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Comissão de ética do PSL investiga deputada Ana Campagnolo

Decisão é da executiva nacional. Deputada teria “detonado” governador Carlos Moisés

Depois que o governador, que é militar, chamou de “sandice” e “extremismo” as atitudes do “pessoal da arminha”, do PSL, passou a ser tacado pela deputada (Foto)

O conselho de ética da executiva nacional do PSL vai investigar postagens feitas pela deputada estadual Ana Caroline Campagnolo, vice-presidente da sigla em Itajaí, com críticas contra o governador Carlos Moisés (PSL). A denúncia teria sido feita por filiados e simpatizantes do partido, que consideraram as publicações vexatórias e depreciativas. A queixa também pesa contra o deputado estadual Jessé Lopes (PSL) e pede que os dois parlamentares sejam expulsos da sigla.
Em nota divulgada na noite de quarta-feira, o presidente estadual do PSL, deputado federal Fábio Schiochet, esclareceu que a direção estadual do partido vai aguardar a decisão da executiva nacional para se manifestar sobre as denúncias ligadas aos dois colegas de assembleia legislativa.
Na nota, Fábio destaca que não foi o governador Moisés quem pediu as expulsões ou que se queixou das postagens, ressaltando que o pedido de investigação partiu de filiados.
Ana Campagnolo e Jessé criticaram a tentativa da direção estadual em negar o envolvimento do governador na acusação contra os dois. Ana Campagnolo considerou a explicação como um recuo de Moisés.
“Espero que tenha percebido que me expulsar do partido do Bolsonaro não é tarefa fácil, mesmo para um governador. É lamentável ver a sua equipe se virando nos trinta para tentar passar a imagem de que não foi o senhor quem pessoalmente e autoritariamente exigiu minha saída. Sabemos que foi”, lascou a deputada pelas redes sociais.
Jessé Lopes também não deixou quieto. “Jogando para o colo da executiva nacional e tirando o corpo fora. Governador, quer me expulsar? Assuma as responsabilidades”, atacou, também pelas redes. Na semana que vem, as partes deverão ser ouvidas pelo conselho de ética do partido.
O pedido de expulsão dos dois deputados teria sido feito ao acional por meio do chefe da casa Civil, Douglas Borba, que esteve em Brasília esta semana. Em nota, o secretário negou.
A agenda em Brasília, segundo ele, incluía visitas à Secom da Câmara e ao deputado Fábio Schiochet para tratar sobre pleitos de SC. “A questão partidária deve ser resolvida entre os partidários. Estou sem partido”, frisou, ressaltando, ainda, que não recebeu qualquer solicitação do governador para intervir no assunto.

Críticas
Segundo a direção estadual do PSL, as denúncias recebidas pela executiva nacional listam publicações com comentários, vídeos, charges e outras manifestações dos dois deputados estaduais contra o governador.
As críticas dos parlamentares vieram após entrevista de Carlos Moisés ao jornal Folha de São Paulo, quando classificou como “sandice” e “extremismo” atitudes do “pessoal da arminha”, se referindo aos correligionários que estariam alinhados demais com Jair Bolsonaro. Os dois deputados entram no perfil dos que fazem “arminha”.
O governador foi ainda mais detonado por defender o aumento de impostos sobre agrotóxicos, que obrigaria os produtores rurais a pagar 17% de Ia compra dos defensivos.
Em protesto, Jessé Lopes chegou a postar uma foto do quadro da imagem de Carlos Moisés que tava na parede do gabinete. Em cima da foto escreveu: “de castigo”.
A deputada Ana Campagnolo também mandou um recado público para o governador: “O ão é seu, o PSL é nosso. PSL é Bolsonaro — e eu continuaria sendo Bolsonaro mesmo fora do partido”.
Ontem, os deputados teriam pedido uma retratação do governador, visando o arquivamento da investigação no conselho de ética. A assessoria de Ana Campagnolo não confirmou e nem respondeu aos questionamentos do DIARINHO.

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