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Estrutura da ETA do Semasa deu alerta na defesa Civil

Técnicos apontaram situação de “alto grau de risco” num dos reservatórios do bairro São Roque

Em tempos de preocupações com barragens e reservatórios, após as tragédias em Minas Gerais, problemas estruturais identificados na estação de Tratamento de Água (ETA) da Semasa, no bairro São Roque, em Itajaí, estão chamando a atenção das autoridades. Com base num relatório da defesa Civil do estado, que aponta os problemas num reservatório da estação como de alto grau de risco, o Semana chegou a fazer uma contratação emergencial para resolver parte do problema. A preocupação também já chegou à câmara de Vereadores.
O laudo da defesa Civil foi solicitado pelo Semasa no ano passado. No relatório, os técnicos do órgão constataram o chamado “grau de risco alto” tanto no reservatório quanto na barragem do canal do rio Itajaí-mirim. “Mantidas as condições existentes, é muito provável a ocorrência de eventos destrutivos durante episódios de chuvas intensas e prolongadas, no período compreendido por uma estação chuvosa”, alerta o relatório.
De acordo com o vereador Rubens Angioletti (PSB), que levou o caso à câmara, parte da estrutura da estação de tratamento apresenta problemas de infiltração e falta de manutenção, comprometendo a vida útil da unidade.
No reservatório 3, que fica acima da estação, há vazamentos de água, que agravam a situação de encharcamento do solo, ferragens expostas e infiltração de água pelas paredes. “Chega a ter furos com água saindo”, destaca Rubens.
Uma cerca tá inclinada e pode indicar que estaria ocorrendo movimentação no terreno da estação, que fica num morro, a cerca de 50 metros de altura.
No laudo, a defesa Civil ainda relatou a presença de muitas bananeiras no entorno do reservatório, o que indica solo úmido. O órgão pediu que as plantas fossem cortadas porque elas retêm água.
Já em relação à barragem, teria havia rompimento de uma estrutura de proteção.
O vereador disse que vai questionar a prefeitura sobre os problemas, buscando esclarecimentos do motivo de as obras não terem sido feitas ainda no ano passado, quando o relatório foi elaborado.“Se não ocorresse essa manutenção nesse momento, com chuvas fortes, a barragem poderia cair”, avalia.

Obras emergenciais
A contratação emergencial de uma empresa, por parte do Semasa, foi feita com dispensa de licitação no final de fevereiro. As obras preveem a recuperação e a estabilização das margens da barragem da unidade de captação de água e a estabilização da encosta do morro onde fica a estação de tratamento, no São Roque.
A reforma da estrutura do reservatório, que tem vazamentos e ferragens expostas, não está neste contrato, que é de R$ 11 milhões e prevê o que seria mais emergencial. Nele, também são previstas obras de estabilização na encosta do morro da estação de recalque Santa Clara, no bairro Fazenda, que atende a praia Brava.
Em nota, o Semasa informou que os riscos identificados serão sanados em seis meses, que é o prazo contratual. “Itajaí se recusa a ser personagem de mais uma tragédia como tantas que temos a infelicidade de testemunhar”, discursa Diego Antônio da Silva, diretor geral do Semasa.

Sandro Silva
Tem 31 anos de jornalismo, formado em pedagogia pela Udesc e com MBA em Gestão Editorial. geral@diarinho.com.br
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