Home Notícias Especial DIARINHO 40 ANOS | Leitores não abrem mão do DIARINHO em tempos de fake news

DIARINHO 40 ANOS | Leitores não abrem mão do DIARINHO em tempos de fake news

A linguagem acessível e a credibilidade conquistada ao longo dos anos é o segredo da longevidade do jornal

Manter um jornal impresso e diário de alcance regional circulando há quatro décadas, em plena revolução digital, não é um feito desprezível. Quando o advogado Dalmo Vieira criou o Diário do Litoral em 1979, as matérias eram datilogradas na máquina de escrever, as páginas mimeografadas e as fotos relevadas e depois impressas. Sistema que não mudou muito até o limiar do século 21, quando a informação começou a circular em tempo real com o advento da internet e, 10 anos depois, com a popularização das redes sociais, o jornalismo passou a concorrer com informação gratuita e, muitas vezes, falsa. Então, qual o segredo do DIARINHO?
“Quando a matéria sai no DIARINHO nem precisa checar, já quando rola solta nos grupos de whatsapp, a gente precisa buscar a fonte porque nunca se sabe se é verdade ou não”. A constatação é de Hélio José Hess, 39 anos, leitor do jornal desde criança e usuário assíduo das redes sociais. Ele perdeu a conta de quantos grupos de zap zap participa e conta que todo dia circulam imagens das matérias do DIARINHO dentro do grupo Geral News, de alcance regional, por ser o jornal uma referência de credibilidade.
“E quando surge algo suspeito eu vou ao site E-farsas para saber se a informação procede, porque se for mentirosa, peço para o integrante do grupo corrigir, assim a gente vai combatendo fake news”, revela. Hélio disse que acompanhou a evolução do jornal desde os tempos em que tinha uma namorada em Rio do Sul e levava exemplares para ‘se lascarem’ da linguagem irreverente, marca registrada de Dalmo Vieira. Depois, estreitou os laços quando foi assessor parlamentar e fez amizade com o JC. “O segredo é manter a linguagem popular sem abandonar a seriedade em checar as denúncias”, acredita.
A estudante Gabriela Polo, 25 anos, também é fã da Coluna do JC e disse que teve um choque cultural quando conheceu o DIARINHO há cinco anos, quando veio de Caçador morar no bairro São Vicente. “Eu adorei conhecer o linguajar local através das matérias do jornal. Mesmo que eu veja algumas notícias nas redes sociais, prefiro, depois, ler o jornal impresso, que é mais completo”, complementa. Depois das notícias, outra seção que ela não dispensa é a de classificados, principalmente para buscar emprego.
A conselheira tutelar Anadir Schneider, 63 anos, disse que o jornal é essencial para checar as denúncias de violência doméstica contra crianças e adolescentes, trabalho que desenvolve há 14 anos. “O jornal faz o registro físico da ocorrência, o que é essencial para o meu trabalho, ainda mais porque têm aumentado demais os casos de depressão, bullying e até suicídio dentro de casa”, revela.

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