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Rodrigo Nascimento

Velocista

Nome: Rodrigo Pereira do Nascimento
Idade: 24 anos
Local de Nascimento: Itajaí
Estado civil: casado
Filhos: não
Formação: cursando Educação Física
Experiências e títulos como atleta: atleta vindo da base das escolinhas de esportes da prefeitura de Itajaí; campeão Pan-americano de Revezamento 4x100m (último título, este mês); campeão Mundial de Revezamento no 4X100 (maio deste ano); campeão Sul-americano – primeiro lugar nos 100m (2019), e campeão Sul-americano nos 100m rasos (2019).

Ele trouxe a medalha de campeão pan-americano do revezamento de 4×100 metros, conquistada mês passado em Lima, no Peru. Grande, pesada e de um brilhante ouro que aguça nosso orgulho de saber que ela é fruto do esforço de um garoto que nasceu e se criou num bairro popular de Itajaí. Brilhante, também, é a carreira de Rodrigo Nascimento que figura entre os maiores velocistas da história do Brasil desde maio, quando subiu no lugar mais alto do pódio no mundial de atletismo do Japão. Ao jornalista Sandro Silva, o atleta conta um pouco da sua história, compara os investimentos no atletismo em relação a outras modalidades esportivas, fala da importância do esporte para a juventude e, ao final, dá uma dica importante para a garotada que pretende seguir a carreira de atleta. Os cliques são de Fabrício Pitella.

A gente tem que aprender que é atleta 24 horas, não somente quando está dentro da pista, mas também quando está fora”

DIARINHO – Você hoje está na seleta lista dos maiores velocistas brasileiros. Como é que o atletismo entrou na sua vida? Como conheceu o esporte e, principalmente, como permaneceu nele?
Rodrigo Nascimento – Entrei no atletismo graças ao que está acontecendo agora, este mês, em Itajaí: o JEI [Jogos Escolares de Itajaí]. Foi o professor Valdecir que me incentivou pra participar dos jogos. Tive um destaque na competição e o treinador, Luciano Moser, acabou me convidando. [Mas você já corria?] Não. Só na escola eu jogava bola. Nada fora disso. Acabou que me descobriu ali, sem querer. O professor viu que eu era um pouquinho rápido, no futebol, daí tentou me jogar um pouco para o atletismo. E deu certo! O Moser me convidou, aceitei o convite. Só que eu não gostava de escolinha, não gostava de participar da escolinha e tal. Como todo bom brasileiro eu gostava de jogar bola. Então investia um tempo mais nisso aí, só que não deu certo. Aí acabei aceitando o convite do treinador Moser e aí, graças a Deus, deu resultado. E fico muito feliz em estar entre os melhores velocistas da história do Brasil. A gente tá fazendo vários resultados que estão nos colocando na história do atletismo brasileiro. [Você começou com quantos anos?] A treinar de verdade, comecei com 17, mas pela parte do JEI com 14. Ia, treinava um pouco, sumia, voltava um pouco, sumia, voltava um pouco. Foi um pouco de brincadeira. Não queria treinar e ia só pra competir. E ficou um pouco disso. Mas treinar de verdade a partir dos 17, quando comecei; tô aí até hoje.

DIARINHO – Em maio, você trouxe do Japão um título inédito para o Brasil: o ouro no revezamento 4X100 no Mundial de Atletismo. Se você fosse listar, quais seriam as conquistas mais importantes em sua carreira de atleta?
Rodrigo– Ah! Sem dúvida nenhuma o Mundial, por ser uma competição dessa dimensão, né? Foi muito importante para todos nós, não por ser somente um título inédito para o Brasil. Daí eu listo essa competição como uma das primeiras. E os jogos Pan-americanos também, por ser o meu primeiro Pan adulto. Eu já participei do Pan juvenil, mas por ser o primeiro Pan adulto é completamente diferente. Então eu listo essas duas como principais, o Pan e o Mundial.

DIARINHO – Como é a rotina de um atleta de ponta, de alto rendimento? No dia a dia, por exemplo, o que você pode e o que não pode fazer para que não comprometa seu rendimento? Que privações uma pessoa passa para ser um atleta do seu nível?
Rodrigo– Legal a pergunta. Tenho 24 anos e me privo de várias coisas. Não tenho como ficar saindo com os meus amigos todos os finais de semana. Não tenho como ir a aniversários, churrascos. Essas coisas sociais, que fazem, não tenho como estar em todas devido à necessidade do descanso. A gente tem que aprender que atleta é atleta 24 horas, não somente quando está dentro da pista, mas também quando está fora. Tem que cuidar de descanso, de alimentação. Tem todo um aparato por fora, não é só treinamento. E na questão de treinamento também é muito complicado. A gente treina pra mais de quatro horas por dia, de segunda a sábado, geralmente. Todo dia buscando o melhor, todo dia buscando o teu 100% no treino. Então isso, mentalmente, é cansativo. Com o corpo também é cansativo, mas dá frutos, pois a gente consegue essas conquistas lá na frente. Então a gente reconhece todo o esforço que aconteceu, de abrir mão de família, dos amigos. Tá valendo a pena.

DIARINHO – Como é que um adolescente de 17 anos tem a sacada de que a disciplina é fundamental?
Rodrigo– Acho que foi muito devido ao meu treinador. Ele me passava isso. Eu dizia “esse atleta é bom e tal e queria ser igual a ele”. E ele me respondia: “Se tu queres ser igual a ele, começa a cuidar também aqui no treino. Treina mais, alonga mais”. Eu era muito malandro. A gente pensa que era só correr e deu. Mas tem todo um processo. O querer tem que ser, acima de tudo, teu. Primeiramente, teu. A disciplina foi passada pra mim. Eu aprendi isso. Então graças a Deus deu certo. O pessoal, ali na pista, consegue se espelhar. Viu que deu certo e pensa: “Tu fazias isso assim; eu também era um pouco malandro e agora vou cuidar um pouco disso pra ver se posso dar essa alavancada, se posso melhorar”. Eu aprendi muito com a questão da disciplina. Porque o atleta precisa e tem que ser disciplinado. Não tem como não ser.

Eu não gostava de escolinha, de participar da escolinha. Como todo bom brasileiro eu gostava de jogar bola”

DIARINHO – Você acha que sendo um atleta de Itajaí, nascido e criado aqui, moleque que jogou bola em campinhos de bairro, ajuda a fomentar outros atletas da cidade para que se esforcem e tenham um nível tão alto quanto o seu?
Rodrigo– Sim. Até tava conversando ontem sobre isso com o pessoal da fundação, sobre o JEI. Hoje tá começando o atletismo ali na pista. Se eu saí dali, por que outros não? Ontem era eu que tava participando. Por que é que não pode ser outro, hoje, ali? Acredito que sim. Só tem que ter um pouco mais de incentivo. As escolinhas e JEI precisam ter um pouco mais de incentivo para que a garotada continue, porque se investe muito em outras modalidades e seria importante que o atletismo voltasse a ter um pouco essa tradição.

DIARINHO – O atletismo, apesar de ser a vedete de grandes jogos, incluindo os mundiais, no Brasil costumava ser praticado por pessoas que vinham das classes econômicas menos abastadas. Isso ainda ocorre? Há, ainda, um certo preconceito em praticar atletismo no país?
Rodrigo – Sim. É pequena a cabeça da gente, né? Se for pensar, o atletismo é o esporte-base para tudo, em questão de coordenação, em tudo. Nos Estados Unidos, por exemplo, o esporte-base é o atletismo. Eles começam a direcionar para outros esportes a partir do atletismo. Tu é rápido, então, se gosta de jogar basquete, do futebol americano, eles começam a direcionar a partir do atletismo. Então, muitos deles que jogam o futebol americano, começaram no atletismo. Muitos deles que jogam basquete, começaram no atletismo fazendo um salto em altura, fazendo coisas assim. Aqui, a gente não utiliza dessa forma. A gente utiliza como último caso. Por ser aqui o país do futebol, aí não deu no futebol, então vamos abrir o nosso leque para outros esportes e, às vezes, é tarde.

DIARINHO – Muito se diz por aí que o esporte evita que crianças e jovens, independentemente da situação econômica, sejam seduzidos pelas drogas. Isso é mesmo verdade ou não passa de discurso?
Rodrigo– Acho que é verdade. Eu, graças a Deus, tive o aparato da minha família e não precisei passar por isso. O esporte também me ajudou. De algumas amizades a gente se afasta. Mas vejo por outras crianças. Teve crianças ali, pessoas que a gente perdeu. Foram presas porque se envolveram com amizades erradas. A gente, infelizmente, não conseguiu com o esporte afastar isso deles. Perdemos, mas também salvamos outros vários. Têm pessoas que não tinham a mínima esperança de fazer uma faculdade e hoje em dia estão formadas, trabalhando como professores de escolinhas, como o Moser, estão trabalhando em escolas. E eu vi! Não falo da boca pra fora. Vi que acontece de verdade. Tenho amigos aqui, de muito baixa renda, que não conseguiriam pagar a faculdade, mas hoje são formados e estão trabalhando, tranquilamente, graças ao esporte.

DIARINHO – O JEI começou esta semana, inclusive com as provas de atletismo. Você vai até a pista dar um carinho para a garotada?
Rodrigo– Então, eu vou tentar entregar as medalhas. Hoje [quinta-feira, dia 22] começa e o feminino e amanhã o masculino. Porque eu também tenho que treinar, então eu tenho que estar lá. Vou tentar chegar um pouco mais cedo para entregar as medalhas para eles, dar uma palavra. Acho que é interessante, porque eu também vim dali. Eu digo assim: eu não fui o melhor, talvez eu não tenha ganhado o JEI, mas devido ao meu esforço, devido à minha disciplina, consegui chegar num nível legal, num nível mundial. Sei lá, uma palavra, a entrega da medalha talvez incentive. “Pô, quero chegar onde esse cara chegou”. Se aconteceu comigo, pode acontecer com outro garoto ali.

DIARINHO – Sempre foi comum a falta de investimentos em estrutura para quem pratica atletismo treinar. Pistas ruins, sapatilhas de baixa qualidade, pouco acesso a academias para atividades de reforço muscular. Como driblar essas dificuldades que ainda são uma realidade na maioria das cidades brasileiras?
Rodrigo– De Itajaí, não! Por quê? A gente tem a sorte de ter uma pista sintética. Agora, atualmente, em Santa Catarina deve ter três, se não me engano. Mas é hoje em dia, de 2016 pra cá. Mas antigamente não tinha. Era só Itajaí. Eu tive a sorte de ter a pista sintética aqui em casa. Tinha pessoas que precisavam viajar muito tempo para ter uma pista sintética. Então aqui foi essencial ter essa pista. Em questão de estrutura, o Moser sempre correu atrás dessas coisas, como tênis, sapatilha. Obviamente, não era das melhores, mas pô, tu ganhavas um tenizinho. Ganhava a sapatilha pra treinar e tinha que devolver, mas ganhava pra treinar. No começo isso ajuda bastante. O pessoal da escolinha, através de projetos de lei de incentivo ao esporte, o técnico conseguiu arrecadar pra gente bastante equipamentos e nos deu essa manutenção. Em questão de dinheiro, pra nos ajudar, como salário, é muito complicado. De empresas privadas, hoje em dia, está meio complicado de conseguir a liberação de dinheiro. Mas ele conseguiu leis de incentivo. Tivemos um pouco de material, se ganhava alguma coisa e faltava alguma coisa. Mas a gente não pode reclamar. Não nos faltou material. [Mas aqui não tem a mesma realidade de outras cidades, né?] Não, não. Com certeza não. Tanto que as outras cidades, às vezes, olhavam e perguntavam: “Pô, como é que tu fazes esse projeto, pra gente tentar fazer também pra arrecadar pras crianças”. É muito interessante. O Moser também conseguiu ajudar crianças de outras cidades, de Joinville, de Blumenau, de Criciúma, que gostavam de praticar o atletismo, mas não tinham condições de comprar um tênis, comprar uma sapatilha, que é cara, para treinar todo dia. Ainda mais treinar no carvão [Pó de carvão mineral, usado na maioria das pistas].É mais complicado, é mais gasto. Então o Moser, de alguma forma, ainda conseguiu ajudar as outras cidades.

DIARINHO – A solução pra ajudar a resolver esse problema de falta de estrutura e de incentivo à prática de atletismo está onde, no poder público ou no incentivo da iniciativa privada?
Rodrigo– Acho que na iniciativa privada. Porque, queira ou não, os governos têm programas que auxiliam, que estão incentivando as escolinhas. Mas é o que eu sempre falo, não é só investir na base, pois a base cresce. E depois que cresce, vai fazer o quê? Alguém terá que bancar o atleta. Essa é a nossa realidade atual. Muito se fala “vamos investir em base, em base”. Pô, acho legal pra caramba. Até porque sou fruto de um investimento na base. Só que crescemos, começamos a dar resultado. E? [Você hoje tem patrocínio de alguma empresa privada?] Não, privada não. Só corro por clube. [Qual clube?] O Orcampi Unimed, de São Paulo. [Você está morando em Itajaí?] Atualmente, estou morando em São Paulo, faz dois anos. Tive que me mudar. Os melhores atletas estão lá. Então falei assim: “Se eu quero ser o melhor, tenho que estar entre os melhores”. Aqui eu estava numa zona de conforto. Não que não tinha mais concorrentes, mas tava ficando meio que fácil e tu começas a ficar malandro. Aí, quando ia competir lá, começava a perder. E como eu sou muito competitivo, falei: “Não! Se eu quero ser melhor, tenho que estar entre os melhores”. Então tive que ir pra lá, pegar uma sequência de competições junto e subir um pouco mais o nível. [Essa história de que para o atleta precisa ter sempre um coelho na frente é verdade, então?] Isso é verdade. Senão a gente entra numa zona de conforto. Isso eu falo e nem sou um atleta de nível olímpico. Imagina como deve ser um Michael Phelps [nadador americano], um Usain Bolt [velocista jamaicano, já aposentado], como é que é na cabeça deles, sabendo que não tem ninguém além deles, que já são os melhores do mundo há anos. Cadê o coelho deles? Então a gente fica imaginando. É dessa zona de conforto que o atleta tem que sair também. Tudo se aprende. Quando eu estava aqui, na minha, saí da minha zona de conforto. Poxa, sair de Itajaí? Não tem cidade com mais tranquilidade. E aí ir pra São Paulo? São Paulo é um tumulto, uma correria, todo mundo com pressa, todo mundo estressado. Tu saíres daqui, com uma qualidade de vida para ir para São Paulo já é uma mudança de estrutura, de costumes. Você tá aqui tranquilo, com a tua família, com os teus amigos e ir pra lá sozinho é bem difícil. Aí imagino, se é difícil pra mim, imagina pro cara que já tá com 28 medalhas olímpicas, como o Michael Phelps? Como não deve ser a dedicação dele, né? Então a gente sempre tem que imaginar algo a mais para tentar buscar, para crescer como atleta.

O professor viu que eu era um pouquinho rápido, no futebol, daí tentou me jogar um pouco para o atletismo. E deu certo!”

DIARINHO – Se você fosse definir, hoje, sua referência no esporte, não apenas no atletismo, quem seria?
Rodrigo – Eu gosto muito do Guga. [Por que o Guga?] Pela história dele. Mais pelo final da história dele. Ele estava querendo tanto, mas o corpo não o deixava mais trabalhar. Tu vias que ele queria se dedicar ao máximo. Apesar de tudo o que já tinha feito ele queria mais, e queria mais, e queria mais. Mas, gente, chega uma hora que o corpo do atleta, infelizmente, não tem mais como responder. Mas tu vias a determinação dele em querer jogar ainda, de querer continuar as partidas e ele não conseguia. Poxa, tem hora que tu tens tudo, teu corpo tá bem, tá perfeito e tu podes treinar bem, mas “eu não quero porque tá frio”. Imagina, o Guga com o quadril ferrado jogava horas… Só parou porque, provavelmente, os médicos mandaram parar, senão iria se ferrar um pouco mais no final da carreira dele. Senão ele estaria ainda hoje aí, com dores. Eu gosto muito dele.

DIARINHO – Há quem critique a prática do alto rendimento sob o argumento de que extenua e provoca lesões nos atletas, muitas vezes com sequelas, como o caso do próprio Guga. Essa crítica tem fundamento? E se tem, como conviver com essa realidade?
Rodrigo– O erro das pessoas é pensar que esporte de alto rendimento é saúde. Não é saúde. Falo por experiência. Não é saúde, não é saudável. O que tu fazes com o teu corpo, todos os dias, não é saudável. A gente chega no nosso limite todos os dias. Isso não é saudável. Mas o esporte e lazer, como a corrida de rua, o grupo de corrida, isso é bem-estar, isso é cuidar da tua vida, da tua saúde. Agora, no esporte de alto rendimento geralmente a gente é muito castigado. Não sei se a gente tem um prazo, mas todo atleta tem seu tempo. A nossa musculatura tem uma hora que não suporta a questão de carga de treinamento e tudo o mais. Hoje em dia, com a questão da tecnologia, isso é mais visado. “Ah! Vamos dar uma descansada aqui; descansa um pouco essa semana”. Isso é dar mais um pouco de durabilidade para o atleta. A questão da alimentação e a disciplina fora das pistas, para que tu consigas sustentar a tua carreira, também hoje em dia é mais cuidada. Antigamente, imagina… Não tinha esse conhecimento que se tem hoje. Então tacava-lhe carga no atleta e deu. Chegava no ponto em que ele não aguentava mais de tanta lesão e tinha que parar. Hoje, a gente consegue conciliar mais, cuidar um pouco mais, fazer prevenção de lesão e tal. Não tenho lesão nenhuma, mas toda semana tô na fisioterapia. Uns quatro dias por semana tô na fisioterapia. Não tenho dor nenhuma, mas tô indo lá. Se faz prevenção, cuida daqui, cuida dali para que não aconteça, para que eu consiga sustentar um pouco mais minha carreira. Mas isso é verdade, tem esse preço no final.

DIARINHO – Você que veio de um bairro popular, como o São Vicente, que é um bairro de trabalhadores, de pequenos comerciantes, de gente que rala muito, qual é a dica que você dá para essa garotada que quer virar atleta?
Rodrigo– O que tenho pra falar não é nem só sobre o atletismo, mas sobre o esporte em geral: é que se acredite e que se corra atrás dos sonhos. Tudo o que tu almejas, tu consegues se correr atrás, se tiver esforço, disciplina. A gente tá no país do futebol e, infelizmente, é muito injusto também o futebol para tantos garotos que estão aí, que têm talento e não conseguem devido à questão financeira, que pesa muito. E isso não só no futebol, como em outras modalidades. Corra atrás, se dedique que, se Deus quiser, ele vai abençoá-lo e você vai conseguir. Eu consegui, então por que não você?

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