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Falta de água, choques, sujeira e muito sal na água

ETAs operavam abaixo da capacidade e reservatórios continuam com nível baixo

Água escura, com espuma e barrenta são as queixas em Itajaí e Navegantes

 

Moradores de Itajaí e Navegantes continuam relatando problemas de abastecimento, sujeira e salinidade da água, provocando choques nas pessoas e estragando chuveiros. A captação e tratamento de água foram retomados pelo Semana na quinta-feira, após o conserto da adutora e obras emergenciais da ombreira que se rompeu na barragem do rio Itajaí-mirim. A promessa era que a maior parte do abastecimento fosse normalizada no mesmo dia, mas as estações de tratamento ainda não estão operando com a capacidade total.

Mesmo nas casas onde o fornecimento voltou, a queixa é de água escura, espumosa e salobra das torneiras. Famílias não puderam usar a água pra fazer comida, beber ou lavar roupas. Moradores relataram também que o serviço ficou intermitente, com o abastecimento voltando e parando em diversos momentos. “Está um liga e desliga e olha como está vindo a água, com espuma e sujeira”, contou uma moradora do bairro São João. Na praia Brava, um morador registrou a água barrenta que afetou o enchimento da piscina que ficou parecendo de água de rio.

Os moradores também tiveram prejuízos com chuveiros elétricos e relataram situações de risco devido aos choques. Elaine Cavalcanti, do bairro Santa Regina, conta que houve “queima em massa” de chuveiros na casa dela e nas dos vizinhos. “Minha filha de dois anos levou choque ao tentar fechar o chuveiro. Eu e minha filha mais velha também. A carga elétrica fraca pode ser até fatal para uma criança”, relata, frisando que o choque poderia ser mais grave se as filhas estivessem descalças.

No bairro Cidade Nova, a dona de casa Rosana Tomaz da Silva, de 42 anos, conta que a situação foi ainda mais preocupante. “Meu irmão de 10 anos ligou o chuveiro e levou um choque forte. Logo em seguida o chuveiro pegou fogo e não tinha como desligar, pois estava dando choque. Meu pai rapidamente desligou a luz”, narra. Agora, a família espera pelo ressarcimento do Semasa.

Os moradores que encheram as caixas d´água também se dizem prejudicados, porque a água cheia de sal ficou imprópria pro uso e consumo. Conforme a procuradoria do município, que responde pelo Procon de Itajaí, a orientação é que os usuários afetados pelos problemas de abastecimento procurem diretamente o Semasa pra abrir um processo administrativo de ressarcimento.

Estações com operações reduzidas e reservatórios com baixo nível

Em nota nesta sexta-feira, o Semasa informou que as estações de Tratamento do São Roque e Arapongas estão funcionando com capacidade reduzida de 65% e 63%, respectivamente. Os reservatórios do Morro da Cruz e Cabeçudas estão em nível mínimo de 10% e 34%, ainda afetando os bairros atendidos pelas unidades. Na praia Brava, o reservatório da Praia Brava está normalizando a pressão.

Segundo a autarquia, todas as bombas de recalque estão operando na máxima frequência. O equipamento é usado pra melhorar a vazão de água e atender locais mais altos. “O Semasa orienta a população para que faça economia de água nas e mantenha a reserva das caixas d’água até que a situação seja normalizada”, orienta a empresa.

Sobre os prejuízos de moradores, a autarquia diz que está fazendo o atendimento pra ressarcir os clientes que tiveram resistências queimadas. Basta o cliente apresentar fotos ou o material danificado e nota fiscal emitida a partir do dia 13, quando os problemas começaram.  A apresentação pode ser presencial, das 7h às 19h, na sede do Emasa, ou pelo Whatsapp. Se o pedido for aceito, o cliente recebe o ressarcimento do valor na fatura de água.

Casos específicos, como danos em chuveiros, são avaliados pela equipe. As resistências elétricas entregues na sede serão destinadas a uma cooperativa de reciclagem licenciada para descarte de resíduos dessa natureza.

As obras de reparo na ombreira da barragem de contenção da cunha salina, no rio Itajaí-mirim, continuaram na sexta-feira. Uma barreira de pedras foi construída no vão aberto pelo rompimento da estrutura que liga a margem à barragem. Um vazamento subterrâneo na adutora que leva água bruta pra estação Arapongas teria provocado a ruptura da ombreira, segundo o Semasa, fazendo a água do mar avançar até o ponto de captação.

 
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