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Fogão, assador de galinha e botijão em plena areia

Família mineira foi flagrada duas vezes transformando a praia em cozinha

Expulso da praia Central, grupo foi no outro dia pra praia de Taquaras

As imagens circulam nas redes sociais e grupos de WhatsApp. Um grupo de turistas, instalado na areia da praia em uma barraca, com um botijão de gás ligado a um assador de frango. O pessoal também tava equipado com um fogão. O caso rolou duas vezes: na manhã de sexta-feira e no sábado, em Balneário Camboriú, e ainda viraliza na internet.
Após a denúncia, a fiscalização da prefeitura esteve na praia Central, na sexta-feira, e confirmou o caso. Os fiscais obrigaram os folgados a desmontar as tralhas. No sábado, no entanto, os turistas foram flagrados com o botijão na areia da praia de Taquaras. As imagens voltaram a circular e revoltaram muita gente que reclamou da folgação.
O diretor de Fiscalização da prefeitura, Laurindo Ramos, contou que os turistas eram mineiros e eles alegaram que desconheciam a restrição para os equipamentos na praia. Eles contaram, segundo Laurindo, que em Minas Gerais é comum levar fogões e assadores para praias de rios e açudes para fazer a própria comida no local.
No sábado, foi o diretor de fiscalização quem conversou com a família mineira em Taquaras, depois de receber a denúncia de que o mesmo povo transformou a praia numa cozinha. Na abordagem, os turistas disseram que não sabiam da proibição e reclamaram que não foram bem orientados da primeira vez.
O diretor informou que esclareceu o assunto, informando sobre as medidas previstas no código de posturas. “Eles compreenderam a proibição e guardaram o material”, afirma Laurindo. Segundo ele, não houve apreensão porque a abordagem foi no sentido da orientação e prevenção.

Cozinhar na praia não
De acordo com a lei municipal, a atitude dos banhistas vai contra as regras dos aspectos paisagísticos e do uso comum dos bens públicos, entre eles as praias. Um dos artigos também aponta a possibilidade de crime ambiental, como no caso de fazer fogo na praia. A lei ainda leva em conta os riscos por questões de higiene e segurança pelo uso dos equipamentos e manipulação de alimentos na faixa de areia.
Segundo Laurindo, são 37 fiscais rondando pela orla da praia Central e praias agrestes. Os casos mais comuns têm sido a colocação irregular de tendas na areia e vendedores ambulantes atuando sem autorização.
Os fiscais também têm flagrado a panfletagem de bares e restaurantes na faixa de areia. A prática é considerada venda de produto pelos estabelecimentos, o que é proibido, e gerado queixas de quem tem quiosques na orla.

Como denunciar
Os próprios banhistas podem denunciar os abusos. As denúncias podem ser feitas na Ouvidoria, pelos telefones 0800-644-3388 e (47) 3267-7024, ou diretamente aos fiscais por meio de ligação ou WhatsApp no telefone (47) 99232-0187.

Sandro Silva
Tem 31 anos de jornalismo, formado em pedagogia pela Udesc e com MBA em Gestão Editorial. geral@diarinho.com.br
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