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Escolas podem ser vigiadas em 2018

Projeto, que prevê duas câmeras por escola municipal e central de monitoramento, será votado em segunda sessão esta semana

As escolas municipais de Itajaí podem ser vigiadas por câmeras a partir do próximo ano. Um projeto de lei que prevê a instalação das bizolhudas nas escolas foi aprovado por unanimidade na semana passada na câmara de Vereadores. A novidade agrada a secretaria de Educação, que está cautelosa porque sabe o custo para bancar o projeto.
O autor do projeto é o vereador Sérgio Murilo Pereira (PP). Ele defende que o principal objetivo é garantir a segurança dos alunos e professores da rede municipal, além de coibir atos de vandalismo. O projeto deu entrada na casa em meados de fevereiro, mas sofreu emendas e entrou para votação somente na semana passada.
De acordo com Murilo, tanto vereadores da situação, como oposição, contribuíram com a ideia e deram votos favoráveis. O projeto prevê que cada escola tenha ao menos duas câmeras de segurança, uma na entrada e outra em área interna a ser definida pela direção escolar.
Escolas em áreas com maiores índices de violência devem ter prioridade na instalação. As escolas que forem construídas pelo município de agora em diante, já deverão contar com o sistema de monitoramento.
Murilo explica que a intenção é de que as câmeras estejam interligadas a uma central de monitoramento junto à secretaria de Segurança Pública e tenham acompanhamento em tempo real. “Essa é a proposta. Depois cabe à parte técnica verificar a viabilidade”, diz.
A segunda votação do projeto deve acontecer esta semana. Se for sancionado pelo prefeito Volnei Morastoni (PMDB), o monitoramento entra em vigor em janeiro de 2018. sr n

Secretária diz que implantação tem que ser planejada

A secretária de Educação, Elisete Furtado Cardoso, acha o projeto importante e diz que algumas escolas já têm câmeras, mas ela sabe que ele terá um alto custo para funcionar. Confira o que diz a chefona da pasta.

DIARINHO – Itajaí tem índices alarmantes de vandalismo e/ou furtos nas escolas?
Elisete: Temos algumas ocorrências deste tipo. E temos trabalhado sempre para manter a estrutura das escolas. Acreditamos que a colocação de câmeras pode ajudar a inibir e identificar os responsáveis por esses atos.

DIARINHO – A Educação conseguiria arcar com os custos desse sistema?
Elisete: É preciso haver um planejamento, otimizando os recursos necessários e os existentes na secretaria.

DIARINHO – Como funcionaria o monitoramento?
Elisete: Os equipamentos atuais fazem a gravação do dia a dia nas escolas e há a utilização das imagens quando necessário. Havendo a obrigatoriedade de uma central, vamos avaliar a possibilidade de integrá-la com a guarda municipal.

DIARINHO – Se sancionado, o projeto deverá entrar em vigor a partir de janeiro. Há viabilidade para, em 2018, as escolas já contarem com câmeras de segurança?
Elisete: É importante lembrar que ainda se trata apenas de um projeto. Precisamos avaliar muito bem a necessidade de cada escola e os recursos disponíveis e realizar de forma planejada, avaliando os recursos disponíveis e buscando recursos até mesmo de outras fontes, inclusive da área de segurança pública.

Sandro Silva
Tem 31 anos de jornalismo, formado em pedagogia pela Udesc e com MBA em Gestão Editorial. geral@diarinho.com.br
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