Home Notícias Entrevistão Tereza da Silva, a Tia da Cocada

Tereza da Silva, a Tia da Cocada

Vendedora ambulante

NOME: Tereza Maria da Silva

Natural: Pernambuco

Idade: 70 anos

Estado civil: divorciada; dois filhos naturais e 15 “filhos de coração”

FORMAÇÃO: nunca frequentou a escola

TRAJETÓRIA: vendedora desde criança; há sete anos é a “Tia da Cocada de Balneário Camboriú”. Já foi mãe social de dezenas de crianças; trabalhou na pastoral ajudando menores e moradores de rua

É muito bom você ser querida, abraçada. Essa cidade [Balneário Camboriú] me abraçou”

 

Tereza Maria da Silva, a Tia da Cocada do grito já característico nas ruas de Balneário Camboriú, nasceu em Pernambuco há 70 anos. Da vida dura que levou no nordeste, ela lembra da pobreza extrema, do trabalho no canavial desde os quatro anos de idade, das surras que o padrasto dava nela e nas irmãs. No dia em que Tereza viu o padrasto agredir a mãe, que recém tinha parido uma criança, ela decidiu que sairia de casa. Aos 11 anos conseguiu trabalho numa casa de família e depois disso se mudou para São Paulo atrás de uma vida melhor. Para o estado de origem só voltou para resgatar a a mãe e as irmãs. Tereza nunca teve rotina fácil em Sampa, onde cuidou dos quatro filhos biológicos e na periferia da cidade ainda abrigou, sob seu teto, 23 menores abandonados ligados à pastoral da criança. Sofreu do coração, foi desenganada pelos médicos, mas sobreviveu. O destino a levou a Curitiba (PR) para depois trazê-la para Balneário Camboriú, com os filhos e tudo que tinha dentro de um carro velho. No litoral catarinense o desafio foi conseguir um alvará para ser vendedora ambulante. Foi com a cara e a coragem que resolveu vender cocadas pelas ruas, antes mesmo da sonhada autorização do município. É uma história de sangue, suor e muitas lágrimas, mas também de alegrias e conquistas. Isso porque Tereza, ou a Tia da Cocada,  tem uma fé inabalável e a vontade de seguir sempre em frente, mesmo agora em tempos de pandemia, quando está proibida de vender o seu famoso doce nas ruas.  À jornalista Franciele Marcon ela contou tudo.  É uma história de amor, como ela bem define, com doses  de superação, resiliência, empatia e solidariedade. As fotos são de Fabrício Pitella.  Veja o vídeo com a antrevista completa acessando www.diarinho.com.br.

DIARINHO – Como era a vida da senhora em Pernambuco?

Tereza: Eu trabalhava num canavial. Eu comecei a trabalhar na enxada com quatro pra cinco anos. As crianças lá eram muito exploradas. A gente trabalhava, os anos foram passando, eu tinha um padrasto que judiava muito da gente e eu queria ter uma vida diferente. Quando eu fiz 11 anos eu dei o meu grito de independência. Ele batia em mim e nas minhas irmãs, mas nunca bateu na minha mãe. Minha mãe ganhou a minha última irmãzinha, tava com oito dias o bebê,  ele bateu na minha mãe até estourar o olho dela. Ela tava, assim, em cima do fogo, que o fogão da gente era no chão, tinha uns tijolinhos. E ela apanhou e caiu. Eu fiquei apavorada. Tirei ela dali e falei que a partir daquele momento eu tava indo embora. Se ela quisesse ir comigo, ela ia. Eu não precisava fugir que nem minhas irmãs fugiram. Daí ela falou: “não, vamos junto”. Eu fui pra casa de uma irmã que tinha casado, deixei minha mãe lá e arrumei um emprego em casa de família. Fui trabalhar em São Paulo. Fiquei muitos anos nessa de casa de família. [Quantos anos a senhora morou em São Paulo?] Quase 40 anos. Eu vim com 17 anos pra São Paulo. A minha vida inteira foi em São Paulo. Eu trabalhei em casa de família muito tempo. Quando eu casei, eu passei a trabalhar por minha conta, voltei a fazer minhas coisas. Eu fazia festas de casamento, fazia aniversários, sempre pra esse lado de eventos. E venda de roupas também, sempre vendia roupas. A gente ia se virando.

DIARINHO – Em São Paulo a senhora se aproximou de entidades que abrigavam crianças e pessoas carentes. Como foi isso?

Tereza: Eu trabalhava, eu ajudava muito na pastoral. Era um grupo de mulheres, eram evangélicos que faziam visitas nas comunidades. E a gente trabalhava com família, não era só com criança, mas com famílias. A gente atendia, dava uma palavra de conforto. Não é só a comida que é importante, você tem que dar assistência naquilo que você tem dentro de você. É o teu amor… Você vê o sofrimento dos outros e sente que você pode fazer alguma coisa. Eu fiquei a vida inteira vendo esse lado, sempre trabalhando assim. Eu tinha duas meninas que eu peguei da rua, menina de rua. Eu peguei e, graças a Deus, foram recuperadas, casaram. É o meu troféu, sabe, filha?1 Eu não tenho estudo, mas eu tenho a consciência que eu fiz alguma coisa que pode ter agradado, pelo menos, a Deus. Talvez ao homem não, mas a Deus eu sei que eu agradei. A minha vida inteira… Quando eu parei de pegar as crianças, eu tinha na minha casa 23 adolescentes.  Eu comecei a ter problema no coração, problema muito sério, eu tive três ataques cardíacos em seguida. Fui pro médico, parei no hospital internada, fiquei na UTI internada, fiz um cateterismo. Depois de nove meses eu fiz de novo outro cateterismo. Os médicos me desenganaram, falaram que não tinha mais solução. Eles falaram assim: “se você não parar, você não vai criar os que você tem e nem vai cuidar de mais ninguém, nem de você”. Porque é muito difícil você pegar uma criança com 16 anos, 10 anos, 12 anos, drogados, na rua. Muitos dos pais jogam eles, não querem saber, quando a criança entra por esse caminho, muitos acham que não tem mais condição. Mas tem condição, sim. É difícil, a caminhada é longa, mas tem solução, sabe? A gente pegava com esses problemas, quando dava aquelas crises, não era fácil, mas eu procurava agregar e ajudar. Distribuir amor pra eles e mostrar que podiam um dia ser um homem de bem, podia a sociedade abraçar eles. Não é assim… você vai se livrar da droga de um dia pro outro. Mas com amor, muita estratégia, muita autoridade também, não é só passar a mão na cabeça, você tem que ter o pulso firme, aí você consegue. Quando o médico falou isso pra mim foi difícil. Eu fiquei com 15 crianças. Quinze comigo, e aí a gente foi vivendo, eles muito carinhosos, cuidavam de mim que era uma maravilha, sabe? E aí eu fui casando um, casando outro, sabe, filha? E hoje, graças a Deus, todos são casados, todos têm a sua família. E a minha alegria é que a gente é uma família unida. Eles me ligam, fim do ano eles vem, eu marco pra vir um tanto no Natal, outro tanto no Ano Novo, porque não dá pra vir tudo de uma vez.

DIARINHO – Como dava conta de cuidar e ainda colocar comida na mesa pra tanta gente?

Tereza: Minha linda, assim, a gente está na direção de Deus… Ele não deixa faltar nada, ele não desampara ninguém. É a gente que, às vezes, esquece do que Deus é capaz de fazer por nós. A gente tem que ter muita fé. Eu acreditava muito na ajuda das pessoas, porque eu não podia sair pra trabalhar, mas eu fazia doces em casa, a gente tudo unido, fazia e vendia. E sempre vendia alguma coisa. E as pessoas viam o trabalho, a vizinhança. Eles ficavam encantados de ver. Chegar o conselho com uma criança completamente perdida, e a gente abraçar e quando ver já tava ali brincando, estudando, fazendo lição juntos. Já estava uma pessoa diferente. As pessoas viam o nosso trabalho e passavam a nos ajudar. Eu não posso dizer pra você que faltou. Um certo dia, num domingo à tarde, eu dei o almoço e me tranquei no banheiro e falei pro senhor Jesus:  – Deus, o último arroz que eu tinha eu cozinhei agora pros meus filhos, o que eu vou dar à noite? O que eu vou dar de café da manhã pra eles ir pra escola amanhã, meu Deus? Eu não tenho nada mais. De repente, um filho falou: mãe, vem aqui! Quando eu saí tinha um monte de carro parado na minha rua, na minha porta. Pessoas que chegaram com doações. Uma mulher tinha me visitado e viu meu trabalho, que era um trabalho sincero, e ela juntou os amigos e resolveram me ajudar.

Eu não tenho estudo, mas tenho a consciência que eu fiz alguma coisa que pode ter agradado,  pelo menos, a Deus”

DIARINHO – A senhora conseguia conciliar a sua família com as pessoas que acolhia? Como foi essa história que algumas crianças viraram seus filhos mesmo?

Tereza: Os meus filhos, desde que eles começaram a se entender por gente, eu sempre ensinei que ninguém é melhor do que ninguém, que todos nós somos iguais. Existem pessoas que não têm oportunidades. Não é sorte, não. É oportunidade que, às vezes, as pessoas não têm. Oportunidade de ser alguém na vida. Eu sempre ensinei meus filhos a não fazer diferença de ninguém. Meus filhos se amam. Eles dividiam roupa, sapato. Quinze dos 23 ficaram comigo.

DIARINHO – Quando a senhora decidiu trocar São Paulo por Balneário Camboriú?

Tereza: De São Paulo fui pra Curitiba e de  Curitiba vim pra cá. Eu morei a vida inteira em São Paulo. Eu tive também problema com meu marido. A gente se separou e ele não aceitava a separação. Foi um momento bem difícil, ele tentou tirar minha vida várias vezes. Queria raptar os quatro filhos pra me castigar. Eu vivi uma vida bem difícil. E aí eu ficava fugindo de um lado pro outro. Nessa época eu tinha quatro filhos comigo. E eu fiquei com essas crianças correndo pra cima e pra baixo tentando me esconder. Então morei em Peruíbe, litoral de São Paulo, morei lá um bom tempo, até ele me descobrir. Quando ele me descobria, eu tinha que sair. Porque era arriscar a vida dos meus filhos e a minha também. Daí foi quando eu vim pra Curitiba e fiquei 22 anos. Decidi por Balneário, pois eu tive um problema com o esposo da minha filha. Ele era um cara legal e de repente resolveu virar um pá virada. Um traficante, sabe? E ele começou a agredir, começou a ameaçar, quebrou os dentes da boca da minha filha, judiou muito dela. Eu falei: isso não é vida! Fechei tudo, larguei tudo e pus todo mundo num carrinho que a gente tinha. Falei: é o que couber aqui, nossa vida vai começar do que sobrou. Deixei tudo pra trás. E eu vim parar em Balneário, que não conhecia.

DIARINHO – Como foi essa chegada? Conseguiu trabalho fácil?

Tereza: Não, foi bem difícil, querida. Eu tinha o meu filho, o de sangue, ele trabalhava aqui já fazia uns dois anos. Meu filho falou: “mãe, aqui não dá pra mãe vender nada na rua, aqui é tudo muito certinho, vai ser difícil”. Eu falei: – vou tentar fazer alguma coisa. Eu fui até a prefeitura pra ver se conseguia uma licença pra trabalhar na praia. Só que é muito difícil, tinha uma fila gigantesca, tinha que morrer pra poder alguém entrar, alguém desistir pra poder entrar. Aí a moça falou assim pra mim: “a única fila pequena que tem aqui é a da cocada. Mulher da cocada só tem uma. Só que assim, só pode entrar outra pessoa se ela desistir”. Aí foi que eu me liguei na cocada. Eu falei pra minha filha: “você viu o que a moça falou? Que mulher da cocada tem só uma. Eu falei: a gente vai fazer cocada! Vamos passar no mercado, comprar uma meia dúzia de coco, vamos fazer cocada e eu vou vender cocada na rua. Ela falou, mãe, mas não pode, não pode de jeito nenhum… Eu falei, só sei depois que eu tentar… Fiz a cocada e saí pela beirada da BR, com medo, com medo de vir pra cidade, pro centro. Eu comecei assim a gritar bem baixinho. Depois me veio aquela intuição, aquela coisa assim de gritar bem alto. Eu comecei a gritar bem alto. E ai foi ficando alto e as pessoas ficavam admiradas, e vinham ver a cocada e compravam. Muitas pessoas me xingavam de palavrão também, coisa feia, de eu sair chorando sabe? Querer desistir… Mas eu não sou de desistir, sabe, filha? Eu tive uma vida toda de luta, de batalha […] Eu passava no prédio que morava o Adilson, da Rádio Menina. E ele falou: “mas quem é essa mulher, quem é essa pessoa que passa gritando, eu vou descer e ver quem é”. Ele desceu um dia e disse: “vejo a senhora passando aqui, gritando, bem na hora que eu chego pra descansar e dormir. Eu falei – ô meu filho, me perdoe, me desculpe”. Ele falou: “Tô brincando. Pensei que era um criança, mas é uma senhora. Eu quero ajudar. Se a senhora aceitar eu vou na sua casa fazer uma reportagem e nós vamos anunciar a sua cocada no rádio”. Ali abriu-se um leque. Depois na TV Panorama também. As coisas foram se abrindo. Aí não teve mais assim como me barrarem. Eu fui correr atrás da licença da prefeitura de novo. Foi muito difícil. Foi muito difícil, mas eu consegui. Falei assim: – olha, existe uma coisa que não pode continuar. Tinha uma mulher vendendo cocada na praia, era sozinha. Ela pode cobrar o preço que ela quer, ela pode vender da maneira que ela quer, não tem um concorrente, isso não é justo. Eu sou comerciante desde pequena e eu sei que não funciona assim. Tem que ter pelo menos mais uma pessoa. Foi uma batalha, mas consegui [o alvará].

DIARINHO – A senhora trouxe a receita do nordeste ou aprendeu a fazer o doce por aqui?

Tereza: Essa receita é de família. Vem lá da minha mãe, lá do nordeste. Há muitos anos que a gente trabalha com cocada, quebra-queixo, doces. Então é uma coisa de família. Vai passando… [Qual foi o diferencial pra cativar a clientela? A sua abordagem ou o doce saboroso?] Olha, eu creio que foi o grito. Porque é uma coisa que não tem. Aqui é tudo no silêncio. Eu morei em São Paulo, bagunçada, tem o carro do ovo, o carro do peixe, o carro não sei das quantas. E todo mundo grita. Tem as feiras, cada bairro tem uma feira onde todo mundo grita pra vender a sua fruta, sua verdura, seu legume. Lá é tudo no grito. Eu pensei: aqui não tem isso. É um silêncio total, então vamos mudar. Eu inventei o tal do grito, entendeu? Eu acho que me faz vender a cocada. Tá certo que minha mercadoria é boa, é muito bem elaboradazinha, muito bem embaladinha. A gente trabalha com maior cuidado, porque eu trabalho com comida não é de hoje. Eu grito, o povo lá de cima [edifícios]  fala: “Dona Tereza, espera aí que eu tô descendo”. Eu espero. É o povo do prédio que compra a cocada, não é o povo da vila. Eu não vendo na vila, eu vendo aqui no centro. Eu encontrei muito amor nas pessoas. As crianças daqui são diferentes, sabe? Eu morei em lugares que se eu desse um grito assim, as crianças eram capaz de me jogarem pedra, sabe? Aqui as crianças tem uma educação. Eu tenho um amor muito grande pelas pessoas, pelas crianças, por todos. Eu tenho um carinho. Porque é muito bom você ser querida, abraçada, e essa cidade me abraçou. Se depender de mim, eu não saio daqui nunca. Porque é um povo acolhedor, um povo de amor. É uma cidade rica, tem muitas pessoas ricas, finas, gente de fora, de todo lugar. Mas parece que todos que chegam se agregam pra fazer a mesma caminhada.

DIARINHO – E os seus parentes que ficaram em Pernambuco, eles chegaram a assistir o documentário [Tereza- além da cocada] que fizeram sobre a senhora?

Tereza: Não. Desde o dia que eu saí de lá, nós não tivemos mais contato. Eu não sei se são vivos ou mortos. Porque assim, eu vim com 17 anos. Eu fui moradora de rua dentro de São Paulo, eu fiquei jogada. Mas eu consegui. Eu nunca desisti. Eu catava o pãozinho nas lixeiras de manhã e comia. Não morri, fiquei bem;  forte, gordinha, então assim, é só a gente querer. Você cai, mas você se levanta. Eu não tinha dinheiro. Eu falei eu vou, eu fui, eu vim. Do nada. Eu trabalhei pra buscar a minha família, minha mãe e minhas irmãs. Eu trabalhei uns dois anos, mais ou menos, fui pra Pernambuco e trouxe todo mundo de uma vez para São Paulo. Aluguei casa, comprei móveis e busquei todo mundo. A única vez que voltei pra Pernambuco foi pra buscar minha família. Nunca mais.

Eu sempre ensinei meus filhos que ninguém é melhor do que ninguém, que todos somos iguais. Existem pessoas que não têm oportunidade. Não é sorte, não. É oportunidade que falta”

DIARINHO – Como tem sido enfrentar a pandemia? A senhora faz parte do grupo de risco e também diminuiu o número de clientes nas ruas para comprar cocadas. Como está sendo a vida?

Tereza: A gente tem passado apuro. Mas quando eu falo pra vocês que Deus tá no comando, tudo se encaixa. Uma pessoa da prefeitura falou: “a partir de hoje, a senhora não sai mais na rua, tá bom?!” Vamos obedecer, melhor obedecer. Eu fui pagar o aluguel, meu aluguel é caro. Eu falei pra moça: “eu tô te pagando esse aluguel esse mês, agora o mês que vem eu não sei como vai ser, porque eu não vou poder trabalhar”. Aí a moça do aluguel falou assim: “eu vou conversar com a dona e nós vamos chegar num acordo”. Eles me deram 50% de desconto do aluguel. Pra ti ver como que Deus é bom: 50%. Daí ficou mais fácil. E aí o que acontece: tem um que leva uma cesta básica. Eu vou falar pra você que não me faltou nada. As pessoas têm me ajudado muito. E aí a gente vai vendendo um pouquinho de cocada. Tem essa ajuda do governo, que eu consegui pegar os R$ 600 do benefício. Aí vai indo, vem mais uma coisinha, eu pago a água e a luz. Não tenho nenhuma conta atrasada ainda, nem da luz e nem o aluguel, tenho mantido. E a comida, graças a Deus, não tem faltado. [A senhora está quase cinco meses sem vender cocada nas ruas?] Quase cinco meses. […] A gente se habitua com o momento. Eu fico revoltada quando vejo esse povo aí na rua sem máscara. Não tem amor à própria vida, sabe? É bom ter uma vida boa, mas você tem que sobreviver. De que adianta você correr pra abrir seu comércio, pra vender, se você pode, a qualquer momento, pegar a doença, morrer e matar sua família?! [A senhora está nas  redes sociais agora. Dá para encomendar cocada né?] É! Só procurar que está lá [@tiadacocada – Zap 99777-5315 ou 3366-1923].

DIARINHO – É verdade que a senhora continua ajudando pessoas carentes por aqui?

Tereza: Sim, aqui eu ajudei uma família. Aquilo que chegar ao nosso alcance, nós estamos ajudando. Acabando essa pandemia, eu já combinei com minha filha pra fazer uma vistoria por essas comunidades aí pra ver o que a gente pode fazer para ajudar as pessoas…

DIARINHO – Pode explicar aos nossos leitores qual o segredo da receita da melhor cocada de Balneário Camboriú?

Tereza: O sabor. A minha cocada todo mundo fala que é diferente. Acho que é mesmo. Tudo o que você for fazer com amor, com carinho, vai funcionar. Não tem como não… Cozinhar todo mundo cozinha. Mas o sabor de cada um é diferente. Você tem que fazer as coisas com muito carinho. E ter prazer naquilo que você faz.

 

 

 
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