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Assoreamento do rio ferra vida de pescadores

Secretário de Obras vai conversar com os pescadores e fazer vistoria no local

Barco encalhou, na manhã de ontem, na saída do rio Gravatá

A foz do rio Gravatá, entre Navegantes e Penha, está voltando a ficar assoreada. O problema dificulta a entrada e saída dos barcos de pesca. Fotos feitas pelo morador Antônio Amaro Neuman mostram bancos de areia entre o molhe e a entrada do rio, afunilando o já estreito canal pra passagens das embarcações. A secretaria de Obras de Navegantes informou que o rio passou por uma limpeza, mas ficou de fazer uma vistoria hoje no local.
Segundo Antônio, com a construção da primeira etapa do molhe, atualmente com 70 metros, não foi feita uma nova dragagem pra desassorear a foz.
Ele acerdita que a areia é a mesma da praia e poderia ser “jogada” na própria orla. “Os barcos ficam encalhados quase sempre”, reclama.
O morador, que vive o dia-a-dia dos pescadores, conta que ontem pela manhã um barco não conseguiu se manter na “trilha” do canal e acabou encalhado no banco de areia do molhe.
O problema piora durante a maré baixa e afeta ao menos 30 barcos de pescadores.
Antônio sugere que as prefeituras de Penha e Navegantes se juntem pra fazer a dragagem, já que o serviço beneficia as duas cidades. “Não vai ajudar só os pescadores, mas também os banhistas. Todo mundo tá sendo afetado”, alerta.
O secretário de Serviços Urbanos de Penha, Waldemir José Mafra Júnior, não recebeu oficialmente a reivindicação dos pescadores. “Vou encaminhar ao prefeito para fazer um estudo sobre a possibilidade de Penha fazer esse desassoreamento”, adianta.

Vai no loca;
O secretário de Obras de Navegantes, Sebastião Alves da Silva, o Meio Kilo, também estava por fora do assunto. Ele lembrou que as máquinas da prefeitura já tinham feito a abertura do rio, atendendo aos pescadores. O secretário ficou de ir ao local hoje pra verificar a situação e conversar com os pescadores.
Meio Kilo adiantou que não há um projeto específico de dragagem. “A gente retirou com o maquinário grande o que deu pra retirar, mas de dragagem não tem projeto”, explicou.
No momento, a prefeitura de Navegantes ainda aguarda a liberação de recursos federais pra continuar as obras do molhe. O projeto começou em dezembro do ano passado.
O objetivo é minimizar os efeitos do assoreamento na foz do rio Gravatá e ajudar no engordamento natural da faixa de areia, impedindo que o material seja empurrado rio adentro e prevenindo a erosão na orla.
O molhe tem hoje 70 metros de extensão, com cinco de largura. O projeto final prevê 300 metros. Pra iniciar a segunda etapa, a prefeitura espera um repasse do governo federal de R$ 170 mil.

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