Home Notícias Especial 40 ANOS | Defesa da natureza sempre teve espaço no DIARINHO

40 ANOS | Defesa da natureza sempre teve espaço no DIARINHO

“Eu lembro que a primeira vez que fui chamada de ambientalista foi no DIARINHO. Aquilo me assustou, pois a responsabilidade era grande, mas me dei conta que precisava assumir esta responsabilidade social”, conta Sabrina Scheneider, 32 anos. Ela é servidora pública, mas o que move esta santista com coração peixeiro é o amor pela natureza e a necessidade imperiosa de defendê-la, além de implementar formas mais sustentáveis de vida no meio urbano.

Na Câmara de Vereadores, ela criou uma Comissão de Gestão Ambiental em 2017, que estabeleceu ações como uso racional dos materiais para evitar desperdício, redução de energia elétrica, diminuição de produtos descartáveis e coleta de água de chuva. Mudança de paradigmas que servirão de modelo para outras instituições e até outros municípios.

Esta preocupação em poupar o planeta de ações predatórias teve início quando, ainda adolescente, conheceu a ativista Claudia Severo, da Unibrava, e começou a frequentar as reuniões sobre a revisão do Plano Diretor. Ela também participou ativamente de ações como o abraço do Canto do Morcego, que depois foi ampliado para outros espaços ameaçados pela especulação imobiliária. “Também abraçamos o Museu Histórico e a Praça de Cordeiros. Nosso pensamento era o que a gente abraça a gente protege”, explica.

Sabrina conta que já apareceu no DIARINHO inúmeras vezes como uma referência de defesa do meio ambiente. E que o jornal sempre deu espaço para divulgar seu trabalho e trazer mais gente para a causa, não só quem mora na Brava, já que o local é um patrimônio paisagístico e natural. E se diz preocupada com a onda de desinformação que tomou conta da internet.

Transparência

“O DIARINHO está no nosso cotidiano há décadas e sempre lutou pela transparência do uso dos recursos públicos, então, é descabida essa ideia de que tudo que não for a favor de determinado governo não presta. Isso interfere demais no nosso trabalho, pois precisamos da imprensa ao nosso lado”, desabafa.

Sabrina conta que tem sofrido muitas ofensas nas redes sociais, mesmo com a credibilidade adquirida ao longo dos anos. “A gente tenta conversar, mas nem sempre conseguimos, mesmo mostrando que compartilhamos notícias de fontes confiáveis. Será um grande desafio daqui pra frente conscientizar a população o que é fake news e o que não é”, acredita.

Ao longo dos anos, Sabrina também aprendeu a ser mais diplomática, principalmente depois que se tornou servidora pública. Ela conta que há três anos, descobriu um mirante numa área perto da rodovia Osvaldo Reis e em vez de postar no facebook, aguardou. “Fui me inteirar sobre o caso e descobri que o MP já estava investigando porque já havia indício de irregularidade na prefeitura. No fim, pai e filho que queriam construir em área de preservação permanente (APA) acabaram presos”, relembra. Segundo ela, a maturidade ajudou a ser mais estratégica, até para conseguir estabelecer o diálogo com forças opostas.

Hoje, Sabrina é a presidente da Unibrava e aguarda o fim da revisão do Plano Diretor para que a APA seja decretada e o uso do solo seja feito de forma mais racional e menos danosa. E conta, como sempre, com o jornal para que sua luta ganhe mais adeptos. “Não existe meio de comunicação mais comprometido com a qualidade de vida das cidades e dos cidadãos do que o DIARINHO. Pode ver, sempre que sai uma denúncia, é um lance bombástico! Todo mundo se pergunta: ‘Tu viu o que saiu no DIARINHO?!’”, brinca.

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