Home Notícias Geral Aulas on line causam dúvidas aos pais

Aulas on line causam dúvidas aos pais

Com fechamento das escolas por causa do coronavírus, rede pública e privada elaboram planos pra atender os alunos à distância

Alunos sem internet em casa terão que pegar atividades impressas, diz estado

Com a suspensão das aulas devido ao coronavírus, escolas públicas e privadas estão elaborando medidas pra atender os alunos à distância, cumprir as horas ano exigidas pelo ministério da Educação e minimizar os impactos no calendário escolar.

Há unidades escolares já com atividades online e outras que se preparam pra implantar, mas que já enfrentam queixas e preocupações por parte dos pais. Falta de acesso à internet, dificuldade para orientar os filhos nas tarefas e falta de desconto nas mensalidades estão entre as principais queixas.

Na noite de quarta-feira, uma medida provisória do presidente Jair Bolsonaro suspendeu a obrigatoriedade das escolas cumprirem a quantidade mínima de dias letivos para 2020. Ao todo, são 200 dias ao ano.

Só que Bolsonaro manteve a obrigatoriedade da carga horária mínima. Ou seja, as escolas vão ter que cumprir as 800 horas de aula em uma quantidade menor de dias letivos ou com atividades não presenciais.

Com isso, escolas particulares e públicas terão que estabelecer as atividades online e tarefas para serem feitas em casa durante à pandemia de coronavírus.

O governo do Estado diz que vai cumprir a carga horário com atividades não presenciais e com reposições quando voltarem às aulas.

Entre as medidas colocadas em prática pelo estado está a antecipação das férias. Com isso, não haverá férias de julho para os alunos. Outras medidas ainda estão sendo estudadas e devem ser divulgadas   até a próxima semana.

E quem não tem internet?

Para atender as 800 horas, a secretaria de Educação prevê uma plataforma online com diversos recursos. No entanto, famílias estão preocupadas com o modelo de aulas online.

Uma mãe de alunos da rede pública de Itajaí desabafou que não tem condições de dar suporte para o  estudo  dos filhos em casa. “Os meus filhos não vão fazer porque eles não têm computador e não tem celular pra tá fazendo os trabalhos em casa. Eu não sou professora e muito menos tenho paciência”, relatou.

A mulher é autônoma e conta que não está trabalhando devido à quarentena. “Estou desempregada e não tenho dinheiro pra pagar a internet. Então nem por internet meus filhos vão estudar, a não ser que algum professor queira doar um celular ou notebook e pagar minha internet”, ironiza.

Plataforma é acessada de várias formas

A secretaria estadual de Educação disse que desenvolveu a plataforma com ferramentas e processos que pode ser acessada por diversos meios.

O objetivo é manter atividades escolares à distância durante o isolamento. “A estratégia atende a alunos e professores com e sem acesso à internet residencial”, informa a coordenadora regional de Educação, Cleonice Berejuk.

A plataforma prevê formação de professores pra adaptação de planos de ensino e uso de ferramentas e conta ainda com site de recursos de aprendizagem, banco de cursos e aulas à distância e uso de mídias sociais. Para alunos sem internet, a secretária esclarece que, além do uso de mensagens de texto e inserção de atividades em meios de comunicação, atividades serão entregues ao aluno, pais ou responsáveis.

Os servidores estão sendo capacitados pra usar a plataforma. “Estamos organizando a rede pra iniciarmos na próxima semana. Os professores e os diretores das escolas estão recebendo as informações, para organizar as atividades e poder incluir toda a comunidade”, informa Cleonice.

Itajaí estuda modelo online; Balneário faz testes

Na rede municipal em Itajaí, a prefeitura está analisando junto à procuradoria e ao conselho Municipal de Educação as possibilidades pra adotar o modelo online. Em Balneário Camboriú, a prefeitura começou a usar uma plataforma online na terça-feira, com exercícios e tarefas pros alunos fazerem em casa.

Ainda tá sendo feita a inserção de conteúdos e o cadastro dos alunos por e-mail. As aulas vão ocorrer em salas virtuais, via tablet, computador ou celular. Há possibilidade de as atividades serem entregues fisicamente aos estudantes.

De acordo com a secretária de Educação, Rosangela Borba, não tá sendo passado conteúdo novo. “Agora é um processo de revisão e na sequência, se perdurar a suspensão de aulas, nós teremos a inserção de aulas online também, com novos conteúdos”, explica.

Escolas particulares começam atividades online hoje

Os colégios São José, Salesiano e Fayal, em Itajaí, começam as atividades online a partir de hoje. No São José, os alunos e pais receberão semanalmente a programação. O colégio orienta que aqueles com dificuldade ou falta de equipamentos entrem em contato. Em último caso, o colégio promete fazer aulas de reposição pra quem não conseguiu acompanhar on line.

No site do colégio (www.saojose.com.br/online), os alunos e pais poderão tirar dúvidas e conferir todos os procedimentos. Segundo a instituição, os alunos terão o suporte pedagógico dos professores e equipe técnica no horário das aulas, mas remotamente. Sobre eventuais descontos nas mensalidades, o São José disse manter canal com as famílias pra atender cada uma conforme as suas necessidades.

O colégio Fayal também volta com os estudos hoje no meio online, por meio da plataforma CNEC Digital. O acesso pode ser feito por celular ou computador no site https://digital.cneceduca.com.br, com acompanhamento de professores e suporte técnico.

Os alunos do Salesiano começam a receber hoje as atividades. Os professores estão preparando materiais pra cada turma e experimentando aplicativos e programas, segundo a unidade. Os pais e alunos serão orientados sobre como as aulas vão funcionar e terão apoio de uma equipe pra tirar dúvidas. Pra quem não conseguir acompanhar, há previsão de repor as atividades depois.

O colégio Bom Jesus, em Itajaí, já atende os alunos em ambiente online desde o dia 23 de março, quando as aulas foram suspensas. O modelo será mantido até o retorno normal dos estudos. Ontem, a instituição anunciou condições especiais de negociação das mensalidades para quem teve o orçamento familiar prejudicado pela crise da pandemia.

São José divulgará a programação semanal de aulas

CAU da Univali mantém atividades online desde o início da pandemia

O colégio de Aplicação da Univali (CAU) já trabalha com aulas em casa desde o início da pandemia. 

Um pai que tem duas filhas matriculadas – uma de seis anos, no primeiro ano, e outra de dois anos, no jardim, diz que no caso da menina mais velha, o colégio passou materiais pra que os pais façam a alfabetização.

“Mas nós não possuímos a técnica e a didática”, alega. A situação seria mais difícil pra filha menor. “Se trata de um bebê, o que passar de aula?”, questiona. Diante dos problemas, ele sugere desconto nas mensalidades. 

A Univali informou que as medidas adotadas pelo CAU buscam atender as orientações do conselho Estadual de Educação, com a reorganização das atividades não presenciais.

O modelo une materiais tradicionais e ferramentas online com plano pedagógico pra todas as turmas e permite, segundo a instituição, que os alunos criem formas próprias de estudar, usando a tecnologia como ferramenta.

Segundo o colégio, as atividades que não puderem ser feitas no modelo não presencial serão reprogramadas pra reposição após o fim das restrições impostas pela pandemia do coronavírus.

Na questão das mensalidades, a instituição informou que continua prestando seus serviços e está seguindo, por ora, orientação da secretaria Nacional do Consumidor. O órgão diz que o valor não pode ser reduzido, mas prevê condições de pagamento diferenciadas em casos específicos. Os pais com dificuldades devem procurar a escola.

As atividades que não forem feitas online serão reprogramadas

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com