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Cachorro morre depois de ser atacado por capivaras

Pitu não resistiu aos ferimentos e morreu

No final da tarde domingo, Marcella Rebello Cozer, de 25 anos, levou seus dois cachorrinhos, Pitu e Freddy, para passearem na área verde do prédio. Ela mora em Balneário Camboriú, bem próxima ao rio. O rosnar do bichinho a um grupo de capivaras acabou em ataque e morte do animal. Dias atrás, em Camboriú, outro cachorrinho morreu ao ser atacado.
Freddy estava na guia e Pitu no colo. A tutora o soltou e ele saiu correndo. Enquanto ela fechava a porta, ouviu um rosnar. Ela disse que foi muito rápido. “Uma foi em cima dele e depois vi que eram umas cinco capivaras atacando”, conta.
Marcella tentou ajudar o cachorro e acabou sendo atacada também. “Tudo que eu tinha no alcance joguei em cima delas. A gente age por instinto”, disse. Ela correu com o cachorrinho maltês no colo e deu pra a mãe levá-lo ao hospital veterinário. As capivaras fugiram.
A mulher levou 20 pontos na coxa e três na canela e precisou tomar vacina antirrábica. Pitu passou por uma cirurgia torácica e recebeu suturas em várias das mordidas. Mas, não resistiu e morreu na tarde de terça-feira. “Estamos vivendo um luto, perdemos alguém da família”, lamenta Marcella.
A prefeitura de Balneário Camboriú diz que as pessoas precisam ter noção de que não podem se aproximar da capivara, por ser um animal silvestre. “Nesse caso, o cachorrinho estava solto e foi em direção ao animal. Não existe nenhuma política pública sobre isso, uma vez que ataques são casos isolados”, explicou a secretária do Meio Ambiente, Maria Heloísa Furtado Lenzi.
O Instituto do Meio Ambiente (IMA) explica que entre as causas das capivaras chegarem às áreas urbanas, a perda do habitat natural é uma delas, pois há cada vez menos lagoas, rios, banhados e manguezais.
O aumento no número de capivaras também se dá, de acordo com o IMA, pela diminuição dos predadores naturais, como os jacarés e cachorros selvagens.

Outro ataque
A estudante Luana de Paula, 22 anos, também viveu uma situação parecida. Ela mora perto do clube Maria´s, em Camboriú, e no dia 12 de janeiro o seu bichinho de estimação foi atacado no quintal de casa.
Durante a madrugada a capivara mordeu o animal, um vira-latinha de três anos. Ele chegou a ser socorrido pela manhã, mas pela gravidade dos ferimentos não sobreviveu.
As capivaras não são comuns só em Balneário Camboriú e Camboriú. Na avenida Beira-Rio, em Itajaí, elas são já atração turística do local.
No ano passado o vereador Vanderley Dalmolin (MDB) propôs que fosse contratada uma empresa para matar os animais e assim fazer um controle da população, mas a ideia não prosperou.
Segundo o biólogo Matheus Haddad, isso é um tema bastante polêmico, já que elas são roedores gigantes e roedores se reproduzem muito. “Existem poucas coisas a serem feitas nesse caso. Alguns grupos defendem a caça controlada, mas além de cruel, a verdade é que nós estamos no espaço dela, que é um animal nativo da região”, declarou.
Existe ainda quem defenda a castração. “Outros grupos defendem castrar esses animais. Mas isso gera um gasto público muito grande e a necessidade de um controle grande de biólogos. por que por exemplo, precisaria saber quantos indivíduos serão castrados para manter a população do mesmo tamanho”, explicou Matheus.
Com a repercussão de incidentes envolvendo capivaras, o IMA disse que vai discutir a situação desses animais com outras instituições, como órgãos municipais e a iniciativa privada.

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