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Chuva de craques

Mesmo com toró no início do jogo, torcida não arredou o pé e ficou curtindo o jogo com os ídolos do futebol

Anderson Oliveira, especial para o DIARINHO

Muitos craques do futebol brasileiro em campo e uma chuva de gols com a bola rolando. Assim foi 12ª edição dos Jogos das Estrelas, que agitou a noite de domingo no estádio Dr. Hercílio Luz, em Itajaí. Mesmo com a chuva, o torcedor não arredou pé e foi brindado com a simpatia dos atletas, que ficaram em campo para bater fotos com o público após o apito final.
O evento já tradicional no calendário esportivo da região colocou frente a frente uma equipe liderada pelo palmeirense recém-aposentado Zé Roberto e o argentino D´Alessandro, ídolo da torcida colorada. Não por menos, as camisas de Palmeiras e Internacional foram as mais vistas entre os torcedores. Ambos chegaram minutos antes do jogo de helicóptero no gramado do Gigantão, sendo ovacionados ao pisarem no Gigantão das Avenidas.
A lista de destaques do futebol nacional não parou por aí. Do lado de D´Alessandro, entraram em campo os colegas de Inter Rodrigo Dourado e Potker, o artilheiro do Brasileirão Henrique Dourado e o atacante Diego Tardelli, atualmente no futebol chinês, entre outros.
Já Zé Roberto veio com companheiros do Palmeiras como William Bigode e Keno, e ex-parceiros de Seleção Brasileira como Grafite e Lúcio, e a joia do Fluminense Gustavo Scarpa.
No fim, quem levou a melhor foi a equipe de Zé Roberto. O time de verde saiu atrás no placar, mas virou ainda no primeiro tempo e levou a melhor sobre a equipe de D´Alessandro pelo placar de 10 a 8.

Exemplo pro futuro
Antes de a bola rolar, Zé Roberto e D´Alessandro bateram um papo com a imprensa e mostraram porque são ídolos dentro e fora de campo. Aos 43 anos, Zé Roberto falou da importância de servir como exemplo para as crianças e jovens atletas, repetindo o discurso que fez na despedida do futebol profissional.

LEGADO
“A carreira do atleta é de altas e baixos, de conquistas e perdas, de bons e maus exemplos. A minha carreira sempre foi direcionada em princípios e eu consegui trilhar essas três fases, começo, meio e fim. E o mais importante não foram os títulos e a fama, mas deixar um legado, porque daqui pra frente vem uma nova geração”, destacou Zé.
Já D´Alessandro falou sobre a sua história no futebol brasileiro e a receptividade dos torcedores. “Eu vim para o Brasil para ter uma carreira, mas não imaginava que seria assim. O tratamento comigo é muito bom, em todos os lugares que eu vou o carinho é muito grande, não apenas em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul, por isso já me considero um pouco brasileiro”, completou o argentino.
Neste ano a distribuição dos alimentos arrecadados será feita de forma diferente. A organização do evento irá visitar na tarde dessa segunda-feira a comunidade do Imaruí para realizar a entrega dos kits para as famílias carentes. A ação terá a presença de Zé Roberto, um dos capitães desta edição.

Oportunidade única
Fanáticos por futebol de toda a região encheram o Gigantão das Avenidas para assistir de perto alguns dos principais nomes em atividade no futebol brasileiro. Com um festival de camisas de clubes do Brasil e do mundo nas arquibancadas, sem faltar a tradicional rubro-anil do Marcílio Dias, é claro, os torcedores vibraram a cada gol ou jogada de efeito.
Para Herivelto Hermenegildo, 57 anos, a oportunidade de ver de perto jogadores da elite do futebol nacional é o grande atrativo do Jogo das Estrelas. “Como Marcílio Dias e Barroso não participam das primeiras divisões nacionais, a gente não vê com frequência esses jogadores na cidade. Por isso a importância do evento, para favorecer o interesse dos torcedores e da meninada que gosta de jogar futebol e pode se inspirar nesses atletas aqui em Itajaí”.
Já para o palmeirense Pedro Luiz Maba, de 23 anos, a edição de 2017 do Jogo das Estrelas foi um prato cheio para ver os jogadores do alviverde paulista. “Acho muito massa poder ver vários jogadores do meu time aqui na cidade, como o Keno e o William. Mas ídolo mesmo é o Zé Roberto. Tem uma história espetacular no futebol, ganhou muitos títulos por onde passou, veio para o Palmeiras para encerrar a carreira, mas mesmo assim foi peça importante no título da Copa do Brasil e do Brasileiro, então é um cara que eu respeito muito”.
As crianças também fizeram a festa no Gigantão das Avenidas. O pequeno Davi Mendes Aparecido, de três anos, foi ao estádio vestido com a camisa do Fluminense para tentar um autógrafo de Gustavo Scarpa e Henrique Dourado. Mesmo sem falar muito, a criança não escondia a felicidade de poder ver os jogadores de perto.
Já o colorado Carlos Eduardo Porazzi, de nove anos, estava fascinado com a possibilidade de ver o ídolo D´Alessandro e outros nomes do Inter em Itajaí. “Eu gosto de todos eles, mas o D´Alessandro é meu ídolo”, diz o garotinho que vestiu Inter dos pés a cabeça.

Elaine Mafra
Jornalista formada pela Univali em 2006. elaine@diarinho.com.br
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