomodados com o mau cheiro, os moradores dos bairros Cordeiros e São Vicente se uniram para fazer uma petição online cobrando providências do Ministério Público, do Instituto Cidade Sustentável e do IMA.
O documento relata que pra produção acontecer no período noturno, o mau cheiro se torna quase insuportável ao longo do dia. Também diz que no mês de março de 2019 a empresa se comprometeu a solucionar o problema em um curto espaço de tempo e até o momento nada foi feito. A petição pode ser acessada e assinada no link: https://bit.ly/37KP3ck .

Vão verificar a denúncia

O Instituto Itajaí Sustentável, da prefeitura de Itajaí, explica que a empresa foi licenciada pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA). O que a prefeitura tem feito em relação às reclamações é encaminhar denúncias ao IMA pra serem verificadas.
O IMA informou que a empresa avisou ao instituto que teve problemas com o peixe recebido que estava fresco, porém muito mole, prejudicando o equipamento.
Para tentar minimizar o fedor, a empresa está instalando um novo lavador de gases. “Como eles estão instalando um novo lavador através da autorização de testes pode acontecer de ter odor até o ajuste do equipamento”, informou o instituto.
O IMA também determinou a destinação correta dos resto de peixe no aterro sanitário. O instituto ainda pediu a contratação de um “Júri Móvel”, que seriam pessoas que mediriam pelo nariz o fedor da fábrica e fariam um relatório para ser entregue à direção e ao IMA.
A reportagem estave na portaria da Kenya e tentou conversar com os responsáveis por duas vezes, mas ninguém atendeu ao DIARINHO.

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