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Quatro décadas de relacionamento

No mês em que o DIARINHO completa 40 anos, o leitor Richard Lopes Correia faz um panorâmico histórico de 1979 até os dias de hoje

No momento em que o Diário do Litoral, hoje DIARINHO, surgiu, por intermédio do advogado e jornalista Dalmo Vieira, ele certamente não previa que o sucesso iria ser tão grande. A sua informalidade, aliada com o que o povo almejava já naquela época, fez dele um grande sucesso popular.
O DIARINHO é um veículo que se confundiu e se confunde várias vezes com a história da própria região. No caso de Balneário Camboriú, o sucesso foi rápido.
A cidade estava entrando em mais uma temporada de verão quando o jornal nasceu. Era o período no qual os argentinos, uruguaios, paraguaios e chilenos estavam chegando em massa, sendo que vários deles passaram a morar por aqui de forma fixa. Era o tempo no qual o prefeito era Armando César Ghislandi, que estava em seu segundo mandato.
Já havia uma quantidade considerável de prédios, sendo que as construtoras de destaque eram a H. Schulz, de Harold Schulz, que estava terminando o edifício Imperatriz, a Itaipu, de Cláudio Cesário Pereira, a Embraco, de Washington Caeté Lemos Nicolau, a San Raphael, de Walter Luiz Barrichello, e a Cechinel, de Mussolini Cechinel.
Os campings também estavam em alta, sendo que os principais eram o Camboriú (Tedesco) e o Sombreiro, assim como hotéis como Marambaia (cuja estátua feita por Paulo Siqueira foi inaugurada naquele ano), Fischer, Blumenau, Puçá, Pires, Walter (atual Marimar), Schroeder, Balneário Pio (atual Ryan), Tiroleza, Gumz, Gran Turismo, San Remo, Washington’s e Paraná.
A Associação Profissional dos Hotéis, Restaurantes e Similares, que na época era presidida por Mário Sieverdt, do extinto Camboriú Palace Hotel, passou a ser sindicato e é assim até hoje. Cyro Gevaerd era o presidente da Citur, que mais tarde daria origem à Santur.
A Miss Balneário Camboriú eleita em 1979 foi Maria de Lourdes Boing. Surgiu a policlínica do Dr. Ricardo Delatorre na avenida do Estado Dalmo Vieira, próxima do antigo hospital Santa Inês. Ocorreu ainda o 1º Baile de Debutantes do Automóvel Clube.
Era aépoca que a Gledson Discolaser, Moustache, Sansui Club Center e Sambão 2 faziam a cabeça da moçada.

Das sorveterias da praia ao rancho Baturité

As sorveterias Effes, Roma e Tip Top eram os points da galera que ia à praia depois de um banho de mar, de surfar ou de um jogo de vôlei. As pessoas faziam compras no Vitória, no Pfuetzenreiter (depois foi incorporado ao Pão de Açúcar) e nas mercearias Luciane e Tamara. Pães e doces eram comprados na Super Pão e na Tuti’s (ainda existente).
O calçadão da avenida Central, na ‘saída da praia’, teve sua implantação idealizada e iniciada naquele ano. As pessoas também se divertiam no boliche Holiday Center.
Moradores e turistas costumavam comprar materiais elétricos ou de construção nas lojas Rossi (ainda em atividade), Baumetal, Comalba, Dimatel e Lauro Martins. Para artigos de papelaria ou livros tínhamos a Bibba, a Cisne, e a João Coragem.
As pessoas revelavam ou contratavam os serviços da Ótica Camboriú, de Arnaldo João Sansão e João Gaspar Scharf. Foi inaugurada naquele ano a ótica e joalheria Loch, ainda existente. Os nativos se arrumavam na barbearia de Ary Wolff e nos salões de beleza de Valéria Moser Werner e Waldir Guse.
Na temporada as crianças e jovens brincavam no parque de diversões Estrela do Sul. Para os mais crescidos, havia o Rali de Calhambeques na Praia Central.
O Rancho do Baturité, Espetinho de Ouro, churrascaria Irmãos Pavan, Hippo Kampus, Engenho, Mariluz, bar Brazão, pizzaria Lo Scugnizzo (que depois se mudaria para Itajai), Moenda Calamares, Tuty’s, Max Ristorante (que na época ficava na Rua 2100), Macarronada Italiana (continua na ativa) e Cosa Nostra eram os locais onde muita gente fazia as suas refeições.

40 anos de cobertura
Outra febre era assistir filmes no Cinerama Delatorre e no Auto-Cine Delatorre. A rodoviária naqueles idos ficava entre as ruas Inglaterra e Indonésia. Tinha ainda as vidraçarias Daniela e a Sulbox e a Pintorama, para a compra e venda de tintas.
Tudo isso foi mudando de forma gradativa e a cidade cresceu bastante e muitos dos lugares foram sendo atualizados, mudando de ares e vários viraram prédios. Hoje nós temos uma população bastante grande, com quase 140 mil habitantes.
E é aí que estão vindo os desafios: superpopulação, falta de água, falta de espaço, necessidade de haver mais moradias populares, creches municipais, possível alargamento da faixa de areia.
Quais pessoas que viviam em 1979 poderiam prever que haveria um crescimento exponencial?
O DIARINHO, ao completar seus 40 anos de vida, certamente se orgulha de ter noticiado acontecimentos, mudanças, personalidades e fatos que foram destaques em Balneário Camboriú nestas quatro décadas.

Comércio já era forte

O comércio também já era pujante naquele ano de 1979, quando o DIARIasceu. A galeria do edifício Imperador estava cheia de boutiques. A Kika, a Eva’s, Cheia de Razão, Badalo, Johanna e Charlie ditavam as tendências.
Moda que naquele tempo era baseada na discoteca e na onda new wave, que teria grande importância na década de 1980, além da Dom João Modas, Sarty, Vive La Vie e da Luciene Calçados e Confecções, que ainda estão em atividade.
O Silva Magazine, Gypsy Modas, Gadotti Magazine, Bella Modas e Desfile Calçados eram também lugares muito procurados para compras de artigos de vestuário. A Casa da Sogra era o mundo encantado dos brinquedos, sendo um lugar onde as crianças enchiam os olhos.
Tínhamos poucas farmácias na cidade. Entre elas a Central, a Vitória, a Lobato, a Mafra e a Cinelândia.
Na seguridade social, foi fundada a Associação São Vicente de Paula, que daria origem ao asilo de idosos da 5ª avenida. Havia a creche Cebem Nosso Lar, que começou na rua Paraguai e depois foi para a rua Itália, e mais tarde deu origem ao atual Núcleo de Educação Infantil Sonho de Criança, o Lions Clube Leão do Mar e a Colônia de Pescadores Z-7 no bairro da Barra, que continuam tendo muita relevância nesse quesito.

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franciele
Formada em Jornalismo pela Univali, com MBA em Gestão Editorial. fran@diarinho.com.br
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