Vilson Santin

“Focamos na produção de alimentos saudáveis, essa combinação do assentamento, mas com a preservação dos recursos naturais, do ser humano e da natureza, a relação com a sociedade, com o meio urbano”
Dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra
“É um jogo de interesses. Por trás desse jogo grandioso de interesses está o imperialismo norteamericano”
Oaagricultor catarinense Vilson Santin é assentado da reforma agrária. Em sua propriedade, na serra catarinense, se planta uva e se produz vinho colonial. Mas não só isso. Santin também cultiva organização popular. Dirigente nacional do Movimento Sem Terra, integrante da chamada frente de massa do do MST, ex-deputado estadual, ele foi um dos responsáveis por organizar o primeiro acampamento em Curitiba de militantes de vários partidos e organizações sociais que apontam a prisão do ex-presidente Lula como ilegal e como um ato de perseguição política. Há cerca de 10 dias esteve em Itajaí no lançamento do Comitê Regional pela Democracia #LulaLivre, quando conversou com o jornalista Sandro Silva. A prisão de Lula, a organização do MST, os interesses estrangeiros nas riquezas do Brasil e sua história de militante estão nesse bate papo. Os cliques são de Franciele Marcon.

DIARINHO – O MST, assim como outros grandes movimentos populares nacionais, se posicionou com veemência contra a prisão do ex-presidente Lula. Por que essa posição? Vocês acreditam na inocência de Lula?
Vilson Santin – Sim, 100%! E a gente tem dito, o Lula foi há um bom tempo – sempre, né, historicamente – perseguido político, condenado político e preso político. Lula é inocente. Nós lutamos pela sua liberdade. E mais: lutamos e acreditamos que ainda vamos conseguir eleger novamente o Lula presidente da República. Essa questão da prisão tá no contexto do golpe. Primeiro um golpe parlamentar. Depois as ações do Executivo, do governo golpista, entreguista e usurpador, do Temer e a sua camarilha. E agora é a fase do golpe onde o judiciário entrou em cena. É um jogo de interesses. E por trás desse jogo grandioso de interesses, econômico, principalmente, está o imperialismo norteamericano. Nós não temos dúvidas de que por trás disso tudo está o império, essa aliança que sempre se forma, de tempos em tempos. […]. E, agora, então com o impeachment da Dilma, que foi um impeachment vergonhoso, sem motivo. Não houve e não há crime de responsabilidade. […] Então o impeachment foi uma grande farsa. Mas uma farsa bem construída. Não que o governo não estivesse com problemas. Isso é normal. […] Nós tínhamos uma posição crítica em relação a várias políticas do governo Dilma, a reforma agrária que andava devagar e etc., etc. etc.. Mas críticas, todas elas, no sentido de construir uma saída pela esquerda e que o governo cumprisse o seu papel. Mas aquele impeachment foi uma barbaridade. Foi o quê? Ali a ação foi do império, né? De tirar a Dilma pra entregar o governo, então, para as mãos daqueles que queriam se apoderar do Brasil e tirar qualquer possibilidade de continuidade de um governo popular, de uma política mínima de soberania nacional, de soberania popular, de políticas sociais atentas ao povo. Em especial, a questão do pré-sal, a questão do petróleo.

DIARINHO – Você acha que os norteamericanos, como fazem em outros lugares do mundo, também estão de olho no petróleo do Brasil?
Santin – Sim! É assim na Venezuela, na Síria e no Brasil. Aqui, o motivo principal foi o pré-sal e o conjunto das riquezas naturais e minerais que nós temos em quantidade e em diversidade de minérios e de outras possibilidades. Você sabe, todos nós sabemos que o Brasil é um país rico, um país enorme, um continente quase, e com riquezas naturais, abundante de água, temos a Amazônia, o pré-sal, outros minérios. Então era demais para eles. Por exemplo, a lei da partilha. O projeto da Dilma sobre os leilões do pré-sal, que nós até tínhamos algumas críticas, mas a lei da partilha salvaguardava 30% pro controle da Petrobras. O monopólio nós já perdemos, quando desmontaram os capítulos da ordem econômica durante o governo FHC. Já fizeram uma parte do desmonte da Constituição. As pessoas mais ou menos informadas sabem. Mas a lei da partilha garantia três coisas fundamentais e eu cito duas. Uma, então, era a da garantia de que a Petrobras ficasse com o controle de 30% dessa imensidão de petróleo. Foi o que a Dilma conseguiu construir. […] A outra era o lucro. Parte do lucro, então, deveria ir para a educação. Ficou carimbado no orçamento. Você lembra que a Dilma sempre carimbava e fazia questão de frisar: para educação, saúde, moradia, reforma agrária. Investir no social. Então esse foi um dos grandes motivos do golpe. Veja bem, que logo depois daquilo o Temer, o [Henrique] Meirelles e o José Serra, os três mosqueteiros, loguinho na semana seguinte, viajaram pros Estados Unidos e para a Europa. Mas, principalmente, Estados Unidos, porque a política deles estava determinada: realinhar a política do Brasil com os americanos e fazer o entreguismo que está em andamento e que é um caso de lesa pátria. Mas eu gostaria de terminar um pensamento. Nós temos essa convicção – e não é por uma questão de visão messiânica, de coisa assim – de que o Lula é parte de um processo, é um líder político. O Lula passou, nos últimos anos e agora também, a representar um pensamento. Passou a representar os anseios das massas. Passou a representar aquilo que eu chamo de resgate da esperança do povo. Porque o povo tá desesperançado. Tá sem eira nem beira com esse golpe. Olha a situação do Brasil. Tudo piorou em dois anos! Em todos os indicadores: econômicos, sociais, ambientais, políticos. […]. Mas o povão faz análise de conjuntura de maneira mais direta. Passou a comparar como era a vida antes, durante os governos Lula e Dilma, em todos os aspectos, e como a vida ficou agora, que tá péssima, a situação tá feia. […] E o Lula na disputa ganha as eleições. E o Lula ganhando as eleições, o que é que significa? Significa a possibilidade – e isso é que é fundamental – de uma retomada do Brasil, retomada dos programas sociais, retomada do desenvolvimento econômico. Mas também com a distribuição da renda, da riqueza. Revogar essas medidas, tipo reforma trabalhista, aprovada por um congresso ilegítimo e mandada por um governo golpista, que eles tentam negar. Então, por isso tudo e muito mais, é que eu te respondo que nós temos essa convicção, essa clareza enorme de defender o companheiro Lula em todos os sentidos, em todas as possibilidades que estiverem ao nosso alcance.

DIARINHO – O MST foi o primeiro organizador do acampamento na frente da Polícia Federal de Curitiba e você esteve na frente disso. Como é que foi disciplinar tanta gente vinda de movimentos diferentes? Como é que contiveram os ânimos, evitaram excessos e mantiveram a higiene do acampamento?
Santin – Isso faz parte. Nós chamamos de organicidade. Nós temos mais de 30 anos de experiência em organizar o movimento, acampamentos, marchas, lutas e tal. Então, a nossa experiência desses mais de 30 anos, é claro, que ajudou bastante. E o movimento conquistou um respeito muito grande. Nós temos uma avaliação positiva do nosso papel. Claro, com humildade. Nós temos já essa prática, de organizar, de garantir que as coisas funcionem direito. [Por exemplo, pode ter bebida alcoólica no acampamento?] Não! Nos acampamentos pela luta pela terra também é proibido a entrada da bebida alcoólica, porque tem que ter disciplina, certos controles, certas regras, normas. E sempre é aprovado pelo pessoal, quando cria um acampamento, faz uma ocupação, se aprovam as normas. Não é que é imposto, é para o bom funcionamento. […]Às vezes uma pessoa sabe beber e outra não sabe. Aí dá confusão, pode dar um problema. Então a gente evita. É importante para manter esse espírito de disciplina, de unidade, de fraternidade, de solidariedade. Coordenar isso, essa resistência, essa tarefa fica facilitada em função dos mais de 30 anos que o movimento [MST] tem de prática, de disciplina, de organicidade. Isso ajuda.

DIARINHO – Quando a presidenta Dilma Rousseff foi deposta não houve resistência dos movimentos sociais. Isso é consequência da passividade dos movimentos populares que puxaram o freio de mão em seus enfrentamentos contra o governo na época do PT?
Santin – Bem complexa essa questão. Primeiro, durante os governos Lula e Dilma, pelo menos nós, do Movimento Sem Terra, procuramos sempre manter a nossa independência. Isso está nos nossos princípios, que é manter a independência e a autonomia do nosso movimento em relação a partidos, a governos, a religião, ao estado. E quando o Lula venceu as eleições, até convidou e até sugeriu que nós indicássemos nomes para os ministérios. Mas é uma longa história. Nós discutimos, debatemos bastante, e resolvemos que a gente tinha que se manter fora do governo. Nosso papel era ajudar de outra maneira. E uma das maneiras era – e continuamos tendo essa visão – de que a luta não pode parar. Não é porque o governo é nosso ou próximo, popular, democrático. Aí é que a gente acha que tem que ter mais pressão. Com cuidado, com responsabilidade, com seriedade. […] Nós acampamos no início do governo Lula. O Lula tomou posse em janeiro de 2003 e entre março e abril nós acampamos à beira das rodovias deste país com 250 mil famílias de sem terra. Foi um boom onde o povo percebeu, o sem terra percebeu: “Agora, com o Lula vai! Com o Lula a reforma agrária vai pra frente!”. [E foi?] Foi, mas não no nível que a gente esperava que fosse. Hoje a gente avalia, que talvez naquele momento, 250 mil famílias acampadas, a gente deveria ter colocado entre aspas aquele exército em movimento pra cima de latifúndios, com marchas e tal. […] Mas, de fato, teve um pouco essa, entre aspas, não diria acomodação, foi uma certa espera. Mas como dizia o Plínio de Arruda Sampaio [Advogado, intelectual e político brasileiro]: a espera não pode ser uma espera passiva, tem que ser uma espera ativa. Nós, do movimento, acho que ficamos nessa estratégia da espera ativa. Mas nem todos acompanharam.

DIARINHO – Os movimentos de sem terra e também os de sem teto têm dirigentes e militantes ligados ao PT e também a outros partidos de esquerda e centro esquerda, como PSOL, PDT, PCdoB. Mas, para o senso comum, todos esses movimentos são “aparelhos” do PT. Como explicar isso para a população?
Santin –É difícil. É difícil porque a mídia trabalha muito essa vinculação e de maneira preconceituosa e sempre desvirtuando a realidade dos fatos. O MST é independente, mantém a autonomia em relação aos partidos, religiões, estado e governos. Isso tá no nosso princípio. Agora, a nossa militância, majoritariamente, ou é filiada ao Partido dos Trabalhadores ou é simpatizante do PT. Mas tem, também, alguns companheiros que atuam em outros partidos. Tem vários outros militantes valorosos nossos que têm opção de não ter vinculação partidária e que a gente respeita. Se eu negasse que a maioria gosta do PT, é filiada, tem simpatia pelo PT e pelo Lula seria negar um fato, uma realidade. E nós ajudamos na construção do partido. É o meu caso, que fui destacado para ajudar na construção. Fui presidente do partido no estado, do diretório nacional, deputado estadual. Mas sempre mantendo essa relação de independência, de autonomia. Quem manda no movimento, ou melhor dizendo, quem decide os rumos do movimento, a estratégia do movimento, a política, somos nós mesmos. E como nós temos autonomia agora para decidir, de unhas e dentes, na defesa do companheiro Lula.

DIARINHO – Você foi deputado estadual pela década de 90. Morou em Florianópolis e depois não quis mais saber da vida parlamentar e voltou não para um assentamento, mas sim para uma ocupação, para viver debaixo de lona. Por quê?
Santin –É verdade. Teve um bom período da minha militância, da minha vida, vinculada à militância partidária, que eu não me arrependo. Aliás, muito pelo contrário. Tenho muito orgulho, né, desse período da militância mais diretamente partidária, como dirigente do partido e como parlamentar. Fui eleito em 90, tive um mandato de 91 a janeiro de 95. Que foi um mandado que acho que cumpriu bem o papel. Aí eu acabei indo à reeleição, em 94. Aí, numa situação em que aconteceram algumas coisas e acabou que, de uma eleição entre aspas garantida, a gente acabou sobrando. Aí atuei mais um tempo na militância da executiva do partido e fiz uma reflexão com a minha companheira, a Jô. Procurei o pessoal do movimento. Chega uma hora que você vai pensando as coisas da vida e também da militância. E me ocorreu naquele momento, clareou pra mim, que era hora de voltar pro movimento que me projetou, que foi o MST. Então eu procurei a direção e disse: “ó, o soldado tá aqui e se me quiserem de volta…”. Claro que o pessoal queria, né, e eu voltei. Em 95 voltei pras bases, voltei pros acampamentos, voltei pra frente de massa [Setor de organização do MST]. Voltei pra reerguer a nossa frente de massa, a questão dos acampamentos, da luta pela terra. E a gente também voltou com gás, com vontade de militar, de atuar. E, em função desse retorno, que já vão 23 anos de volta ao MST, realmente eu vivia mais nos acampamentos. A Jô ficou um tempo na casa dos pais dela, depois alugamos uma casa em Xanxerê, mas a minha vida, 80%, eu vivia nos acampamentos. De um acampamento pro outro, organizando, acompanhando, fazendo novas ocupações. E, daí, em setembro de 2003, então a gente foi para aquele lugar que é o assentamento Anita Garibaldi, em Ponte Alta. Realmente, ali, eu, a Jô e as crianças nós fomos para debaixo da lona. A gente foi pra baixo da lona preta, construímos um barraco porque a área tava saindo pra reforma agrária. Tinha sido desapropriada no final do governo FHC e quem criou o assentamento foi o Lula. Foi o primeiro assentamento que o Lula criou como presidente da República; o assentamento Anita Garibaldi, no município de Ponte Alta, com 43 famílias. Hoje é um assentamento; antes não era, era uma área totalmente improdutiva, abandonada. E lá, realmente, a gente refez, recomeçamos do zero. Foi uma das experiências mais dignas, mais importantes da minha vida. Primeiro no barraco. Depois a gente fez uma casinha de 4 X 9 no meio do lote. E daí, em 2005, a gente então construiu a casa onde é o nosso assentamento, bem organizado, produtivo. [Ele é coletivo?] Não. Temos uma cooperativa, uma associação, tem a organicidade que funciona bem, mas os lotes são individuais. Cada um tem o seu. [Você é produtor de quê?] Planto uva. É, claro, uma produção diversificada. Leite, as hortaliças, os grãos e lá em casa nós temos um parreiral de uva e, inclusive, eu faço um vinho colonial, orgânico, muito bom. O pessoal pelo menos tá gostando. Um vinho colonial tinto, seco.

DIARINHO – Você é coordenador nacional do MST, que já foi considerado o maior movimento camponês do mundo. O MST continua forte e organizado como na década de 90 ou as conquistas de terra e assentamentos já realizados fizeram com que o movimento perdesse força?
Santin – Na luta de classes, a luta da classe trabalhadora, dos movimentos, dos sindicatos, as coisas são em onda. Tem momentos em que a gente tá mais em alta. Tem momentos de descenso. Isso todos os movimentos, sindicatos e a vida da gente. Hora se está mais lá, hora mais cá. O que é importante é que o movimento se mantém firme e forte. E com mais clareza de rumo. Agora, nós falamos da reforma agrária popular, que é uma reforma agrária diferente da reforma agrária clássica, que era só a distribuição da terra. Agora, a reforma agrária adquiriu outro caráter, o caráter maior de luta de classes, de enfrentamento ao modelo de agronegócios, que é o capital financeiro atuando na agricultura… São as transnacionais atuando sobre os nossos recursos naturais, com a aquela visão simplesmente do lucro, de transformar tudo em mercadoria na bolsa de valores. Então, hoje, nós focamos na produção de alimentos saudáveis, na cooperação agrícola. A preocupação com a educação, com a formação, com elevar o nível de consciência, de cultura das pessoas desde a base até os dirigentes. Sempre tivemos essa preocupação. Agora nós estamos aprofundando a questão do meio ambiente, a preocupação com os recursos naturais, a terra. Essa questão da agroecologia, em que estamos muito focados. A produção de alimentos saudáveis, essa combinação do assentamento, mas com a preservação dos recursos naturais, do ser humano e da natureza, a relação com a sociedade, com o meio urbano. Hoje a maioria da população vive no meio urbano e ninguém vive sem comer, ninguém vive sem se alimentar. A maioria, sem saber, não está consumindo alimentos, está consumindo coisas envenenadas, agrotóxicos, hormônios, transgênicos etc.. […] A reforma agrária popular não interessa só aos sem terra. Interessa a você, a quem está nos assistindo, a quem lê esta matéria. Porque ela implica na mudança do modelo agrícola. Nós precisamos mudar esse modelo. O modelo atual é o da monocultura, do veneno, do transgênico, voltado para a exportação. É uma agricultura sem povo, sem gente, sem pessoas, sem comunidades. É um modelo extremamente perverso, que arrebenta com o meio ambiente, com a biodiversidade e com o ecossistema […]

DIARINHO – Você, há uns 10 dias, participou em Itajaí do lançamento de um comitê pela democracia. E esse comitê não tinha apenas pessoas ligadas ao PT, mas tinha vários outros partidos, vários sindicatos, profissionais liberais. A quem interessa debater a democracia no Brasil?
Santin – Todos e todas as pessoas de bem desse país. A democracia interessa aos trabalhadores, interessa aos pobres, interessa às pessoas, interessa ao povo brasileiro. A democracia, para a burguesia, é uma conveniência. Se é conveniente tá na democracia, ela tá ganhando e se dando bem, então ‘Viva a democracia!”. Quando a democracia já não interessa mais, quando a democracia começa a pender pro lado do povo, de resolver os problemas do povão, então ela dá um golpe. Dão golpe e depois dizem que não deram golpe. Então a defesa da democracia, nesse momento, é uma bandeira fundamental da classe trabalhadora. E nós não podemos, numa hora dessas, ficar olhando só pelo partido. Aliás, essa situação contraditória da prisão do Lula, que nós condenamos, que nós repudiamos […], esse momento está mostrando uma grande unidade da esquerda. Veja o PSOL por exemplo. O Boulos [Guilherme Boulos, pré-candidato a presidente pelo PSOL], outro dia tava lá em Curitiba. Discursando, saiu foi pra Portugal defender o Lula. E tava lá em São Bernardo. A Manuela D’Ávila [pré-candidata presidente pelo PCdoB] foi pra Argentina num congresso. Hoje se discute, se debate muito mais o que é convergência e está se deixando de lado as divergências. […]

Nome completo: Vilson João Santin
Idade: 62 anos
Local de nascimento: Xanxerê
Estado civil: Casado
Filho: Três
Formação escolar: Ensino Médio
Experiências profissionais, políticas e de militância: Agricultor assentado da reforma agrária, produtor de uva e vinho, militante do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra em Santa Catarina, já coordenou aa chamada frente de massas do o estado, dirigente estadual e nacional da organização, já presidiu estadual do Partido dos Trabalhadores em Santa Catarina e ex-deputado estadual pelo PT.

“A política deles estava determinada: realinhar a política do Brasil com os americanos e fazer o entreguismo que está em andamento; um caso de lesa pátria”

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