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Médicos residentes fazem protesto contra agressão no hospital Marieta

Cerca de 20 médicos residentes do hospital Marieta Konder Bornhausen, de Itajaí, fizeram um protesto em frente ao hospital no amanhecer de hoje.
O desagravo é pela agressão sofrida pelo médico J.G., 31 anos, na quarta-feira, quando ele foi agredido por um homem que acompanhava a mulher em trabalho de parto.
O médico levou socos no rosto. O agressor, Marcelo Ulysséa, diretor do Instituto Anjos do Mar, fugiu e procurou atendimento médico pra esposa no hospital Ruth Cardoso, onde foi preso em flagrante. Ele segue preso na central de Plantão Policial e passará por uma audiência de custódia hoje.
O protesto dos médicos foi em apoio a J., agredido durante o exercício de sua profissão. O ato também quer chamar a atenção da sociedade para a importância do trabalho dos médicos residentes. “Pedimos o apoio e a conscientização da sociedade pela situação em que estamos trabalhando”, falou a residente, que gravou um vídeo na frente do hospital. J. perdeu dois dentes com a agressão sofrida e teve que fazer uma cirurgia reconstrutiva no rosto.
A agressão foi repudiada em nota pelo hospital Marieta e pela associação Catarinense dos Médicos Residentes (ANMR). “A ANMR vem há tempos, juntamente com outros órgãos e instituições, abordando e denunciando a questão de violência a qual os profissionais da saúde têm vivenciado dentro do ambiente de trabalho. Não podemos admitir que profissionais de saúde, que trabalham diretamente em busca de cumprir sua missão exercendo a medicina, sejam agredidos ou sofram qualquer tipo de violência”, pontua o diretor de comunicação da associação, Maykon Madeira.
Diogo Leite Sampaio, presidente da Comissão do Médico Jovem da Associação dos Médicos Residentes, também repudiou a violência. “A comissão vê com extrema preocupação a situação de médicos residentes, em que o estresse destas situações tem levado muitos a desenvolverem quadros de depressão, de Síndrome de Burnout e em casos mais graves levado até ao suicídio”, lamenta.
Diogo reafirma o compromisso em acompanhar e discutir a situação “para os Projetos de Lei que tramitam no Congresso sejam pautados com celeridade, pois preveem tipificar de forma mais gravosa os crimes de lesão corporal, contra a honra, ameaça e desacato cometidos contra médicos e demais profissionais da saúde no exercício de sua profissão, implementar mecanismos de maior proteção e segurança e tornar obrigatória a oferta de assistência psiquiátrica e psicológica gratuita a médicos residentes e a alunos de graduação em Medicina”.
Segundo o hospital Marieta, o médico J. já está em casa, em repouso, e passa bem.

Fran Marcon
Formada em Jornalismo pela Univali, com MBA em Gestão Editorial. fran@diarinho.com.br
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