Home Notícias Geral Empreiteira do Semasa detona 29 ruas e não recoloca o asfalto

Empreiteira do Semasa detona 29 ruas e não recoloca o asfalto

Obra da instalação da rede de esgoto tá dando dor de cabeça para moradores do bairro São Vicente

Tem rua que, de tanta lama, mapas parece uma pista de rali. (Foto: Diarinho)

Oque era pra ser uma obra pra aumentar a qualidade de vida de quem reside no bairro São Vicente, em Itajaí, acabou se tornando uma dor de cabeça e tanto para os moradores. A empreiteira responsável pela instalação da rede de coleta de esgoto cavocou dezenas de ruas do bairro, botou os tubos e simplesmente deixou de fazer a reposição do asfalto ou das lajotas. Segundo a direção do Semasa, é possível que até o final desta semana o contrato seja rompido.
São ao todo 29 ruas que tão num caco. Algumas com lama por toda a extensão. “O São Vicente e o Bambuzal estão retrocedendo e voltando ao tempo das ruas de barro”, ironiza J.B., moradora da rua Cecília Meirelles, que fica no loteamento Bambuzal. “Estamos há mais de três meses com a rua assim e só vem piorando. Eles iniciaram as obras e pararam nos deixando desse jeito”, conta outra leitora, que mora na rua Itapiranga, também no Bambuzal.
A empreiteira que “largou o serviço” é a LMR Engenharia, a única a participar da licitação para a instalação da rede de esgoto no bairro. O valor da obra é de mais de R$ 15 milhões e prevê a instalação da rede em nada menos que 68 quilômetros de extensão, beneficiando quase sete mil moradias do São Vicente.
O problema é que a empreiteira não consertou as ruas que abriu para colocar os tubos. Ela já recebeu cerca de R$ 5,1 milhões.

Negativa com o governo
De acordo com Osvaldo Gern, chefão da Semasa, o problema tá ligado à falta de documentos exigidos para que se possa fazer um aditivo da obra. “Durante o processo da obra apareceram situações que exigiram um trabalho adicional, como ruas que mudaram de calçamento para asfalto e caixas de passagem que se encontraram com a tubulação de drenagem”, explica.
Com isso, houve mais custos de operação e seria preciso um aditivo no contrato. A empresa não estaria querendo continuar o serviço sem receber esse aditivo de grana.
Gern diz que o Semasa não pode fazer o aditivo solicitado pela empresa porque ela não apresenta as certidões negativas de débito (CND), que são documentos que comprovam estar em dia com as obrigações federais.
Ontem, rolou uma reunião com representantes da empresa. O Semasa deu até sexta-feira para que a empreiteira apresente as certidões e negocie como concluirá o trabalho do conserto das ruas. Caso contrário, pode até rolar o rompimento do contrato.
Mas, segundo Gern, essa não é a intenção do Semasa. “Havendo o rompimento do contrato, teremos que fazer nova licitação, porque ela foi a única empresa a participar da licitação, não tem segunda colocada”, diz. E completa: “Por isso tentamos de todas as formas fazer com que conseguisse executar”.
Outra solução, comenta o chefão do Semasa, seria dividir o contrato e passar o serviço para uma outra empreiteira, que já faz as reposições de asfalto para o Semasa e assim o serviço recomeçaria logo, já que não seria preciso uma nova licitação.
Essas decisões serão definidas a partir de sexta-feira, que foi o prazo dado para a LMR apresentar as certidões negativas de débito.
Pra quem mora numa das 29 ruas esburacadas e enlameadas, Osvaldo Gern dá a notícia esperada: “Para refazer as ruas, deve levar de 15 a 20 dias, quando recomeçar o trabalho”.
O DIARIão conseguiu contato com LMR. O telefone que consta no site da empreiteira dá como inexistente. Foram enviados e-mail tanto através do site da empresa quanto para um representante. Mas até o fechamento desta edição não houve resposta.

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