Home Notícias Geral Dezenas de moradores da Brava participam de despedida ao cãozinho comunitário Orelha

Dezenas de moradores da Brava participam de despedida ao cãozinho comunitário Orelha

O mar da praia Brava recebeu as cinzas do cão comunitário Orelha, na tarde desta quinta-feira, em Itajaí. Cerca de 50 moradores do bairro, alguns acompanhados com os seus cães de estimação, participaram da cerimônia de despedida que foi também um protesto pela morte do amigo de quatro-patas. Orelha foi envenenado na última terça-feira.
“Foi lindo! Orelha recebeu balões e flores brancas”, narra Dani Dumke, 32 anos, uma das protetoras que cuidava de Orelha e que organizou a última homenagem ao amigo. Dani, antes de jogar as cinzas no mar, definiu Orelha em uma palavra: “amor”.
“Gostaria de poder dizer tudo isso pra você, porque algumas pessoas nunca terão a dimensão da dor que a sua falta faz. E isso não importa. Porque o que eu quero é que todos saibam que você era amor, puro amor. Que a sua alegria era diária. Que todos os dias eram lindos pra você. Que apesar de nós, seres humanos nunca sabermos tudo o que você já passou nas ruas, você era vida, você era alegria. A maldade humana nunca tirou sua felicidade. Ela tirou sua vida e isso eu jamais vou conseguir entender. E nunca vou conseguir explicar…”, escreveu a professora no Instagram criado pra Orelha, o @orelhadabrava.

Veneno letal
Orelha foi encontrado agonizando na manhã de terça-feira. Dani chegou a socorrê-lo, mas não deu tempo de chegar no veterinário. O cão morreu no caminho. O veneno era forte e teve efeito rápido, segundo o veterinário. “Espero que isso que aconteceu não seja esquecido e não seja visto como normal. Alguém ter coragem de preparar um alimento e matar um cachorro envenenado não é normal”, desabafou Dani.
Após perder o amigo, a professora decidiu cremar o corpo e jogar as cinzas no mar da Brava, bairro onde Orelha adorava andar livre pelas ruas. Ele era tão querido pelos moradores que recebeu a plaquinha de “Cão comunitário”.
Os moradores esperam que os culpados sejam identificados pela polícia Civil e que respondam pelo crime de maus tratos.

Fran Marcon
Formada em Jornalismo pela Univali, com MBA em Gestão Editorial. fran@diarinho.com.br
Compartilhe:

Deixe uma resposta

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com