Home Notícias Especial 40 ANOS | Flávia faz 40 anos no mesmo dia do DIARINHO

40 ANOS | Flávia faz 40 anos no mesmo dia do DIARINHO

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Aniversários, batizados e declarações de amor são eternizados na seção Recadinhos

dia 11 de janeiro de 1979, na véspera do debut do então Diário nas bancas, Rosimari Borba Mafra teve a última consulta de pré-natal do segundo filho no Hospital Marieta. Depois de fazer o exame clínico, numa época em que não havia ultrassom, o médico foi enfático: “Vai pra casa e traz a mala que o bebê pode nascer hoje!”. Rosi nem estava sentindo contrações, mas fez o que o doutor recomendou e às 21h deu entrada no hospital. Antes do sol raiar, Flávia veio ao mundo, junto com o jornal mais amado de Itajaí.

A relação do DIARINHO com a família Mafra não se resume a esta feliz coincidência. O filho mais velho, Rômulo, já trabalhou no jornal, e não havia aniversário, comunhão ou batizado que ficasse fora da coluna de Recadinhos. “Eu guardo até hoje, é uma forma de eternizar aqueles momentos especiais”, diz Flávia. O pai, Nivaldo, é taxista no ponto do ferry boat, e lê o jornal diariamente. Mas quando traz pra casa, Rosi avisa: “Eu já li tudo. Lá na creche o DIARINHO é disputado à tapa!”, conta.

Rosi e a filha fizeram o magistério juntas, no Nilton Kucker, depois que Flávia se separou. “Eu tive filho muito cedo, aos 17, e só depois dos 35 pude completar minha formação, pois sempre quis trabalhar com educação infantil”, revela. Depois do magistério, Rosi virou auxiliar de sala na creche e Flávia continuou os estudos na Pedagogia, da Univali. Ela já foi professora ACT e hoje trabalha na creche no bairro Espinheiros, onde o DIARINHO também passa de mão em mão.

“Primeiro, são as meninas da cozinha que leem o jornal, depois, as gurias da limpeza, daí as professoras, e só então chega na secretaria, já meio amarfanhado”, brinca. As seções preferidas de Rosi são a policial, as colunas de política e o horóscopo. Flávia gosta de saber de tudo um pouco, principalmente em relação às denúncias. “Como nesse caso da demora em ser atendido pelo SUS no Marieta, eu também amarguei 8h de espera no pronto-socorro e tinha gente bem pior que eu, então o que estiver errado, tem que denunciar mesmo”, opina.

Credibilidade

Em tempos de notícias falsas sendo veiculadas a rodo pelas redes sociais, as educadoras dizem já sentir os efeitos no dia a dia da escola. “Teve um pai fortão que chegou pra pegar a filha na creche me intimando se estou ensinando ‘ideologia de gênero’. Eu disse que é isso, homem? Tua filha tem quatro anos, que ideologia de gênero!”, relata Rosi. Já Flávia se incomoda com as correntes nos grupos de whatsapp em que a galera não checa a informação antes de compartilhar. “Eu já aprendi a verificar no Google e se quem a repassou é idôneo. Já teve caso de desaparecimento que a pessoa foi encontrada e continuavam compartilhando”, conta.

Flávia acredita que o DIARINHO faz a diferença nessas horas. Segundo ela, para que a notícia tenha credibilidade, é importante que tenha uma equipe treinada pra checar os fatos e ver os dois lados da questão. Além de ler o jornal no trabalho e no site, ela gosta de acompanhar no Instagram; já a mãe prefere o jornal impresso. “Até porque a gente gosta de ler mais do que só as manchetes”. Se depender da família Mafra, o DIARINHO chega a meio século facinho.

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