Zé Roberto

“Eu acho que deveria ser uma regra da Confederação Brasileira de Vôlei. Os times que participam da Superliga, obrigatoriamente, ter categorias de base”

Quem gosta e acompanha o voleibol nacional, sabe quem é José Roberto Guimarães. Zé Roberto construiu, ao longo de 50 anos, uma carreira vitoriosa no esporte. Ele é e o único técnico do mundo a ser campeão olímpico com as seleções feminina e masculina: primeiro na masculina de Barcelona, em 1992. Depois na feminina de Pequim, em 2008, e na de Londres 2012. Isso, por si só, já bastaria para consagrar para sempre o atual técnico da seleção brasileira feminina e do time do Barueri na história do vôlei mundial. Só que Zé ainda não se deu por satisfeito. Ele tem paixão pelo vôlei e sabe que o que pode fazer diferença no futuro do esporte é investir nas categorias de base. Zé esteve em Balneário Camboriú, esta semana, para enfrentar com sua equipe o recém-lançado time local Vôlei BC. À jornalista Franciele Marcon, fez críticas ao ranqueamento de atletas na Superliga, falou das dificuldades de se manter na elite do voleibol com investimentos modestos e falou da necessidade dos times profissionais investirem na garotada para dar gás ao esporte, e, assim, formar cidadãos melhores. As fotos são de Fabrício Pitella.

 

DIARINHO – A superliga está em sua 25ª edição. Quais as mudanças da competição?
Zé Roberto: Eu acho que ao longo desses anos muitas coisas aconteceram, muitas coisas ainda precisam acontecer pra que se melhore cada vez mais o nível do voleibol brasileiro, em termos de planejamento, organização. Há alguns anos sou contra o ranqueamento, talvez seja o único técnico que tenha sido constantemente contra o ranqueamento [cada clube pode ter apenas duas atletas que valham sete pontos]. Tem que pensar no bem do voleibol brasileiro. No que é bom e no que é ruim para que, cada vez mais, nós tenhamos uma melhora e uma exposição muito mais positiva em todos os sentidos. O ranking já tem complicado a vida de vários times durante alguns anos, haja vista que nós tivemos durante vários a mesma final. Quer dizer, sempre se falou em equilíbrio, mas justamente o que nós não tínhamos era equilíbrio. Os times menores ficavam em cima do muro e pra não serem afetados também votavam a favor do ranking. Eu não vejo uma coisa positiva. Eu acho que positivo é quando é bom pra todo mundo e você pensa na melhoria das relações, na melhoria dos times, no crescimento das equipes. Talvez este ano nós tenhamos uma das Superligas mais equilibradas em função da quantidade de estrangeiros, na quantidade de jogadoras que ficaram no Brasil. E também não sei se é uma coisa positiva ou não. Porque a própria seleção brasileira teve bons momentos quando algumas das jogadoras estavam atuando fora do Brasil. Isso pra Superliga não é positivo porque as jogadoras mais importantes atuam fora. Um dado pra vocês: a seleção americana, que hoje a meu ver é a melhor seleção do mundo, tem 264 jogadoras atuando fora dos Estados Unidos em 33 países. [Hoje a gente tem poucas atletas brasileiras atuando fora. E algumas que vão pra fora acabam sofrendo lesões. O treino no exterior é mais puxado?] Eu acho que a gente dá enfoque, dá importância muito grande com todos os cuidados, e, muitas vezes, isso não é visto da mesma maneira lá fora. A jogadora vai, ganha seu dinheiro, mas como ela é estrangeira, muitas vezes, joga machucada. Ela é obrigada a jogar machucada, os clubes não querem muito saber se ela tá lesionada ou não. Tem um contrato e ela tem que jogar. Aqui a gente tem um cuidado muito maior, para preservar a lesão, pra preservar a jogadora, pra ter uma vida útil mais longa. Eu digo, muitas vezes, para pais, que querem que suas filhas ganhem dinheiro, que vão jogar fora do Brasil, e a própria jogadora, eu acho que, muitas vezes, isso não é muito adequado. Eu acho que tem que ir onde tem bom planejamento, onde tem boa organização, cuidados adequados, fisioterapia, um bom departamento médico, cuidados especiais. Porque são jogadoras de alto nível e a gente sofreu demais este ano na seleção por causa disso. Foram muitas contusões. [Agora a Tandara se machucou…] A Tandara foi pra China e já sofreu uma lesão lá, uma entorse de tornozelo que é um pecado, mas tá bem, graças a Deus tá bem. [Você falou há pouco de ranqueamento. Na sua opinião, como deveria ser?] Não deveria ter! Porque ao longo dos anos o ranqueamento foi sendo adequado às possibilidades dos times. Então foi se dando um jeitinho brasileiro, que eu sempre fui contra, pra poder ajustar as equipes e tudo mais. Eu acho que o ranqueamento não foi pensando nisso. Eu participei, no início, porque eu era técnico do Pão de Açúcar e a Sadia na época tinha a seleção nacional. Então foi criado o ranqueamento pra haver uma distribuição melhor ou mais adequada entre as equipes, só que ao longo dos anos foi se moldando e se tentando adequar aos clubes. “Ah, então pra esse clube a gente sempre dava um jeitinho…” Eu acho que não se colocou parâmetros, não se colocou coisas importantes. [E o que falta para mudar?] Se melhorou, hoje você só tem pontuadas jogadoras de sete pontos, mas eu acho que precisa parar, entendeu. Acho que a Superliga, durante alguns anos, foi uma palhaçada. [Tem alguma outra Liga no mundo que faz isso?] Nenhuma, ninguém no mundo faz isso. Eu sou contra. Enfim, eu acho que é mercado livre, deixa rolar, não importa. Tenho o meu budget, meu orçamento, é aquele, eu tenho que trabalhar com aquele, tenho que me virar. Eu acho que não posso ficar arrumando subterfúgios ou arrumando regras para poder burlar alguma coisa. A regra é essa e eu tenho que cumprir, tenho que fazer, é o budget que eu tenho, o orçamento que eu tenho, e vamos trabalhar.

DIARINHO – A disputa está bastante acirrada entre os times Osasco, Minas, Praia Clube, Sesc e Barueri, que fizeram investimentos para chegar ao título. O que definirá a competição?
Zé Roberto: O investimento, talvez, desses times que você tenha dito, é um dos menores. Eu acho que hoje a gente tem o Praia que tem um elenco forte, uma comissão técnica muito bem montada. Você tem o time do Rio, que é um time de tradição e também tem as mesmas características, com boas jogadoras e uma boa comissão técnica. Depois a gente tem o Minas que teve um grande investimento, levando a Nathália e a Gabi pra lá, com o time que já tinha. Então, acredito, que vão brigar pelo título do ano. Depois temos o Osasco, Bauru, que também investiu trazendo a Diouf [italiana], a Palacio, cubana, permaneceu, levou a Fabiola. E depois vem o resto, investimentos menores e trabalhando pra tentar se manter na Superliga e tentar algum resultado positivo. Eu não acho que o nosso time tá nessa leva. Eu acho que a gente vai ter muita dificuldade, situações difíceis durante a Superliga. Eu acho que vai ser uma Superliga interessante pra fazer com que essas jogadoras mais jovens, que nós optamos por contratar este ano, tentar trazer pro elenco, que elas cresçam, que tenham oportunidade de jogar, porque são jogadoras promissoras. Foi a ideia desse planejamento, algumas jogadoras mais velhas, mais experientes que é o caso da Skowronska, a polonesa, a Dani e a Thaisa foram as jogadoras importantes. A própria vinda da Amanda, que também é uma jogadora importante, mas as demais são jogadoras na faixa de 21, 18, 23, mais ou menos nessa faixa e que a gente está tentando fazer com que elas cresçam, se desenvolvam pro futuro. [Além do crescimento participando da equipe, com a experiência que ganha, é uma vitrine…] Eu acho que você participar de uma Superliga é sempre uma vitrine. Principalmente jogando contra as melhores jogadoras do Brasil, as melhores equipes do Brasil, que hoje eu sempre digo, que graças a Deus, apesar da nossa economia estar na situação que tá, a gente conseguiu trazer os times, conseguimos se apertar de um modo ou de outro, mas trazer algumas jogadoras estrangeiras que também abrilhantam o campeonato, melhoram o nível do campeonato, são escolas importantes no mundo que vão influenciar nossa escola brasileira de vôlei. O caminho realmente é esse. Técnicos estrangeiros que estão participando da Superliga que trazem suas ideias, trazem suas formações, suas maneiras de ser. Tudo isso é muito enriquecedor. Foi assim que a Itália se tornou um país importante no voleibol do mundo, foi assim que a Turquia também fez, foi assim que a própria Rússia vem fazendo, importação de alguns treinadores e de estrangeiras. Acho que esse é o caminho e, por isso, vamos ter uma Superliga bem disputada.

 

“Dar oportunidade pra essas crianças poderem participar de um time ou de um projeto significa: regra, disciplina, formação”
Técnico de voleibol

 

DIARINHO – Santa Catarina voltou a ter um time na elite do voleibol. Balneário é sede de uma equipe pela primeira vez. Quais os benefícios que um time da Superliga traz pra cidade?
Zé Roberto: Eu fico muito feliz, porque eu tive a oportunidade, por duas vezes, de trabalhar em Santa Catarina. Uma vez jogando pelo Olímpico, de Blumenau, e outra vez sendo técnico da Unisul, em Florianópolis. Eu acho que o estado tem um material humano muito interessante. Tem garotas, jogadores com biotipo adequado, apropriado para poder jogar o voleibol. E quando surgiu a ideia de o time vir pra cá, de montar uma equipe, eu fiquei muito feliz. Feliz porque a cidade abraçou o time. E o público tem comparecido, realmente encantado com o time, se solidarizando e tentando ajudar, de uma forma ou de outra. É um começo e todo começo é difícil. Mas não é difícil de pegar, não é difícil de as coisas acontecerem. Eu torço muito. O Maurício, que é técnico, tem um carisma grande, é um cara trabalhador, tá com uma comissão técnica bacana. E as meninas acreditaram na proposta. Eu acho que as condições são adequadas, eu gostei do ginásio. Tem, lógico, coisas a fazer, mas o piso é excepcional, um dos melhores pisos que eu já treinei e joguei. Tem coisas para dar uma ajeitada aqui, lá, mas eu acho que a cidade tá pronta para receber os times. E acredito que possa fazer bons jogos contra todos os times. Eu torço muito porque é mais uma praça importante, uma cidade importante. Quando o público começa a gostar da modalidade, quando o público abraça a modalidade, é tudo que nós precisamos. A gente quer difundir, quer levar o voleibol pra todos os cantos do Brasil. E aqui o clima, a atmosfera, eu acho propícios. Juntamente com as categorias de base, que eu sei que o Maurício tá trabalhando, tem tudo pra dar certo. Eu torço pra que isso aconteça.

DIARINHO – O time de Balneário enfrentou seguidas derrotas desde a estreia. Qual o seu conselho para conseguir permanecer na elite do voleibol?
Zé Roberto:É sempre assim, acontece. Aconteceu com a gente ano passado. Quando você entra da série B, você pega os times mais fortes no começo da Superliga. A tabela sempre foi feita dessa maneira. Está acontecendo com o time de Balneário, mas é normal. Depois vai diluindo, vão pegando os times que estão um pouquinho mais pra atrás da classificação. Essa fase é mais difícil, tem que saber que vai encontrar as melhores equipes, que vai se perder. Mas o importante é fazer um jogo duro contra todo mundo. E que o time acredite, saiba que, com o treinamento, vai melhorar; o trabalho é o mais importante. Eu penso dessa maneira: o começo é sempre muito difícil, mas as coisas vão acontecendo, o público vai prestigiando, vai vindo, ajudando o time, o time vai começando a fazer jogos duros contra todos os times e vai acreditando no potencial. Eu acho que vai acontecer aqui, que é o que aconteceu com a gente. Nós ficamos em quinto, ano passado, na Superliga, vindo da série B. o Maurício sabe, ele tem essa experiência e vai passar, não tenho dúvida.

DIARINHO – Você iniciou um projeto com investimentos na categoria de base. O voleibol precisa investir?
Zé Roberto: Eu acho que isso deveria ser uma regra da Confederação Brasileira de Vôlei. Os times que participam da Superliga ter, obrigatoriamente, categorias de base. Pode ser em outro estado, que tenham duas categorias, mas é importante investir em projetos. Em Barueri, a gente tinha sofrido um baque. Em 2015 a prefeitura tinha resolvido acabar com as categorias de base do Barueri. E quando eu comecei a coordenar a parte técnica da seleção brasileira de base, e eu comecei a ver que algumas jogadoras vieram das categorias de base de Barueri. Na realidade, não é conta de mentiroso, mas entre a seleção sub-18 e sub-20 tinham sete jogadoras. E aquilo me chamou atenção. Eu disse, porra, esse projeto não pode acabar. É muita gente, é um projeto vitorioso, bacana. Foi quando eu voltei a falar com o prefeito, o Rubens Furlan, e ele aceitou prontamente junto com o secretário de Esporte, o Tom Moíses, e a gente retomou às categorias de base, juntamente com adulto. Eu acho que o adulto é o espelho. Eu vejo hoje a gente jogando contra grandes equipes lá no campeonato e fico muito feliz vendo o desenvolvimento dessas atletas. A gente tá investindo para que as atletas tenham uma perspectiva de futuro, que possam estudar em melhores colégios, melhores universidades, que tenham possibilidade de uma bolsa de estudos no Estados Unidos. Estudar fora do Brasil, que seja na Austrália, na França ou na Inglaterra. Enfim, eu acho que é para abrir um pouco e trabalhar na parte social. Dar oportunidade pra essas crianças de poderem participar de um time ou de um projeto, significa regra, disciplina, formação. Então é o que a gente espera: que consiga colaborar e retribuir às crianças, adolescentes, tudo aquilo que o voleibol deu pra gente. Não pensando em dinheiro, não pensando em coisas materiais, mas que a gente consiga transformar essas crianças em cidadãos melhores, mais conscientes, mais respeitosos. É por aí.

DIARINHO – Como você avalia a inserção de atletas transgêneros nas equipes femininas?
Zé Roberto: Eu não sou contra. Eu acho que se a Federação Internacional aprova, se a Confederação aprova, não sou eu que vou dizer sim ou não. É uma regra que tem que ser colocada. A Confederação Internacional pediu mais um tempo pra fazer exames, para poder ter uma ideia melhor a respeito; eu respeito também. Eu acho que tudo é viável, mas se houver essa possibilidade, não vejo problema algum. Eu acho que a vida segue, são sinais dos tempos e pra mim tá tudo bem. Tem que liberar, liberar pro mundo inteiro e que seja assim, se for aceito e acordado por todo mundo. Eu não vejo problema nenhum.

DIARINHO – Você conquistou praticamente todos os títulos com a seleção brasileira. O que o motiva a continuar?
Zé Roberto: Eu sou, na realidade, um professor de alma. Eu, quando comecei a jogar vôlei, eu me apaixonei tanto pelo esporte… Porque eu jogava futebol, e eu já tinha logo no começo de minha carreira de vôlei, já tinha um objetivo claro: eu iria me tornar um técnico no futuro. Isso ficou muito óbvio pra mim, tanto é que eu fiz Educação Física, eu fui dar aula em colégio público durante alguns anos. Eu conheço bem o que significa, e sempre foi a minha paixão. O que me leva é essa paixão por ensinar, essa paixão por trabalhar com grupos, paixão por aprender. Eu acho que a gente tá aprendendo todos os dias. Ganhar, perder, disputar, mas viver intensamente aquilo que você faz. Eu vivi a minha vida inteira, 50 anos, dentro de ginásio, dentro de quadra, treinando as pessoas, e eu não me vejo ainda fora disso. Daqui a pouco talvez eu me aposente, porque daqui a pouco vai chegar a hora, mas eu ainda tenho essa vontade de estar ensinando, sabe?! De tentar passar pras pessoas, pras jogadoras um pouco da minha experiência, formar novos treinadores, que é o meu grande objetivo pro futuro do voleibol brasileiro. E deixar algum legado de conhecimento para ajudá-los no futuro. Acho que é isso que me motiva a continuar.

DIARINHO – Vivemos na seleção um momento de entressafra. Como lidar com essa quebra na sequência e na construção de uma nova equipe de vôlei para as Olimpíadas de 2020?
Zé Roberto: Eu acho que estamos passando um período difícil na seleção. E faz parte, é cíclico, todas as seleções do mundo passaram. A gente teve um 2017 muito bom, porque foram três vitórias em quatro campeonatos e um vice-campeonato. Mas tivemos um 2018 muito complicado. As jogadoras chegaram, algumas voltavam de contusões, algumas contundidas na própria seleção, quebraram a mão, enfim. Não foi um ano muito legal, e era um ano importante, um ano de Mundial. Essa nova geração não vamos poder usar em 2020 porque estamos com menos de dois anos dos jogos olímpicos. Mas acho que nós temos um bom time, que se a gente conseguir que essas meninas se recuperem, que tenham um foco grande pras Olimpíadas 2020, pode pensar numa medalha. Eu ainda tenho esse sonho. Vamos torcer pra que tudo no futuro dê certo, que elas voltem nas melhoras condições, que não tenha gente machucada. Se em 2018 a seleção foi muito ruim, mas que em 2019, 2020 nós tenhamos anos melhores, sem contusões, com melhores resultados.

 

“Há alguns anos sou contra o ranqueamento, talvez seja o único técnico que tenha sido constantemente contra o ranqueamento”

 

DIARINHO – Qual título falta conquistar?
Zé Roberto: Ah, eu acho que eu vou me aposentar sem ele. O campeonato mundial de seleções. Eu sou campeão mundial de clubes pelo Fenerbahçe, da Turquia. Mas campeão mundial por seleção, isso vou ficar devendo, porque eu não sei se eu vou chegar até o próximo…

DIARINHO – Para uma criança qual a dica para se tornar atleta?
Zé Roberto: Não existe mistério. Primeiro, é a paixão pelo esporte. Depois, tem que querer ser campeão. Pois bem, o maior problema das pessoas que querem ser campões, é que não querem pagar o preço. Para ser campeão tem uma trajetória de sacrifício, dedicação, disciplina, muita repetição, horas de treinamento, erros e acertos. A primeira coisa é amar muito aquilo que você faz. E a paixão pode te levar a querer ser um dos melhores do mundo, mas pra isso tem que ter algo mais. Esse algo mais, a única coisa que vai te dar, é o amor, é a vontade de querer fazer, a vontade de se dedicar, vontade de levantar cedo e trabalhar, ser o último a sair da quadra depois de estar extenuado, muito cansado, e no dia seguinte ter um novo desafio. É isso que faz um campeão. Não se contentar nunca. Buscando coisas novas, aprendendo sempre, ter os pés no chão, humildade pra aprender e nunca achar que você é o máximo. Porque as derrotas vão acontecer, e quando você “se achar”, sempre vai ter uma derrota pra te jogar de novo no lugar que você deveria estar: tranquilo, sabendo que seu adversário também quer ganhar e que você tem que ter respeito por ele.

NOME: José Roberto Lages Guimarães
NATURALIDADE: Quintana (SP)
IDADE: 64 anos
ESTADO CIVIL: casado
FILHOS: duas filhas e três netos
FORMAÇÃO: Educação Física
TRAJETÓRIA PROFISSIONAL: Jogador de voleibol; defendeu vários times do Brasil e também atuou na liga italiana. Defendeu a seleção brasileira em 1976, em Montreal, jogando como levantador. Iniciou a carreira de técnico sendo assistente do Bebeto de Freitas. Em 1989, começou a atuar como técnico. Em 1992, começou a treinar a seleção brasileira masculina e conquistou a medalha de ouro na Olímpiadas de Barcelona, além da Liga Mundial, Sul-americano e Copa do Mundo de Voleibol.
Iniciou a carreira de técnico de times femininos no Osasco, onde conquistou estaduais e três vezes a Superliga. Em 2003, assumiu a seleção brasileira feminina de vôlei. Conquistou o Grand Prix, Sul-americano, Montreux Volley Masters e Copa dos Campeões. Em 2008, José Roberto conquistou o heptacampeonato do Grand Prix e a primeira medalha de ouro olímpica do voleibol feminino brasileiro, nas Olímpiadas de Pequim. Em Londres 2012, José Roberto se tornou o primeiro técnico de voleibol do mundo a conquistar três medalhas de ouro: uma no masculino e duas no feminino. Atualmente, é técnico da seleção brasileira feminina, treina o time do Barueri, na Superliga, e também as categorias de base.

 

Fran Marcon
Formada em Jornalismo pela Univali, com MBA em Gestão Editorial. fran@diarinho.com.br
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