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Loja vai fechar as portas após 50 anos de calçadão

Comerciantes alegam que há muitos pedintes e que falta revitalização na Central

Prestes a completar 50 anos, a loja Dom João Magazine, no calçadão da avenida Central, em Balneário Camboriú, anunciou que está fechando as portas. O motivo, segundo a gerente Nereide da Silva Brum, é o abandono do calçadão. Ela conta que a Central está tomada por andarilhos e mendigos. Depois de anos esperando uma anunciada revitalização pela prefeitura, Nereide diz que os donos do negócio cansaram e estão fechando.
Uma das primeiras lojas da região central de Balneário foi inaugurada por João Nicolau Schmitt, hoje com 79 anos. A previsão é que ela feche as portas até 30 de julho. O imóvel será alugado. “Esse calçadão acabou com o comércio”, opina Nereide.
A gerente lembra que a associação dos comerciantes reivindicava um projeto de revitalização. Além de as melhorias não saírem do papel, a gerente diz que nem o básico, como a limpeza e a manutenção dos canteiros, floreiras, bancos e calçadas é feito. “O que tem hoje é boteco e mendigo”, critica.
A presença de andarilhos, bêbados e drogados é outro problema que teria espantado a clientela. “Os clientes tavam deixando de vir à loja por medo dessas pessoas”, alegaNereide. Ela relata casos de bêbados que chegam a vomitar em frente da loja. Os funcionários precisam limpar a entrada todos os dias antes do início da jornada de trabalho.

Fundada em 69
A Dom João foi fundada em 1969, na avenida Atlântica. Em 1978, a loja mudou pra avenida Central, quando a via ainda era aberta até a Atlântica. O calçadão veio depois. Os clientes fiéis à loja de roupas estão sendo avisados do fechamento. Nereide, que trabalha há 22 anos na loja, e outros nove funcionários também estão lamentando. “O calçadão é o coração da cidade, mas ninguém dá atenção”, lamenta.
Outros comerciantes do local também reclamam da situação.

Mais reclamações
Cinira Paiva, da loja Pé no Chão, há 32 anos no calçadão, conta que teve que pagar a limpeza do canteiro que tem em frente ao comércio. Ela, que já foi presidente da associação dos comerciantes, avalia que o abandono e a desorganização desanimaram os lojistas. “É uma pena porque o calçadão é muito bonito”, considera.
Leandro Ricardo Rosa, que toca uma sorveteria há 11 anos no calçadão, diz que as últimas ações do município foram no verão. “Na baixa temporada fica esquecido”, frisa.
O comerciante relata que deixou de participar das reuniões da associação depois que viu que nada se resolvia. Ele quer melhorias na iluminação, na drenagem e calçadas.

Obras começam em 15 dias, diz o secretário
Segundo a prefeitura, dentro de 15 dias vai começar uma grande intervenção no local. O secretário de Obras, Osmar Nunes Filho, o Mazoca, informou que será feita a drenagem do calçadão, com a instalação de bocas de lobo pra evitar os alagamentos, que hoje são frequentes. Depois, será feita uma limpeza geral, com a manutenção dos jardins e instalação de novos equipamentos.
Mazoca informou que há um projeto integrado de revitalização com um empreendimento da J.A. Russi/ Riviera, que vai ser construído entre o calçadão e a rua 51. O secretário anuncia, também, uma lei pra regramento de uso e ocupação do calçadão, padronizando os espaços para mesas, cadeiras, deques e outras estruturas. “Os comerciantes tvão precisar fazer melhorias na parte privada”, ressalta, observando que o problema não é só do município.
A revitalização do calçadão foi tema de reunião na semana passada, quando o secretário nacional de Estruturação do Turismo, Robson Napier Borchio, esteve na cidade. O vereador Roberto Souza Junior [MDB], que se reuniu com comerciantes da avenida, cobrou verbas federais pra garantir as obras previstas pelo município.

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