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Balneário não vai testar cidade inteira

Secretária explica que testes rápidos serão aplicados primeiro nos funcionários da Saúde e nos da Segurança

MP pediu explicações sobre o anúncio da compra

Balneário Camboriú ainda aguarda a liberação da Anvisa para importar os testes rápidos para coronavírus. O município pretende investir na compra de milhares de testes rápidos pro diagnóstico da doença. Mas diferentemente do anúncio inicial do prefeito Fabrício Oliveira (PSB), nem toda a cidade será testada para coronavírus. A testagem será feita por grupos e começará com os profissionais da área da Saúde e da Segurança, como preconiza a Organização Mundial da Saúde (OMS). O Ministério Público pediu informações à prefeitura sobre o anúncio inicial de testar toda a cidade.

Andressa Haddad, secretária municipal de Saúde, explica que o município ainda espera a liberação da Anvisa para a compra. Somente após o aval da agência, será definida a quantidade de testes importados da China. Os testes rápidos  são aqueles que verificam a resposta do organismo ao vírus, através de sorologia [IgM/IgG], quando são medidos os anticorpos.

O ministério Público questionou a prefeitura de Balneário Camboriú para saber como e porque o município quer investir na compra dos testes rápidos. “O MP pediu informação de como íamos proceder e o que o prefeito quis dizer quando falou que iria testar 100% da população”, explicou Andressa. Os questionamentos, segundo ela, já foram respondidos.

“Meta de 100% não é irreal”

Andressa defende que a fala do prefeito  Fabrício de testar 100% dos moradores não é irreal, mas que a secretaria vai fazer a testagem por grupos, até para atingir os prioritários primeiro. “Iremos chegar em toda a população, mas vamos fazer por grupos. Primeiro os profissionais da linha de frente, saúde e segurança, depois os idosos e por último os monitorados em isolamento, aqueles que estão surgindo, no dia a dia, no centro de tratamento ao Covid-19”, explica.

Só com o grupo prioritário, o município contabiliza utilizar mais de 10 mil testes. “Fizemos um levantamento e serão 13 mil testes para a linha de frente, profissionais da segurança e área de saúde, isso incluindo o reteste”, explica Andressa.

Ela acredita que 50% dos profissionais terão que fazer o reteste e outros 30% devem fazer o teste umas três vezes, porque seguirão expostos ao vírus durante o trabalho.

Henrique Mandetta, ministro da Saúde, anunciou ontem que recebeu 500 mil testes rápidos para serem usados nos profissionais da Saúde e Segurança de todo Brasil e que irá distribuir os kits aos estados e municípios. “Não chegou nada em Balneário e nem sabemos quando vai chegar ou quanto cada município vai receber, por isso queremos comprar os testes rápidos para aplicar na linha de frente de combate ao coronavírus”, conclui Andressa.

Testados mais de uma vez

Sobre a necessidade de aplicar o teste em idosos e nos monitorados em isolamento domiciliar sem sintomas, Andressa justifica que o Brasil precisa entender melhor a doença. “O Brasil todo está no escuro há duas semanas. No começo, os pacientes que tinham sintomas faziam o teste; quando se viu que não teriam testes para todos, passou-se à testagem do paciente hospitalizado,” explica. Ela defende que quanto mais pessoas forem testadas mais fácil será de identificar o grau de contágio de cada município.

Andressa confirma que o teste rápido não é totalmente confiável e que a sensibilidade varia de 30% a 85%. Por isso, segundo ela, pode haver necessidade de um paciente ter que ser testado mais de uma vez.

O teste rápido depende dos anticorpos produzidos pelo corpo a partir da manifestação dos sintomas da doença. “Se não tiver anticorpos suficientes para que o teste identifique, a pessoa pode ter que fazer mais de um teste, dois ou três até”, explica.

Ela acredita que a compra dos kits é necessária, pois é preciso combater um vírus sobre o qual pouco se sabe.  

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