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Atleta olímpico critica ciclofaixa da Antônio Heil

Márcio diz que a ciclofaixa foi mal projetada e pode causar o “assassinato dos ciclistas”

O ciclista Márcio May, de Brusque, que já representou o Brasil nas Olimpíadas de Barcelona, Atlanta e Atenas, critica as condições da ciclofaixa da rodovia Antônio Heil, que liga Itajaí a Brusque.
Nos últimos dias, o DIARINHO publicou reclamações sobre a faixa para uso das bikes. Por um lado, motoristas se queixaram de ciclistas que andam no meio da pista de rolagem, ignorando a ciclofaixa. Por outro lado, choveu queixa de ciclistas contra motoristas que estacionam na ciclofaixa e também alertas sobre as péssimas condições de conservação dos espaços para ciclistas.
O atleta olímpico, que treina há cerca de 30 anos na rodovia, relata que nunca foi a favor de fazer uma ciclovia na Antônio Heil, apesar da mobilização de ciclistas e moradores cobrando a implantação.
Márcio avalia que a ciclofaixa foi mal projetada e virou um risco de“assassinato para os ciclistas”. “Pintaram uma faixa no acostamento e encheram de tachões a cada metro, tirando mais de meio metro do acostamento. O acostamento ficou mais estreito, cheio de pedras, vidros, pedaços de pneus de caminhão, e tudo quanto é sujeira”, relata.
O ciclista ainda diz que a faixa ficou ruim também para os comércios e motoristas, que precisam entrar nas lojas às margens da rodovia. “Eles têm que passar sobre os tachões pois não têm outra forma de entrar no acostamento”, observa.
Para Márcio, pedalar pela Antônio Heil virou um risco. “Quando chega nesta tal ‘ciclofaixa de Gaza’ é uma loucura. Desvia de carro, de pedras, aí não tem onde passar, tem que subir na pista e passar no meio dos tachões que são colocados a cada metro. Se bater num destes tachões é tombo na certa”, afirma.
Ele ainda destaca que, em alguns trechos, os tachões estão muito próximos, sem espaço pra a bike passar quando o ciclista é obrigado a subir na pista. Os tachões também viram obstáculos e atrapalham os motoqueiros pra acessar à rodovia.
O ideal, segundo ele, seria que nesses trechos houvesse apenas a pintura de sinalização. “O que era para ser algo bom, está nos prejudicando”, completou o ex-atleta da seleção de ciclismo em postagem nas redes sociais.

Uso compartilhado e adequações
A ciclofaixa da rodovia foi incluída no projeto de duplicação após a reivindicação coletiva. Segundo a secretaria estadual de Infraestrutura, a faixa é de múltiplo uso, podendo ser compartilhada por ciclistas e pedestres.
Ainda no ano passado, o órgão prometeu adequar a sinalização nos acessos à rodovia, às ruas dos bairros e na entrada de casas e comércios. Em um dos trechos os tachões foram retirados, com demarcação da faixa só com a pintura vermelha.
As obras de duplicação da Antônio Heil ainda não terminaram. Houve atraso com a saída da empresa Triunfo da licitação até o serviço ser retomado pela Compasa, que fazia parte do consórcio.
A obra foi 72% concluída, mas ainda está pendente a construção da passarela do km 5, no bairro Itaipava, perto da escola Monsenhor Vendelino Hobold.

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