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Ex-prefeito Edinho será sepultado hoje

Edinho morreu após uma parada cardíaca. Ele dirigia uma caminhonete Hilux quando passou mal; o carro acertou poste

O ex-prefeito de Camboriú, Edson Olegário, o Edinho Galo, que morreu de parada cardíaca num acidente na rua José Francisco Bernardes, no bairro Areias, interior do município, será sepultado na manhã de hoje, às 9h, no cemitério municipal.
Edinho sofreu uma parada cardíaca ao volante quando voltava de um encontro com amigos no sítio da família. Ele dirigia uma Toyota Hilux, que saiu da estrada e bateu contra um poste. O ex-prefeito estava de aniversário. Ele morreu no dia que completou 57 anos. Edinho deixa a esposa, três filhos e quatro netos.
O corpo foi velado no pavilhão dos Gideões Missionários, junto à igreja Assembleia de Deus, no centro de Camboriú. Ontem, durante todo o dia, parentes, amigos, políticos e moradores passaram pela cerimônia dando o último adeus.
A prefeitura de Camboriú decretou luto oficial de três dias. Em manifestação de pesar, a câmara de Vereadores cancelou o 3º Fórum de Mulheres previsto pra ontem. A associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí (Amfri) também lamentou oficialmente a perda.
Edinho era natural de Camboriú e deixa seis irmãos. “Ele era uma pessoa alegre que brincava com todo mundo”, lembra o irmão mais velho, Zélio Olegário, o Zé.
Zélio contou que o irmão planejava comemorar o aniversário com um jantar na casa de praia. Mas o dia de ontem acabou sendo de tristeza. O pai de Edinho, Nélio Olegário, já havia falecido em junho, aos 82 anos, após sofrer um infarto.
Ex-secretário de Edinho, Milton Antônio da Silva, que comandou as pastas de Saúde e Bem-estar Social durante a gestão do ex-prefeito, além de ser chefe de gabinete, lamentou a perda do amigo. “Foi chocante receber a notícia. Era uma pessoa com um carisma muito grande e que conseguiu formar boas equipes”, destacou.
Antônio opinou que o Edinho teve uma administração marcada por uma gestão participativa. “Ele mantinha uma relação muito próxima com a comunidade”, completa.

Teve parada cardíaca enquanto dirigia
Fabiano Olegário, filho do ex-prefeito, foi um dos primeiros familiares a chegar ao local do acidente. Ele conta que o pai morreu em função do mal súbito e não por causa do acidente. O airbag do carro foi acionado no impacto e protegeu Edinho de lesões.
A fatalidade ocorreu no início da madrugada de ontem, na área rural de Camboriú, num trecho conhecido como Vila Conceição, perto do condomínio Caledônia.
A PM foi chamada à meia-noite. Ao chegar no local, a polícia encontrou os bombeiros já atendendo a ocorrência. Os socorristas confirmaram a morte de Edinho. Ele estava sozinho na caminhonete. De acordo com Fabiano, o pai vinha do jantar de feirinos, que é um encontro de amigos que rolava toda terça-feira, na chácara de Edinho, na estrada Geral do Braço.
O poste caiu sobre o veículo na batida. A rede elétrica foi desligada pela Celesc pro recolhimento do corpo e retirada do veículo. O irmão Zélio relata que Edinho sofreu um infarto fulminante. Edinho ficou com o pé fazendo peso no acelerador. O carro se manteve em movimento e só parou ao bater no poste. Segundo o irmão, Edinho estava bem de saúde. Conforme relataram amigos que tavam no encontro, naquela noite Edinho, curiosamente, saiu do jantar sem se despedir.

Pavan foi padrinho político
O ex-prefeito de Balneário, Leonel Pavan, esteve ontem à tarde no velório. Ele lembra que foi padrinho político de Edinho, por ter lançado o empresário como prefeito de Camboriú, inclusive com o apelido de “Edinho Galo”. A amizade vem da época em que Pavan era prefeito de Balneário.
Pavan destacou que Edinho foi um bom prefeito e era um forte candidato pra concorrer às eleições de 2020.

Seria julgado por assasinato
Nos tribunais, o ex-prefeito enfrentava a acusação de ser mandante do assassinato de Eneri Antônio Souza, irmão do ex-vereador Ângelo de Souza (MDB), crime ocorrido em 2008. Edinho iria a júri popular no dia 31 de outubro em Floripa. Ele chegou a ficar preso em 2010, por cinco meses, mas se afirmava inocente e respondia pelo crime em liberdade.
Conforme o inquérito policial, o alvo da morte era Ângelo, que apurava numa CPI denúncia de superfaturamento na secretária de Obras durante a gestão de Edinho. O atirador, no entanto, acabou matando o irmão do ex-vereador, portador de deficiência física. Quatro pessoas envolvidas na execução foram condenadas pela justiça.
Edinho foi prefeito de Camboriú, pelo PSDB, entre 2005 e 2008. Atualmente, era filiado ao PDT, seu partido de origem, e pensava em disputar a prefeitura novamente. Ele havia concorrido em 2012, contra Luiza Coppi (MDB). Em 2014, tentou uma vaga como deputado, mas perdeu. Nos últimos anos, trabalhava na construtora que tocava.

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