Home Notícias Especial DIARINHO 40 ANOS | 15 anos de muito disse-me-disse, processos e confusões, entre tapas e beijos

DIARINHO 40 ANOS | 15 anos de muito disse-me-disse, processos e confusões, entre tapas e beijos

O salão da Sociedade Fazenda lotado durante a 13ª Gororoba, no sábado 10 de agosto, confirmou o que muitos já suspeitavam: a Coluna do JC no DIARINHO se consolidou como a melhor do gênero para ficar por dentro dos bastidores da política regional. Dezenas de personalidades, de todas as matizes ideológicas, esqueceram as desavenças partidárias e confraternizaram misturados a empresários, barnabés e o povão, num raro momento de descontração, capitaneado pelo paparicado colunista. “Bem diferente da primeira vez, quando acharam que a gente tinha feito uma montagem quando viram o Volnei e o Jandir na foto”, relembra JC.
Mas, apesar da coluna ter 15 anos, a história de Júlio Cesar Douetts Gouveia, o JC, com o DIARINHO vem de longa data. Em meados dos anos 80, pouco depois de Dalmo Vieira ter fundado o Diário do Litoral, JC gostava de enviar frases de pensadores notórios para publicarem no jornal, assim como cartas e provérbios. Naquele tempo, o jornal funcionava numa salinha do Hiper Mercado Vitória, onde hoje fica o Fort Atacadista do centro de Itajaí.
Como era conhecido dos filhos de Dalmo, JC foi contratado para dar uma força ao jornal que ainda era impresso em off-set na casa do fundador, no Morro da Cruz. Ele conta que fez de um tudo naquela época. “Fui jornaleiro, cortava as letrinhas de jornais de fora para montar os textos, fui porteiro, até fazer minha primeira coluna que se chamava ‘Toques & Retoques’, além de comandar a banca de revistas que funcionou na minha casa 18 anos”, revela.
Depois de três anos trabalhando na concorrência, JC voltou ao DIARINHO em 2004 e batizou a coluna com seu nome, tendo a inglória missão de substituir o intisicado Dalmo Vieira, que tinha falecido num cruzeiro turístico pela Europa. JC passou a comandar a principal coluna política local do jornal. Em sua choupana, no bairro da Vila, é um entra e sai de políticos, assessores e pessoas do povo, que vem trazer uma informação de bastidores, uma treta que rolou numa reunião, ou confabulações que passariam longe do público, não fosse a capacidade do colunista de sentir cheiro de polêmica, habilidade que aprendeu com o mentor Dalmo.
Dois anos depois da criação da Coluna do JC, um amigo sugeriu um evento no estilo “Almoce com JC”, inspirado em outras feijoadas famosas, como a do Cacau Menezes. “Para combinar com a linguagem do DIARINHO, tinha que ser algo bem povão, tipo grude, acabou sendo a gororoba”, contou. A primeira vez rolou no Clube Atiradores, depois foi a vez do Salão Tiradentes ser palco da gororoba mais disputada da cidade. E após três anos na chique Vila da Regata, ela se mudou para a sede da Sociedade Fazenda, na Praia Brava, onde está há cinco anos. Quem assina a elogiada feijoada, desde o começo, é o amigo João.

 

Abertura para o diálogo é a marca da coluna

 

Assim como Dalmo, JC colecionou afetos e desafetos ao longo dos anos, e se orgulha de ter perdido apenas um processo dos cinco que sofreu ao longo dos anos. Segundo ele, um dos políticos que não aceitava bem as críticas era o ex-prefeito de Navegantes, Roberto Carlos de Souza, o Bob Carlos. Nem por isso Bob deixou de comparecer ao evento do último sábado. “Realmente teve uma vez que me irritei bastante, cheguei a ligar, discutir, mas a gente tem que aceitar porque o trabalho que o jornalismo do DIARINHO e o JC fazem são muito importantes. Quem está no jogo político tem que aprender a aceitar críticas”, pondera Bob.
Outro antigo desafeto que não perde uma gororoba é o ex-secretário de Planejamento Urbano de Balneário Camboriú e atual assessor da prefeitura de Itajaí, Auri Pavoni. Ele conta que na época das obras da Estrada da Rainha, foi acusado pelo colunista de ter favorecimento, e, indignado, buscou reparação na justiça. “O Ministério Público chamou a atenção dele porque nada foi comprovado. Eu tinha pouca experiência com política na época, era presidente do Sinduscon, e não tinha jogo de cintura”, relata. Para Auri, JC assina a principal coluna política do estado. “Não conheço nenhuma tão lida, nem tão longeva,” crava.
Recentemente, a deputada Paulinha (PDT) veio tirar satisfação sobre notas que saíram a seu respeito, mas nem assim, deixou de prestigiar a Gororoba por oito anos seguidos. “Ele é uma pessoa muito fraterna e um dos colunistas mais atuantes aqui na nossa região. E esse encontro que ele nos proporciona para rever os amigos é sempre muito feliz”, elogiou Paulinha. Já o ex-prefeito de Balneário, Periquito, não conseguiu superar as críticas e fez questão, mais uma vez, de não comparecer.
Manoel Rodrigues da Conceição, o Nelinho, disse que JC é cria de Dalmo Vieira, mas tem estilo bem diferente. “Eles são semelhantes na polêmica, mas o Dalmo era mais bravo, destemido, o JC é mais flexível, mais diplomático, ambos muito criativos”, destacou. Nelinho disse que JC também é mais aberto para corrigir eventuais erros de informação, mas muita gente deixa quieto para o buxixo não aumentar. “Pode perceber que o desmentido nunca faz tanto alarde quanto a denúncia”, alfinetou.
Para a diretora de Redação do DIARINHO, Samara Toth Vieira, a façanha de reunir convidados com posturas tão diferentes no evento anual mostra o quanto JC é estimado por todos os públicos. “Ele conseguiu ter um público regional e fazer uma cobertura plural. Como é acessível, acaba cativando fontes que querem emplacar notas na coluna”, opina Samara. Hoje, o blog do JC é o mais acessado do portal DIARINHO.

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