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Empresário quer fiscalização às regras sanitárias e “que governo pare de inventar moda”

O empresário Newton Patrício Crespi, o Cisso da FIP, de Brusque, lançou uma carta aberta à população e as autoridades do estado pedindo fiscalização às normas sanitárias e que “o governo pare de inventar moda”. A carta vem em resposta a um possível novo fechamento do comércio por conta da crescente curva no número de casos de covid-19 na região. Brusque registrava até o último domingo três mortes e 653 infectados pelo novo coronavírus.
Cisso pede que os agentes públicos e políticos saiam de seus gabinetes, ouçam o povo que precisa trabalhar e “fiscalizem as normas já existentes e não inventem mais moda sob pretexto do bem comum. Quem puder ficar em casa, fique. Quem precisar trabalhar, respeite as normas de saúde e segurança. Os senhores fiscalizem as normas já existentes, e revisem aquelas que não têm fundamentos técnicos”, sugere o empresário.
Cisso diz que, como gestor da FIP, tem buscado os melhores resultados pro empreendimento, para alavancar as vendas dos lojistas, mas com responsabilidade, pautado no tripé de defesa da vida, e proteção às pessoas e aos postos de trabalho.
“Desde as primeiras informações a respeito do coronavírus, a FIP procurou orientação técnica/médica para se adequar às mais rigorosas exigências sanitárias em vigor, e assim realizamos atos de vanguarda, para permitir que o nosso empreendimento possa funcionar com total segurança para todos. E aqui na FIP, digo com orgulho e sem falsa modéstia, fizemos muito, muito mais e melhor que quaisquer órgãos públicos, e suplantamos com larga folga todas as exigências sanitárias”, explica.
Só que o empresário diz que a cada novo investimento, sempre com recursos próprios, o Estado impunha outras medidas restritivas, seletivas e discriminatórias. “Sendo que o setor do vestuário vem sofrendo severa e injusta discriminação. Após um doloroso período de inatividade, sem poder abrir as portas para gerar renda para pagar nossas obrigações, vimos o estado autorizar, sem qualquer critério técnico ou científico, diversas outras atividades e empresas nos mais variados locais, gerando uma concorrência desigual e prejuízos irreparáveis para o nosso segmento”, explica.
Atualmente, Cisso diz que a prova de roupas nas lojas seguem suspensas, mas o governo do estado permite que outros produtos, como decorações, brinquedos, bijuterias, eletrodomésticos, bebidas e calçados, sejam manuseados. “Ou seja, enquanto trabalhamos arduamente para fazer a máquina da economia girar e alavancar as vendas dos lojistas da FIP, o governo nos atrapalha, e, pior, age discriminatoriamente, sem critérios técnicos”, afirma.
A FIP chegou a entrar na justiça, com laudos e provas técnicas, contra o que considera “atos ilegais e discriminatórios do estado”. Só que a resposta que tem recebido é que cabe ao Executivo regrar a atividade empresarial em época de pandemia. “Claro que não iremos desistir, e estamos recorrendo de todas as decisões contrárias, e agora também apresentamos representação ao Procurador Geral da República buscando combater a teratologia administrativa do Governo do Estado, que ao invés de fiscalizar efetivamente o cumprimento das medidas que já impôs, sinaliza a adoção de medidas mais restritivas e a possibilidade de suspensão de atividades, o que sufocará ainda mais a economia e os setores que mal puderam começar a respirar, levando à bancarrota incontáveis empresas”, finaliza.

Reunião na prefeitura
A prefeitura de Brusque informou que por enquanto não há definição sobre um novo fechamento do comércio da cidade ou medidas mais drásticas em relação à pandemia. A prefeitura deve realizar uma reunião até terça-feira e novas regras podem ser definidas, mas a princípio o comércio não será afetado, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura. Pode haver uma mudança de horário, mas isso ainda não está definido.
O governo do estado não respondeu até o fechamento desta matéria se estuda fechar novamente o comércio para achatar a crescente curva do covid-19 no estado e na região.

Fran Marcon
Formada em Jornalismo pela Univali, com MBA em Gestão Editorial. fran@diarinho.com.br
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