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Estão com medo de perder o colégio Victor Meirelles

Papo de que escola centenária vai fechar tá mobilizando professores, estudantes e pais de alunos

O zum-zum-zum é de que Victor vai se transformar num centro cultural

Aos 106 anos, o colégio Victor Meirelles, cravado no centro de Itajaí, tá tendo que enfretar uma polêmica. Segundo professores, haveria a intenção do governo do estado em fechar a escola e, com isso, a fundação Cultural da prefeitura pretende transformar o prédio num centro cultural, anexado à casa da Cultura Dide Brandão.
Por isso, esta semana a comunidade escolar tá se organizando pra iniciar um movimento de defesa do Victor.
Tanto a chefia da fundação Cultural quando da gerência Regional de Educação (Gered), do governo do estado, negam o fechamento e dizem que tudo não passa de boato.
O professor Renato Rothbarth, o Xico, conta que assim que os educadores chegaram para o ano letivo, no comecinho de fevereiro, escutaram o zum-zum-zum de que a fundação Cultural estaria negociando com o governo do estado a doação do prédio do Victor Meirelles. O objetivo, ao fechar a escola, seria transformar a estrutura num espaço para atividades culturais.
De acordo com Xico, a própria direção do colégio também tinha ouvido algo parecido e isso deixou professores, alunos e pais c’a pulga atrás da orelha. “Entendemos que além de ser uma escola boa, o Victor tem tradição. Se tivessem a intenção de transferir, construir um prédio novo, seria menos ruim. Agora, acabar com a escola, é um absurdo”, solta o professor.
Preocupados com isso, alunos, ex-alunos, professores e pais fazem esta semana uma reunião pra definir o que fazer pra defender a escola de um possível fechamento. O encontro tem tudo pra acontecer na quinta-feira à noitinha, lá mesmo no Victor Meirelles. Mas somente hoje é que ficará decidido com certeza o horário e o local, diz o professor Xico.
Os professores já haviam se coçado e entregue ao secretário estadual de Educação, Eduardo Deschamps, um documento pedindo a manutenção do colégio Victor Meirelles. O documento foi entregue em 13 de fevereiro, quando o governador Raimundo Colombo (PSD) esteve em Itajaí.

Reunião com artistas
O papo do fechamento do Victor vem desde o início do ano. “Logo que assumiu, Normélio fez reuniões com todos os setores da cultura e disse que haveria um novo espaço no Victor Meirelles, que a prefeitura fez contato com o estado para anexar o Victor Meirelle à casa da cultura”, conta Xico, referindo-se a Normélio Weber, atual presidente da fundação Municipal de Cultura.
Cerca de 1200 alunos se matricularam pra cursar o ensino médio no Victor Meirelles agora em 2017. São 400 a mais que no ano passado. O colégio, que fica na quadra entre a rua Gil Stein Ferreira e o calçadão da rua Hercílio, foi fundado em 1911 e já funcionou onde hoje fica a casa da Cultura Dide Bradão, bem ao lado do prédio atual da unidade.

É boato, garantem chefões da Gered e da fundação

Ken Ichi Becherer, chefão da gerência Regional de Educação, garante que o fechamento do Victor Meirelles e a transformação do prédio num centro cultural não passam de boato. “Essa fala é de algumas pessoas que querem criar uma situação e criar transtorno dentro da própria comunidade”, alfineta. “Como vamos desativar uma escola que tem mil alunos? Vamos colocar onde os alunos?”, provoca Ken.
Segundo ainda o gerente Regional de Educação, o que houve foram comentários de que se um dia o Victor Meirelles deixasse o prédio atual, então poderia virar um centro cultural. “Mas isso seria no futuro. Teria que encontrar um terreno no centro que venha a contemplar o Victor Meirelles, tirando-o dali e indo para uma área maior,” comenta Ken.
Normélio Weber também desmente que haja ações para anexar o Victor à Casa da Cultura e transformar o local num centro cultural. De acordo com o chefão da fundação Cultural, o que se ventilou é que se não houvessem mais matrículas para o Victor Meirelles, já que foram abertas quatro novas escolas nos bairros, aí sim se poderia pensar em pedir a anexação do prédio da escola. “Aí manifestamos o interesse para a gerência Regional. Mas foi só uma manifestação de interesse. Não tem nada oficial,” garantiu.

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