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Haitiano precisa de ajuda pra comprar máscaras pós-cirurgia

Ele teve o corpo queimado durante explosão na empresa que trabalhava em 2016

Amos Fertil tem enfrentado cirurgias ea falta dinheiro para bancar todas as despesas

O haitiano Amos Fertil, vítima de uma explosão na empresa que trabalhava em Itajaí, no ano passado, passa por mais um momento difícil.
Ele está passando por uma série de cirurgias reparatórias nos braços e pernas e precisa da ajuda da comunidade para comprar alimentos, medicamentos e acessórios necessários para o pós-operatório.
Amos realizou oito cirurgias reparadoras nos últimos meses. No próximo dia 4 de dezembro, ele inicia a segunda fase de procedimentos, onde serão realizadas outras oito operações.
Quando sair do hospital, ele terá que usar máscaras de silicone nos braços e pernas. Cada jogo de máscaras custa em média R$ 1500 e precisa ser encomendado antecipadamente porque é feito sob medida.
As máscaras compressivas auxiliam na circulação sanguínea, na drenagem e também evitam o aparecimento de cicatrizes, as populares queloides, nas regiões operadas. Como é um material lavável, o indicado é que Amos tenha dois jogos para poder alternar quando realizar a higienização de um deles. O investimento será de R$ 12 mil.
As cirurgias são realizadas no hospital Santa Catarina, em Florianópolis, e uma vez por semana Amos precisa se deslocar para a capital para troca de curativos. A dona da quitinete onde ele mora, Cida Teófilo, conta que hoje ele ainda precisa de ajuda inclusive para se alimentar e que os gastos giram em torno de R$ 5 mil ao mês.
Quem quiser ajudá-lo pode entrar em contato pelo telefone (47) 98472-8506 com Cida, ou fazer depósito bancário na conta 7731-5, agência 4877, operação 013, da Caixa Econômica Federal.
Entre os avanços com o tratamento, Amos já consegue hoje abrir e fechar os olhos sem uso de pomadas.

Acidente de trabalho
Amos foi vítima de uma explosão na Rode Removedora de Resíduos, no bairro Salseiros, em 13 de julho de 2016. Ele ficou um longo período internado no hospital Marieta e desde então tem passado por cirurgias para recuperar os movimentos dos braços e pernas, além de usar medicamentos para aliviar as dores provocadas pelas queimaduras.
Ele passa por dificuldades financeiras desde a explosão e, atualmente, recebe R$ 1200 de auxílio-doença do INSS. No mês passado, ele conseguiu uma vitória judicial que mandou que a empresa Rode pague uma ajuda de custo mensal de R$ 1200. Com o dinheiro, ele precisa para pagar aluguel e alimentação, além de arcar com os custos de remédios que não são fornecidos pelo Sistema Único de Saúde.

Sandro Silva
Tem 31 anos de jornalismo, formado em pedagogia pela Udesc e com MBA em Gestão Editorial. geral@diarinho.com.br
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