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A partir de janeiro, Ruth Cardoso só atender moradores de Balneário

 

Hospital fechará pronto socorro e nativos e turistas serão atendidos nos PAs 

A justiça confirmou esta semana que está dentro da legalidade a decisão da prefeitura de Balneário Camboriú em não atender pacientes de outras cidades. O anúncio do fechamento do pronto socorro e da não internação de moradores de outros municípios foi feito em agosto e o ministério Público ingressão com uma ação para tentar suspender a decisão.
A juíza Adriana Lisboa, da Vara da Fazenda Pública de Balneário Camboriú, negou a liminar que queria obrigar a prefeitura a atender, pelo hospital Ruth Cardoso, pacientes de outras cidades. A promotoria também exigia repasse compulsório de R$ 2 milhões por mês, do Estado ao município, para custear as despesas do hospital.
O pedido de liminar foi feito na semana passada pelo promotor Álvaro Pereira de Oliveira Melo, da curadoria da Cidadania.
Na decisão, a juíza ressalta o argumento da prefeitura, de que o município de Balneário Camboriú tem arcado sozinho com as despesas do hospital e que outras cidades foram alertadas várias vezes do problema. No entendimento da juíza, não cabe ao judiciário dizer onde o estado deve aplicar o dinheiro público e que a decisão da prefeitura de fechar as portas do Ruth Cardoso para moradores de outras cidades não tem nada de ilegal, já que o hospital é municipal.

Como ficam os atendimentos
Pela programação da prefeitura, a partir de janeiro do ano que vem muda o atendimento do Hospital Ruth Cardoso. Os moradores e turistas terão que procurar atendimento de pronto socorro em outros locais e só serão encaminhados ao hospital se tiver necessidade confirmada por um médico.
A população que precisar de atendimento de urgência e emergência deverá procurar unidades de pronto atendimento dos bairros Barra, Municípios e Nações.
Em caso de encaminhamento para cirurgia ou até mesmo de UTI, o paciente será encaminhado para o hospital através dos médicos dos PAs. Os médicos dos postinhos de saúde também poderão fazer encaminhamentos de internações.
Moradores de cidades vizinhas que forem aos PAs e precisarem de internações serão encaminhados para o hospital Marieta Konder Bornhausen, que é regional.
A prefeitura, que é responsável pelo hospital, diz que a superlotação tem colocado em risco a vida dos pacientes. A unidade de saúde tem atendido cerca de 9 mil pessoas por mês, número três superior à capacidade atual do Ruth Cardoso. Somente neste ano já fechou a porta do pronto socorro 12 vezes, já que os pacientes não tinham mais onde ficar.

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