Home Notícias Geral Cachorro morre depois de ser mordido por capivaras; dona também ficou machucada

Cachorro morre depois de ser mordido por capivaras; dona também ficou machucada

Pitu passou por cirurgia mas não resistiu. 

Marcella Rebello Cozer, de 25 anos, levou seus dois cachorrinhos, Pitu e Freddy, para passearem na área verde do prédio onde moram em Balneário Camboriú. Um dos animais estava solto e se aproximou latindo de um grupo de capivaras. Elas reagiram e Pitu foi mordido. Marcella, ao tentar defendê-lo, tentou puxar o animal e foi atacada também.
O caso aconteceu no fim da tarde de domingo. Pitu foi levado para o hospital veterinário, mas não resistiu e morreu na terça-feira, após sofrer uma parada respiratória. Marcella levou 23 pontos por causa das mordidas.
Ela conta que sempre os levou na área verde. No domingo, Freddy estava na guia e Pitu no colo. Ela o soltou e ele saiu correndo. Enquanto ela fechava a porta, ouviu um rosnar. Ela disse que foi muito rápido. “Uma foi em cima dele e depois vi que eram umas cinco capivaras atacando”, conta. O prédio fica perto do rio, em Balneário.
Marcella disse que vendo o sofrimento do cachorrinho, enfiou a mão na boca de uma das capivaras tentando resgatar o animal de estimação. “Tudo que eu tinha no alcance joguei em cima delas. A gente age por instinto”, disse.

Dona levou pontos na coxa e na canela.

Ela correu com o cachorrinho maltês no colo e deu pra a mãe levá-lo ao hospital veterinário. As capivaras fugiram. Ela disse que nem sentiu que estava machucada. O pai dela que percebeu e a levou para o hospital. Ela levou 20 pontos na coxa e três na canela. Marcella precisou também tomar vacina antirrábica.
Pitu passou por uma cirurgia torácica e recebeu suturas em várias das mordidas. Mas, não resistiu e morreu na tarde de terça-feira. “Estamos vivendo um luto, perdemos alguém da família”, lamenta Marcella.
Área aberta
Marcella explica que área onde tudo aconteceu fica perto do rio e não tem cerca ou nada que impeça o acesso de animais à área do prédio. A moradora disse que já tinha visto uma capivara ali antes. Marcella se preocupa também com o fato de que crianças também vão na área.
A prefeitura de Balneário Camboriú diz que as pessoas precisam ter noção de que não podem se aproximar da capivara, por ser um animal silvestre. “Nesse caso, o cachorrinho estava solto e foi em direção ao animal. Não existe nenhuma política pública sobre isso, uma vez que ataques são casos isolados”, explicou a secretária do Meio Ambiente, Maria Heloísa Furtado Lenzi.
O Instituto do Meio Ambiente (IMA) explica as causas das capivaras chegarem às áreas urbanas. Uma delas é a perda do habitat natural delas – lagoas, rios, banhados e manguezais.
O aumento no número de capivaras também se dá, de acordo com o IMA, pela diminuição dos predadores naturais, como os jacarés e cachorros selvagens.
As capivaras não são comuns só em Balneário Camboriú. Na avenida Beira-Rio, em Itajaí, elas que são atrações do local, são motivo de discussão entre as autoridades. Um vereador chegou a propor uma matança das capivaras, mas felizmente a ideia não prosperou. (https://diarinho.com.br/noticias/geral/vereador-propoe-matar-capivaras-em-itajai/).
IMA deve discutir situação
Com a repercussão de incidentes envolvendo capivaras, o IMA disse que este ano vai discutir a situação desses animais com outras instituições, como órgãos municipais e a iniciativa privada.

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