Home Notícias Especial DIARINHO 39 ANOS: Listão de aprovados no vestiba e votos divulgados na rádio

DIARINHO 39 ANOS: Listão de aprovados no vestiba e votos divulgados na rádio

Magru lembra que os jornais impressos e as rádios faziam uma dobradinha de sucesso

O repórter Magru, então com 23 anos, conta que uma das edições mais esperadas do ano era a do listão dos aprovados no vestibular da UFSC, dia em que as vendas disparavam, inclusive, com edição especial. “Os nomes dos aprovados eram lidos um a um na rádio, pela Difusora, dá pra acreditar? Assim como nas eleições. O governador, prefeito de capitais e um terço do senado eram biônicos, mas havia eleição para prefeito, vereador e deputados, e para fazer matéria, ficávamos ouvindo a apuração dos votos de cada urna pelo rádio”, descreve.

Balneário Camboriú estava muito longe de ser a Meca do turismo atual. No final dos anos 70, dava para contar nos dedos quantos prédios havia na orla, pois o forte eram as casas de veraneio de empresários do oeste, vale do Itajaí e Curitiba. A maior novidade naquele ano foi a permissão em manter abertos, nos fins de semana, os postos de gasolina. Navegantes, antes do ferry boat, era praticamente isolada, e dependia totalmente de Itajaí, assim como Balneário, que não tinha escolas particulares, razão pela qual muitos cidadãos balneares estudaram no Salesiano, na antiga Fepevi (hoje Univali) ou São José.

Na falta de grandes manchetes, no início, Dalmo apelava para jornais de fora. A expectativa pela queda da estação orbital Skylab da Nasa tirou o sono de muita gente. Ou se a manchete tinha personagens com nomes de políticos locais, Dalmo deitava e rolava, e assim, criava um séquito de admiradores do seu estilo irreverente, da mesma forma que aumentavam os desafetos políticos. “Hoje se fala do judiciário, mas naquela época, Dalmo já enfrentava juízes com uma coragem que beirava a loucura”, diz Magru. Não por acaso, o fundador do DIARINHO chegou a ser preso nos anos 90, mas não abandonou a verve: escrevia de próprio punho, dentro da prisão, uma espécie de diário que enfureceu ainda mais as ‘otoridades’, para delícia dos leitores.

 

Olha a cara do jornal na primeira década de vida

 

Mariana Reibnitz Vieira
Formada em Jornalismo pela Univali mariana@diarinho.com.br
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