Home Notícias Geral Clubes continuam fechados e amargam prejuízos com a inadimplência

Clubes continuam fechados e amargam prejuízos com a inadimplência

Itamirim tem mais de dois mil sócios

Os clubes sociais e de lazer movimentam em Itajaí cerca de quatro mil sócios. Desde que a quarentena para o combate ao coronavírus teve início, em 18 de março, os clubes tiveram as portas lacradas e deixaram de atender associados com as piscinas, academias, quadras e principalmente festas em seus salões e quiosques.
A expectativa do Itamirim Clube de Campo, da sociedade Guarani e do clube Atiradores era retornar parcialmente essa semana com atividades individuais, respeitando o distanciamento de segurança, mas a prorrogação do decreto estadual acabou com os planos.
O Itamirim, maior clube em estrutura e na quantidade de sócios, com 2150 associados, encerrou as atividades no dia 16 de março e mantém apenas 50% da equipe de manutenção.
O presidente Osman RebelLo conta que pelo menos 400 festas foram canceladas nos 20 espaços de confraternização, entre elas uma formatura. As quadras de tênis, futebol e beach tênis, ginásio, academias, piscinas, sauna e os quatro bares e o restaurante estão fechados.
A falta de uso já reflete no pagamento das mensalidades, cerca de 15% dos associados ainda não honraram o compromisso do mês. “Mas só no dia 30 vamos saber de fato o total que deixou de pagar,” explica.
Osman tinha esperança que as atividades fossem liberadas ainda nesta terça-feira, pelo menos parcialmente e de forma individual, mas isso não aconteceu quando houve a prorrogação da quarentena até o domingo de Páscoa.
“Estamos com o nosso decretinho interno pronto, com as normas para uso individual, como exercício físico, caminhada e tênis individual. Várias coisas poderiam ser abertas ao público, mas estamos esperando a autorização do governo”, diz.

40% dos sócios não pagaram o Atiradores


40% não pagaram mensalidade no Atiradores
O mesmo problema enfrenta o clube Atiradores. Com 800 sócios, já registra um atraso de pagamento em 40% das mensalidades. “Como não é a primeira necessidade de uma família, vão cortar a mensalidade do clube”, observa.
O clube está todo paralisado desde o início da quarentena. “Estamos fechados, sem acesso a qualquer atividade. Só a portaria está funcionando”, conta o presidente Álvaro Cesar Moreira.
O clube também teve que cancelar festas e confraternizações que estavam agendadas para os salões principais e os 15 quiosques menores.
Guarani chegou a divulgar reabertura

Guarani tinha montado esquema pra retomada, mas cancelou


Guarani anunciou retomada, mas cancelou
Alexandre Kleis, presidente da sociedade Guarani, conta que ontem chegou a montar um esquema das atividades individuais e noticiar a abertura parcial do restaurante do clube, mas com a prorrogação do decreto estadual, tudo foi suspenso.
A ideia era abrir parcialmente, com atividades esportivas individuais e o restaurante, mas sem a piscina e campo de futebol. “Estávamos organizando dessa maneira, mas permanecendo a paralisação, vamos continuar fechados”, explicou.
O clube tem 650 sócios e duas estruturas físicas. O prédio histórico do calçadão da Hercílio Luz, com três salões e onde ocorrem badaladas festas de aniversários, casamentos e formaturas. Já na Praia Brava, na sede recreativa, acontecem as atividades esportivas. “Tivemos cinco festas canceladas este mês, inclusive o aniversário de um colunista social”, explica.
Até a festa de 123 anos do clube, que seria realizada no dia 21 de março, foi cancelada. Diferentemente dos outros clubes da cidade, o Guarani não sentiu baixa nos pagamentos das mensalidades até agora.

Fran Marcon
Formada em Jornalismo pela Univali, com MBA em Gestão Editorial. fran@diarinho.com.br
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