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Carreata pela volta às aulas presenciais em Itajaí

Uma carreata com buzinaço, balões brancos e alguns cartazes pediu o retorno das aulas presenciais também em Itajaí. Cerca de 100 carros participaram do movimento para pressionar as autoridades para que aconteça a retomada do ensino presencial ainda em 2020.
Os carros se reuniram no estacionamento do centreventos e de lá partiram pela rua Camboriú, até chegar à praça Genésio Miranda Lins, a Beira Rio.
Um carro de som seguia na frente falando da importância da volta às escolas, levando em conta que os pais precisam trabalhar e as crianças estão doentes, com crises de ansiedade e precisando ir ao médico.
Cartazes com frases como “educação, direito essencial”, “educação é essencial” e “se meu filho não pode ir à aula na escola, eu não posso ir à escola votar” foram exibidas pelos veículos.
As pessoas que estavam na Beira Rio foram pegas de surpresa pela carreata. “Eu não sabia, fiquei sabendo agora, mas apoio muito”, disse a vendedora Ana Karolina Miranda, 25 anos. Ela tem um filho de nove anos que estuda no Caic, do bairro Cidade Nova, e conta com a avó da criança para ajudar a cuidá-lo.
A mãe dela ainda cuida de outras crianças, de três, cinco e sete anos, para outras mães trabalharem. “A minha mãe está ajudando, mas quando ela não pode, eu falto ao trabalho para cuidar do meu filho”, conta.
Outro senhor que estava na praça se disse contrário ao retorno presencial. Ele alegava que já estava no fim do ano e não via necessidade do retorno às salas de aula. “Deveriam começar as aulas mais cedo ano que vem”, opinou, sem querer informar o nome à reportagem.
No grupo criado no Instagram para divulgar a carreata, o retorno presencial das aulas também dividiu opiniões. “A educação merece respeito!!! Serviço essencial!! As crianças não podem pagar pela ganância dos maus governantes!! Lugar se criança é na escola!!!!”, escreveu uma internauta.
“Pelo direito de levar nossos filhos à escola. Movimento de pais a favor da liberdade de escolha. Educação é direito básico, essencial!”, escreveu o grupo em outra postagem, que foi rebatida por alguns pais.
“Que direito foi tirado? Obedecer um decreto estadual para proteger seu filho? Quanta ignorância e egoísmo! Acham que escola é depósito? Preferem correr o risco de terem filhos doentes, do que cuidar deles em casa? Tem família e escola que só pensam no dinheiro…”, rebateu outra.

Fran Marcon
Formada em Jornalismo pela Univali, com MBA em Gestão Editorial. fran@diarinho.com.br
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