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Camboriú quer captar a própria água

Hoje cidade depende da captação da Emasa

O prefeito de Camboriú, Élcio Kuhnen (MDB), faz hoje uma reunião com representantes da Águas de Camboriú pra tratar dos problemas de abastecimento de água na cidade. Entre as medidas está a implantação de sistema próprio de captação no rio Camboriú, já previsto no contrato de concessão.
Atualmente, a cidade recebe água da Emasa, de Balneário Camboriú. A concessionária de Camboriú tem interesse em fazer a captação própria, projeto defendido também por vereadores em reunião sobre o tema na segunda-feira.
O encontro de hoje acontece às 9h30, no auditório da prefeitura, aberto à comunidade. A discussão faz parte de uma série de reuniões emergenciais que tão rolando desde o fim de semana, quando o nível do rio Camboriú ficou abaixo de um metro, deixando Balneário e Camboriú em situação de alerta pela estiagem. Com a chuva, ontem, o nível subiu pra 1,06 metro, mas ainda abaixo da normalidade, que é 1,25 metro.
Além da discussão com entidades e parlamentares na câmara na segunda-feira, ontem o prefeito de Camboriú se reuniu com plantadores de arroz.
Os produtores são tidos como vilões da crise por desviarem irregularmente água do rio pras arrozais, prejudicando a captação pro consumo das cidades. No fim de semana, a Emasa chegou a abrir barragens que represavam água nos arrozais.

Independência hídrica
Élcio Kuhnen diz que busca uma solução conversando com todas as entidades e órgãos envolvidos, incluindo a prefeitura de Balneário e a Emasa. A ideia é debater alternativas pra garantir o abastecimento de água. Hoje, será apresentado ao prefeito um documento com 10 ações a serem analisadas.
A direção da Águas de Camboriú defende a construção de uma estação própria de captação e tratamento, destacando que depende de outras medidas por parte do poder público, como a concordância do município, local pra construção e licenciamento ambiental. Na reunião na câmara, ficou acertado que os vereadores vão apresentar ao prefeito um documento apoiando a definição de uma área pra estação de tratamento.
O entendimento é que também dever haver um equilíbrio na distribuição da água entre as duas cidades pra que Camboriú não seja afetada durante os picos de consumo e nos períodos de estiagem. Nos últimos dias, bairros mais altos e os mais afastados de Camboriú, que ficam na ponta da rede, sofreram com a falta de água ou baixa pressão.

Alternativas
O diretor da Emasa, Douglas Beber, não tem conhecimento da proposta do município vizinho. A autarquia de Balneário também estuda medidas pra não depender só do rio Camboriú, entre elas um projeto de dessalinização da água do mar, o reaproveitamento da água usada no tratamento de esgoto e a captação no rio Itajaí-mirim.
A alternativa mais viável, e já em processo de licenciamento, é a construção do parque inundável, prevista numa área de Camboriú pra reservar até três bilhões de litros de água bruta.

Sandro Silva
Tem 31 anos de jornalismo, formado em pedagogia pela Udesc e com MBA em Gestão Editorial. geral@diarinho.com.br
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