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Camboriú e Navegantes se preparam para licitar o serviço

Os cerca de 140 mil habitantes de Camboriú e Navegantes podem descobrir em breve os benefícios do que é ter um serviço de coleta seletiva para o lixo que deveria ser separado em casa. Juntas, as duas cidades produzem cerca de 3400 toneladas por mês de lixo comum. Mas, o reciclável é praticamente zero não fossem os catadores que atuam nesses locais.
Para resolver o problema, a prefeitura de Camboriú, abriu licitação para definir a empresa responsável pela coleta seletiva. Na abertura das propostas que aconteceu na semana passada, apenas uma empresa compareceu, mas foi desclassificada por estar com a documentação incorreta.
Segundo a presidente da Fundação do Meio Ambiente de Camboriú (Fucam), Liara Rotta Padilha Schetinger, outro edital deverá ser lançado em 30 dias. Além disso, um dos pontos que estaria atrasando o processo, é a fragilidade legal e estrutural das associações locais que poderiam receber o material reciclável coletado na cidade. “O PNRS prevê que a destinação deve ser feita via cooperativa ou associação, até porque você incentiva a geração de renda transformando a questão em socioambiental e não apenas ambiental”, explicou. Entretanto, em Camboriú, as associações visitadas sequer dispõem de CNPJ e estariam trabalhando em condições insalubres. “Isso inviabiliza a parceria formal com o município. Mas estamos estudando uma maneira de fortalecer esses grupos para que possamos incluí-los”, disse.
Liara ainda esclarece que a população de Camboriú não vai pagar a mais pelo serviço da coleta seletiva. “A coleta seletiva não onera os cofres públicos porque nós deixamos de pagar pelo aterro para destinar aquela quantidade recolhida. Em troca, levamos o resíduo reciclável para as cooperativas que vão separar, limpar, prensar e vender. Por isso, a coleta seletiva tem uma importância além da ambiental que é a social”, falou.
Navegantes está mais atrasada para resolver o problema. Segundo a superintendente da Fundação do Meio Ambiente na cidade, Cláudia Angioletti Gabriel, o edital para licitar a empresa está em fase final de elaboração. Segundo informações da assessoria de imprensa da prefeitura de Navegantes, para agilizar o início dos serviços foi cogitada a possibilidade de um contrato aditivo com a empresa Recicla SC, que faz a coleta do lixo comum na cidade, mas a empresa não teria demonstrado interesse. “Queremos que o nosso edital também contemple a coleta de eletroeletrônicos de grande porte”, disse. Cláudia diz que depois de lançado o edital a prefeitura reforçará as ações de educação da população para separação correta do reciclável.

Camboriú e Navegantes se preparam para licitar o serviço

Mariana Reibnitz Vieira
Formada em Jornalismo pela Univali mariana@diarinho.com.br
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