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Sebastián Ariel Cuattrin

Campeão Brasileiro de Canoagem

NOME: Sebastián Ariel Cuattrin
NATURAL: Brasileiro naturalizado
IDADE: 45 anos
FILHOS: Não
ESTADO CIVIL: Casado
FORMAÇÃO: Graduado em Educação Física; pós-graduado em Gestão Esportiva Avançada e pós-graduado em Treinamento Esportivo de Alto Rendimento.
TRAJETÓRIA PROFISSIONAL: 132 vezes Campeão Brasileiro de 1989 a 2018; 32 vezes Campeão da Copa Brasil de Canoagem de 1994 a 2005; 29 vezes Campeão Sul-americano de 1990 a 2010; 13 vezes Campeão Pan-americano de 1990 a 2006; Participação nos Campeonatos Mundiais de 1989 a 2007; Participação nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992, Atlanta (8º lugar na final) em 1996, Sydney (6º lugar na semifinal) em 2000 e Athenas (8º Lugar na semifinal) em 2004; 01 medalha de ouro, 06 medalhas de prata e 04 medalhas de bronze nos Jogos Panamericanos de 1995, 1999, 2003 e 2007; 06 medalhas de ouro, 17 medalhas de prata e 02 medalhas de bronze nos Jogos Sulamericanos de 1994, 1998, 2002 e 2006; Inclusão no Guinness Book – O Livro dos Recordes em 1996, 1997 e 1998; Medalha de Bronze nos Jogos Mundiais da Natureza em 1997; 05 Medalhas de ouro, 03 de prata e 01 de bronze na Copa do Mundo de Canoagem de Velocidade de 1998 a 2000; 8º colocado no Campeonato Mundial de Velocidade, 1998; Condutor da Chama Olímpica na sua passagem pelo Rio de Janeiro, 2004 e em Governador Valadares em 2016; Vencedor do Troféu Brasil Olímpico (COB) como melhor Atleta da Canoagem de Velocidade de 1996 a 2007.
PRINCIPAIS TÍTULOS COMO GESTOR: Campeão Sul-americano 2010, 2011 e 2012; Campeão Pan-americano 2010, 2011 e 2012; Campeão Mundial Junior 2011; 10º e 12º nos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

 

O festival de esportes de remo “Alma Salgada” trouxe para Itajaí feras da canoagem nacional e internacional no final de semana passado. Jovens com carreira promissora, mas também atletas consagrados, e até medalhistas olímpicos. Um dos ícones do esporte que esteve em Itajaí foi o canoísta Sebastian Cuattrin. Argentino de nascimento, brasileiro naturalizado, Cuattrin ama o país que a família escolheu para morar e chamar de seu. À jornalista Franciele Marcon, Cuattrin falou sobre a vanguarda olímpica, as vitórias conquistadas e o gostinho especial do ouro Pan-Americano em 2007. Cuattrin também falou de sua passagem como gestor pela seleção brasileira júnior. Apaixonado pelo esporte, o atleta fala com entusiasmo sobre a educação através do esporte, a necessidade de políticas públicas que devem ser mantidas pela iniciativa privada, a força do voluntariado para mudar o mundo e o legado que o festival “Alma Salgada” deve deixar a Itajaí. As fotos são de Fabrício Pitella.

DIARINHO – Como surgiu a paixão pela canoagem?
Sebastian: Surgiu através de uma brincadeira. É o que eu sempre falo pras pessoas e pros treinadores. Você não pode propor pra criança: “você vai ser um campeão olímpico”, “você vai pra uma Olimpíada”. Você começa brincando. Brincando com o material, brincando com a água, brincando com o meio, com o barco, com a remada. A partir dessa brincadeira, essa coisa mais lúdica, a partir dos 10, 11 anos de idade você vai introduzindo métodos de treino, vai introduzindo uma forma de você ganhar uma condição física. Mas sempre com alegria e pensando em fazer com que a criança, o atleta, tenha prazer. isso já cativa para o resto da vida. Hoje você tem no evento [o festival Alma Salgada] pessoas com 60, 65 anos de idade que descobriram a canoagem já um pouco mais velhas, mas que são extremamente apaixonados.

DIARINHO – Ser argentino naturalizado brasileiro deve ter sido uma decisão muito difícil [risos]. Encontrou resistência entre colegas brasileiros? Sua família aceitou bem?
Sebastian: Não conta, não conta [risos]. É, a gente sofre bullying por causa disso, dos dois lados… Eu vim pra cá muito cedo. Eu tinha cinco anos de idade quando meus pais se mudaram pra Governador Valadares [Minas Gerais]. O que eu aprendi, já foi na escola daqui. Eu aprendi a cultura, a língua, o jeito de ser do brasileiro. Eu não me vejo como argentino. Eu nasci lá, não renego isso, acho que tem os seus méritos, muito do sangue, da raça, tá muito envolvido com essa coisa do sangue. Mas eu adquiri toda a cultura brasileira. Eu amo o Brasil, acho um país fantástico para viver. Sempre existem brincadeiras entre os amigos, os da canoagem brasileira e argentina, mas sempre com muita alegria e respeito. Eles sabem que foi uma opção de vida minha e dos meus pais há muitos anos e que a minha relação com a Argentina é de brasileiro visitando um país vizinho.

DIARINHO – Você qualificou um barco brasileiro pela primeira vez às Olimpíadas, em 1992. Foi nos jogos de Barcelona. Também foi o primeiro brasileiro a entrar em uma final olímpica na canoagem, quando ficou em oitavo lugar em Atlanta (1996). Como é estar na vanguarda olímpica?
Sebastian: É prazeroso. Hoje eu posso olhar pra trás e falar assim: “poxa, os meninos que vieram depois, vieram com a estrada um pouco mais asfaltada, pegaram menos buracos, tiveram que cortar menos árvores” e assim a gente vai falando. Eu me sinto muito feliz de ter feito parte da história da canoagem brasileira, de ter oportunizado um resultado e que esse resultado serviu de inspiração para outras gerações. E tudo isso foi melhorando, cada resultado que a gente conquistava ajudou a melhorar o contexto geral da canoagem. Não é que melhorava a vida para um determinado grupo, não. A canoagem crescia como esporte, a cada resultado que vai conquistando, galgando. Hoje ela é o quarto esporte em investimentos pelo Comitê Olímpico Brasileiro e um dos maiores atletas do Brasil é um canoista, que é o Isaquias Queiroz. Eu sinto um prazer enorme de ter feito parte dessa trilha, que se Deus quiser vai chegar muito mais longe com a molecada que está chegando.

Eu acho que a política pública é responsável pelo pontapé inicial, pela estruturação, depois disso os gestores têm que buscar apoios financeiros dentro da comunidade”

DIARINHO – Foram cinco Pan-Americanos: Havana-91, Mar Del Plata-95, Winnipeg-99, Santo Domingo-03, e Rio de Janeiro-07. A medalha de ouro veio em casa, no Rio, em 2007. Ainda dá pra sentir o gosto daquela conquista?
Sebastian: A gente sempre se pergunta: várias vezes eu estive na frente da competição em jogos Pan-americanos e no final acabei em segundo ou terceiro. E eu sempre me questionei: “o que eu fiz de errado? Por quê?”. Deus sempre tem preparado o que há de melhor pra gente, então assim, na minha despedida de Pan, na última prova, em casa, não podia ser melhor… Pra mim foi tão gostoso construir os jogos, porque eu construí os jogos onde eu ganhei a medalha de ouro no Pan. Era um misto de trabalho prazeroso com alegria, com lembranças. E poxa: “o que eu posso fazer pra melhorar ainda mais a vida dos atletas? O que a gente pode pensar em termos de condições pros atletas?”. Então assim, sempre voltar ao Rio de Janeiro, ver a lagoa Rodrigo de Freitas é fantástico, porque sempre me lembro das coisas maravilhosas que eu vivi ali.

DIARINHO – O Brasil é um país com uma quantidade enorme de rios, lagos e represas. Dentro da canoagem, há modalidades de caiaque e de canoa de velocidade, além do slalom (caiaque em corredeiras). Por que é tão difícil potencializar o esporte?
Sebastian: Bom, primeiro que é um esporte novo no Brasil, não tem 30 anos. Além disso, é um esporte que tem crescimento. E quando você fala em esportes outdoor [ao ar livre], você sempre sofre influência de vento, chuva, sol, e, às vezes, não é tão fácil treinar esse tipo de esporte. Mas tem se desenvolvido com programas da Confederação, com programas da Federação Internacional, a canoagem tem se desenvolvido não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Justamente aproveitando esse potencial gigantesco no Brasil. Nos últimos 10 anos surgiram muitos, mais de 40, 50 novos clubes de canoagem, que agora estão se estruturando para crescer e que começam a trazer seus atletas aos campeonatos nacionais, além de estar fazendo com que o esporte comece a se massificar. A gente sabe que a canoagem é um esporte que tem uma vertente de disciplina, de respeito, de cuidado com a natureza. O que nós temos de água no Brasil, a gente não dúvida que nos próximos 50 anos a canoagem vai ser o esporte do brasileiro. Assim como é o esporte no Canadá, como é o esporte na Hungria – um dos primeiros. [Pra ser esse esporte do brasileiro você acha que falta investimento em políticas públicas?] Foi uma tese que eu defendi na minha formação de administração esportiva de alto rendimento, que a gente precisava ter um ídolo pra massificar o esporte. E a Confederação investiu na criação desse ídolo, que é o Isaquias. A geração da seleção, a geração medalhista da seleção, teve os ídolos que foram os campeões Pan-Americanos, os que chegaram aos jogos Olímpicos, nas finais olímpicas e agora nós temos aí os que conseguiram medalhas olímpicas. Eu sempre defendi que quando a gente tivesse um ídolo, o fato de ele aparecer na televisão, o espaço que ele ganharia nas mídias faria com que as crianças procurassem as escolinhas. E isso aconteceu. A Bahia hoje tem mais crianças remando, talvez, do que jogando futebol. Então existem políticas públicas, foram criados vários centros de treinamentos, várias escolinhas, aproveitando esse boom da medalha do Isaquias. A região do sul da Bahia, hoje, eu não tenho dúvida que já se massificou e já recebeu os benefícios desses ídolos que foram construídos, esses heróis esportivos. As escolas de canoagem lá têm fila – e isso é muito legal. Os governantes viram que também valia a pena investir nesse esporte e aos poucos isso vai aumentando, como uma onda, vai crescendo, um grande tsunami, e vai abrangendo o Brasil. Eu não tenho dúvidas. O sul do Brasil é uma área muito forte da canoagem. A gente tem muitas feras no Rio Grande do Sul, porque também foi um polo de envio de campeões Pan-americanos, brasileiros e sul-americanos, e se perpetuou. Hoje são escolinhas fortes, escolinhas apoiadas pelos municípios. E o grande potencial da canoagem não é só dentro da água, mas é também depois que o governante dá esse “start”. Ter bons gestores para que as escolas consigam se manter sem o dinheiro público. O principal, hoje, é você conseguir patrocínios para manter as políticas públicas que você criou com o dinheiro público. O dinheiro púbico é finito, ele não é infinito. Claro, o governante tem que dar o start, ele acredita naquilo, é uma política pública, mas depois da política pública e, quando você monta o sistema, alguém tem que vir pra suprir e fazer com que o dinheiro do município, do governo, possa ser investido em outros starts, em outros pontapés iniciais de outras coisas que são necessárias. Eu acho que a política pública é responsável pelo pontapé inicial, pela estruturação, depois disso os gestores têm que buscar apoio financeiro dentro da comunidade, de empresas e da própria comunidade. Porque, às vezes, você não precisa de apoio financeiro de uma empresa que invista, mas você tem o apoio da comunidade, que com o trabalho voluntariado supre muita coisa que você teria que pagar. Eu acredito muito nisso: no trabalho voluntário de uma comunidade envolvida. Vendo que um projeto de canoagem pode levar a comunidade a um desenvolvimento ou a um, digamos assim, sistema de educação através do esporte. Eu sempre acreditei muito nisso. Porque você tem a fundamentação das regras, a fundamentação da educação, a fundamentação das bases de limites até onde eu posso ir, até onde o mar vai permitir que eu vá, até onde a água permite que eu me aventure. Então isso tudo é educacional e pode ser transferido pro sistema. Eu vejo que a política pública através do esporte ajuda a desenvolver a política pública da educação.

DIARINHO – Você já deu uma volta por Itajaí? Estamos bem servidos de mar e rios… Como potencializar a canoagem por aqui?
Sebastian: Acho que a canoagem está começando ao contrário aqui. Com a iniciativa privada fazendo um evento, procurando patrocinadores e envolvendo a comunidade e agora o poder público entra junto. Ou seja, mostrar o que é a modalidade, o que está sendo feito pela iniciativa privada, através de um evento grandioso como esse. E, agora, é a sequência que o governante tem que dar, criar uma política pública para que aquelas pessoas, a comunidade que conheceu a canoagem através desse evento. Então é sequência. E aproveitar toda essa gama de gente que se envolveu no evento para que já comece fazendo o trabalho de gestão desse clube, dessas escolas de canoagem, que tem uma gestão política e privada com o governo local. Acho que vale a pena. Vocês estão num caminho de desenvolvimento muito mais acentuado, muito mais promissor do que qualquer outra região no Brasil. Vocês já começaram com a iniciativa privada, e aí vai receber o apoio do governo. E agora vocês têm essas pessoas da iniciativa privada envolvidas em querer que isso continue, pra que volte a ter mais eventos aqui. Então é círculo, é uma engrenagem onde se cada pessoa fizer sua função, o motor funciona.

O grande objetivo do bolsa-atleta não é pagar o atleta para adquirar bens. É pagar o atleta para que ele adquira condições de chegar ao alto nível”

DIARINHO – Quando você aposentou os remos da seleção brasileira, foi convidado pela confederação para ser técnico da Seleção Brasileira Júnior. É fácil garimpar novos talentos nesse esporte?
Sebastian: Não [risos]. O Brasil é muito grande, as escolas estão espalhadas pelo Brasil inteiro. E eu contava muito, eu sempre contei muito, quando fui treinador da seleção júnior, com o apoio e a parceria com os treinadores dos clubes do Brasil. Não é porque eu era o treinador nacional que eu me colocava numa posição superior e dizia: “tem que ser feito isso”. Não! Eu contribuí com o desenvolvimento dos clubes, fornecendo planilhas de treinamentos que eles pudessem adaptar e chegar mais ou menos no mesmo objetivo. Quando eu conseguisse reunir os melhores atletas na seletiva, que eu tivesse mais ou menos todos eles parelhos rumo a um único objetivo. Talvez tenha sido essa a grande sacada de tentar ajudar a canoagem nessa época. Foi uma forma de desenvolver com custo baixo e que várias pessoas conseguiram utilizar para desenvolver os seus clubes. Mas foi muito legal. Não é difícil garimpar. O mais difícil é reconhecer o talento e dar subsídios para continuar desenvolvendo. Se perdeu muita gente no meio do caminho. [Por quê?] Perde-se por vários fatores. Quando você garimpa um menino que está com 12, 13, 14 anos nas categorias de base o estilo de vida dele é um. Ele vive na casa dos pais, tem o seu estilo de vida baseado na economia dos pais e sua preocupação maior é estudar e treinar. Quando você vai crescendo, e chega aos 16, 17, 18 anos, talvez a economia familiar não permita que eles continuem vivendo sob o mesmo teto e não contribuindo com a renda familiar. E acabam tendo que optar entre ter que trabalhar e continuar estudando. Então o esporte acaba ficando numa terceira opção, e isso aos poucos vai desestimulando a criança ou o adolescente. Ele acaba, por necessidade, às vezes, se voltando mais ao trabalho e acaba a carreira. Já aconteceu muito: a gente plantou a sementinha quando eram das categorias de base, mesmo nos clubes, amaram a canoagem, gostaram tanto, abandonaram tudo, foram pra vida profissional, hoje são profissionais liberais com condições financeiras e voltaram pra canoagem. [Como hobby?] Não só, competem, só não pensam em jogos olímpicos, pan-americanos, mas competem nos mundiais, e pensam em mundiais nas categorias de canoagem oceânica, de surf-ski, de modalidades ainda não olímpicas. [Não abandonam a paixão, não vai pro rendimento total, mas segue o caminho…] Exatamente, segue o caminho envolvido com a canoagem e mostrando a canoagem pros filhos. Talvez o pai tenha tanta paixão que vai investir no filho e talvez aquele filho seja o próximo campeão olímpico.

O que nós temos de água no Brasil, a gente não dúvida que nos próximos 50 anos a canoagem vai ser o esporte do brasileiro…”

DIARINHO – Você sempre batalhou por patrocínios para competir. Há quase 10 anos, o governo brasileiro oferece o Bolsa-Atleta para vários esportes. A situação melhorou para os atletas no Brasil? Na canoagem é possível viver só do esporte?
Sebastian: Sim, é possível. O Bolsa-atleta começa com a categoria estudantil, que é um categoria de base, justamente para auxiliar para que continuem investindo no esporte. O grande objetivo do bolsa-atleta não é pagar o atleta para que ele adquira bens, é pagar o atleta para que ele adquira condições de chegar ao alto nível. Depois que ele chegou ao alto nível, vai adquirir bens porque ele vai conseguir patrocínios. O bolsa-atleta deixa de ser a principal fonte, mas continua ajudando a sustentar os nossos atletas de ponta. Esse é o objetivo do programa […] Foi um programa que se criou e se manteve presente mesmo com a troca de governos pela importância que se deu ao desenvolvimento do esporte.

DIARINHO – O que o “Alma Salgada” pode deixar de legado pra cidade?
Sebastian: Eu acho que o principal legado é uma escola onde se desenvolvam os esportes que estão aqui representados. O surf-ski, o stand-up e a canoa. Esse é o principal legado, além do que fazer com que pessoas se apaixonem pela cidade. Conheçam Itajaí, que é super bonita, muita gente não conhecia. A gente conhece cidades mais famosas turisticamente, Balneário, que tem um apelo turístico muito maior, um investimento em propaganda de turismo muito maior. E a gente acaba não conhecendo cidades próximas que são tão bonitas quanto. Então esse é outro legado. Um legado educacional, através da criação de uma escola de canoagem ou de modalidades ligada ao esporte, e o legado turístico, que é um outro legado que faz com que a gente conheça e que possa voltar a ter vontade de vir aqui mais vezes.

DIARINHO – Qual o legado que um esportista vitorioso pode deixar para o seu país?
Sebastian: Tem vários legados. O primeiro é ser um exemplo a ser seguido. Um bom exemplo para que as crianças possam segui-lo. Reinvestir tudo aquilo que foi investido em termos de educação, de passar seu conhecimento pra frente, para que possa criar condições de que outras crianças trilhem o caminho que seguiu. Não vou dizer que todos nós, atletas de alto nível, que tiveram suas carreiras voltadas para o esporte de rendimento e que chegaram aos jogos olímpicos, se tornaram famosos, com nome respeitado dentro da sua modalidade, e sigam exatamente o caminho: treinador, gerente, presidente de federação, depois até presidente de Confederação. Mas mesmo se desvinculando da canoagem pela vida profissional, ainda permaneçam com amor. O legado maior é fazer com que as pessoas amem o nosso esporte. Que se doem, que se entreguem e que vivam o esporte de uma maneira intensa, mesmo que seja por pequenos períodos da vida.

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