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Cães e máquinas especiais na busca pelo haitiano

Suspeita é que o corpo tenha sido levado para o mar

Cães farejadores, equipamentos especiais que garantem autonomia em locais de pouco oxigênio, um drone e jetsky. Apesar de todos esses recursos, os bombeiros militares de Balneário Camboriú não conseguiram localizar o haitiano Marcellus Vlademy, 34 anos, que desapareceu numa tubulação de drenagem de água da chuva na madrugada de quinta-feira.
No segundo dia da operação de buscas, os trabalhos começaram por volta das 13h e terminaram perto das 19h. Oito militares foram mobilizados. “Começamos na quinta-feira no ponto de onde ele caiu até onde a tubulação desemboca no córrego”, diz o tenente Neto, referindo-se ao rio Ariribá, que divide Balneário Camboriú com Itajaí. “Hoje percorremos toda a tubulação adjacente, cerca de 180 metros, e não o encontramos”, completa.
Ao todo, os bombeiros vasculharam 300 metros de tubos e galerias de drenagem que desembocam no rio Ariribá. Para isso, usaram dois tipos de equipamentos.
Um deles é uma mangueira ligada a um caminhão e que fornece oxigênio diretamente para a máscara dos bombeiros. O outro é formado por cilindros de oxigênio autônomos, usados quando os homens chegaram a locais que as mangueiras não alcançavam.
Além disso, dois cães farejadores também percorreram tanto as margens do rio quanto as entradas das galerias. Um drone foi utilizado para fazer uma varredura aérea e o jetsky dos bombeiros completou as buscas na praia dos Amores, próximo à foz do rio.
O boné de Marcellus, encontrado na tubulação anteontem, confirma que ele foi carregado pelas águas através da galeria. Por isso, as autoridades acreditam que ele não tenha sobrevivido.
“A principal hipótese é que o corpo tenha sido carregado para o mar. O fluxo de água estava muito forte na quinta-feira”, avalia o tenente, que comandou a operação de buscas.
O trabalho no rio terminou ontem. Hoje, o piloto que já faz as rondas de jetsky na praia dos Amores e Praia Brava continuará os trabalhos. Na quinta-feira, um helicóptero também foi usado.

Foi arrastado para dentro das galerias

O imigrante trabalhava e morava numa chácara que fica às margens da avenida do Estado Dalmo Vieira. Com a chuva torrencial que começou a cair na noite de quarta-feira e avançou pela madrugada de quinta, a água represou no terreno e chegou ao peito dos moradores.
Marcellus ajudava os patrões a tentar desobstruir uma galeria de drenagem pluvial, quando foi arrastado para dentro da tubulação. Os bombeiros foram chamados, mas não conseguiram localizá-lo.

 

Sandro Silva
Tem 31 anos de jornalismo, formado em pedagogia pela Udesc e com MBA em Gestão Editorial. geral@diarinho.com.br
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