Lot Coser

Combatente da 2a Guerra Mundial

NOME: Lot Eugênio Coser
IDADE: 95 anos, completados hoje, 1º de junho
NATURALIDADE: Quaraí/RS
ESTADO CIVIL: Viúvo
FILHOS: Dois filhos, sete netos, quatro bisnetos e um tataraneto
TRAJETÓRIA PROFISSIONAL: Integrante da cavalaria do Exército; ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na patente de cabo; combatente da batalha de Montese, a mais sangrenta em que participaram os brasileiros na Itália; chefe de mecânica em uma oficina no Brasil, depois da guerra.
Ele é um herói de guerra. E herói de verdade: esteve no front da batalha de Montese, na Itália, e só ali viveu quatro dias de combates sangrentos, viu companheiros tombarem e foi ameaçado pela morte mais de uma vez. Seu Lot Coser completa, neste 1º de junho, 95 anos. Ele não esqueceu dos horrores da guerra. Nesta entrevista ao jornalista Sandro Silva, conta detalhes do episódio que fez com que os brasileiros passassem a ser considerados verdadeiros combatentes na 2ª Guerra Mundial. E bota detalhes nisso! Pelos relatos de seu Coser, você chega a imaginar as cenas. Atualizado, o ex-combatente das Forças Expedicionárias Brasileiras (FEB) também não se furta em analisar o Brasil de hoje, criticando os que querem a volta da ditadura (ele passou por duas) e a liberação de armas para a população civil. Ah! E ainda defende ensino público, gratuito e de qualidade para a população pobre. O registro fotográfico é de Fabrício Pitella.

Pensei: “Vou botar a minha metralhadora aqui!”. Mas aí eu olhei, tinha chovido, e vi os biquinhos das minas, porque a terra cedeu. Saí dali “pisando em ovos”

DIARINHO – Quantos anos o senhor tinha quando foi convocado para lutar na Segunda Guerra Mundial? O senhor queria ir para a guerra?
Lot Coser – Eu tinha 17 anos. Eu tava servindo como voluntário. Quando saí cabo, em seis meses, houve pedido para cabos e soldados. Eram 40 voluntários de cada região, de seis regiões de cavalaria. Queriam 240 homens para ir para o Rio de Janeiro. Ah! Nós nos entusiasmamos de ir conhecer o Rio de Janeiro, né? E aí nos oferecemos. Aí o nosso capitão disse que, provavelmente, nós íamos fazer parte de uma tropa que ia sair do país, pra lutar fora. Ninguém deu bola pr’aquilo. Aí, em Uruguaiana, botaram 40 homens dentro de um vagão de carga, desses fechados. […]. E assim levamos seis dias para chegar em São Paulo. Em São Paulo nos transferiram para um trem de passageiros até o Rio. Nós chegamos no Rio e nosso contingente foi alojado no batalhão de Guarda do Getúlio Vargas, em São Cristóvão. Ali nós ficávamos num pavilhão, no terceiro piso. Nos deram um colchão que não prestava pra nada. O cara chegava à noite, sacudia o colchão, cerrava um pó no alojamento. Nós falamos para o tenente nos dar uma boa cama, pelo menos, para dormir. Ele não fazia causo. Um dia nós rasgamos todos os colchões e atiramos lá embaixo. Ninguém falou nada. Bom, dali uns dias pediram gente do nosso contingente para ajudar no rancho [alimentação]. Os caras foram no rancho e nos disseram que depois que todo mundo comia no batalhão, juntavam o resto e era pra nós. Aí fomos lá e quebramos todo o rancho. Aí nós meteram num caminhão, onde estava eu, mandaram para um regimento em São Paulo. Para o 6º. E 80 foram para Minas Gerais, para o 11º. Só ficou 80 no batalhão de Guarda. Oitenta, que era o pessoal do regimento de Santo Ângelo, que eram filhos de alemãos e italianos, que não participaram da coisa, compreendes?

DIARINHO – O que senhor sentiu quando soube que iria para os campos de batalha? Teve medo? Estava eufórico?
Lot Coser – Esse negócio de não ter medo da guerra, quem disser que não teve medo lá, tá mentindo. […]. Uns controlam melhor o medo que os outros, mas que na hora “h”, todo mundo bate a “passarinha”, isso bate. (…) eu fui designado como cabo de metralhadora da companhia de apetrechos pesados e nessa companhia fiz a guerra.

DIARINHO – Os praças da Força Expedicionária Brasileira participaram da chamada grande Ofensiva da Primavera, que acabou com o domínio alemão no norte da Itália. E o senhor participou do que é considerado o mais importante combate, a tomada da cidade de Montese. Por que os brasileiros são tão elogiados nessa batalha?
Lot Coser – O primeiro regimento que foi para a guerra era o meu. Nós embarcamos no dia 26 de junho de 1944, no Rio de Janeiro. O navio saiu dia 2 de julho. Foi todo um regimento de infantaria e um grupo de artilharia. O navio era o USS General Mann, americano. Esse navio, se contava, tinha 140 metros de comprimento por 39 de largura. […] Nós saímos daqui do Brasil escoltados por três navios de guerra brasileiros: dois destroyers e um cruzador. Fomos até a linha do Equador escoltados pelos brasileiros. Da linha do Equador até o Mediterrâneo nós não sabíamos para onde íamos. Fomos escoltados pela Marinha americana. […] O navio tinha 400 marinheiros e a tropa brasileira era de praticamente quase seis mil homens. (…)

Esse negócio de não ter medo da guerra… quem disser que não teve medo lá, tá mentindo”

DIARINHO – E como foi a chegada na Itália?
Lote Coser – A chegada foi em Nápoles [sul da Itália]. Quando entramos no Mediterrâneo passamos por um susto. Havia ameaça de ataque aéreo alemão. Bom, mas eram os aviões aliados e iam nos escoltar. Quando chegamos em Nápoles tivemos conhecimento do que era a guerra. A cidade estava completamente destruída. O porto cheio de navios destruídos, à pique. A cidade coberta de balão, pra que os aviões alemães não pudessem chegar baixo para bombardear. Eram balões grandes, presos por cabos de aço. Nós ali já vimos, mais ou menos, onde é que íamos nos meter, não é!? Nós íamos muito mal fardados. Aqui levaram seis meses cuidando do fardamento e nos arriaram que nem uns palhaços. Os canos de botas eram de sola e entravam dois pés em cada um. Era uma lamúria. A camisa, a gandola, não entrava nem nas calças e a barriga ficava de fora. (…). No terceiro dia o americano nos fardou de americanos. Nós íamos morrer de frio na Itália e não de bomba. Daí em diante passamos a ser abastecidos pelos americanos. […] O americano dá pro soldado o que tem de melhor. […]

DIARINHO – Como era o dia a dia no front de guerra?
Lot Coser – Você, no front, estando na primeira linha, está sempre embaixo de bombardeio. Porque tem aqueles bombardeios de inquietação, que chamam. Nós atirávamos nos alemães e eles atiravam em nós. Tu não sabes que horas vai cair bomba e que horas não vai. Mas era principalmente de noite, para não nos deixar dormir. Mas tu acostumas a dormir com o barulho da bomba, como se aquilo fosse normal. Tudo acostuma, até com as coisas ruins. E na guerra, vou te dizer uma coisa curta e certa, o que assusta o soldado é a bomba de canhão de morteiro. A maioria dos soldados brasileiros que morreu na guerra morreu de morteiros. [Por quê?] Porque o morteiro cai em linha reta. Ele sobe e se desloca e quando cai, cai em linha reta. Assobia pouco, faz pouco barulho no descer e dificulta para te abrigares. Quase não dá tempo para se abrigar. E se tu estiveres no buraco, ele pode cair no buraco. Se tu estiveres atrás de uma parede, ele pode cair ali, eco? Eu tive dois mortos em minha peça e os dois morreram de morteiro. Um morreu no vale do Marano em novembro de 44. E o outro morreu no dia 16 de abril de 45, em Montese. Era meu municiador. Teve outro soldado meu ferido, também em Montese. Foi ferido leve, nas nádegas. Eu mexia com ele. “Tu fez como a avestruz, escondeu a cabeça e deixou a bunda de fora” [Risos].

DIARINHO – Qual foi o pior combate que o senhor participou?
Lot Coser – O pior combate que tive se chama Montese. Eu digo pra todo mundo, quem teve em Montese já sabe como é o inferno. Não precisa ir lá. Já sabe. [Foram três ou quatro dias de batalha?] Quatro dias, no meu batalhão. Montese era uma vila na base da montanha. Uma cidadezinha. Um batalhão do 11º tomou de casa em casa do alemão. Aí nós chegamos para substituir esse batalhão, que teve muita perda. A ordem era avançar para tomar o morro. Conseguimos chegar até metade e não conseguimos ir pra frente. [Por quê?] Por causa do alemão. O alemão, se perdesse aquela montanha, não tinha onde se defender mais na Itália. Porque nós íamos entrar no vale do Pó e eles só poderiam se defender depois, na Áustria, atravessando os Alpes. Então ali eles resistiram o que puderam. Nós tivemos quatro dias num verdadeiro inferno, onde eu perdi meu municiador, perdi um amigo de Uruguaiana que morreu na entrada de Montese, o Luiz Quevedo. E o Quevedo morreu por cabeçudo, porque quando entrou o batalhão em Montese, baixou um bombardeio e não sei quem deu ordem para os morteirinhos ficarem em posição e atirar. O soldado dele não quis sair de um abrigo, de um porão. Ele saiu sozinho pra abrir o morteirinho, que é um morteiro pequeno. Tem 60 milímetros. E a granada caiu em cima dele e o matou. Eu reconheci ele na entrada de Montese. Tava coberto. Me disseram que ele tava morto. Eu tirei o pano e vi que ele tava bordado de estilhaços. […] Lá da minha cidade morreram dois. Morreu o Quevedo e o João Alves. Esse João Alves morreu também nessa estrada de Montese quando, de noite, tavam limpando as minas. Uma mina explodiu com ele. (…). Na estrada para Montese era correr e deitar, correr e deitar, porque o alemão de cima tava vendo. O meu sargento disse: “Coser, puxa a ponta que eu controlo a retaguarda”. Era para não deixar nenhum ficar para trás. A bomba assobiava e nós deitávamos. Ela estourava e nós corríamos. Ali já encontrei morto um amigo, que era de Santa Rosa, outro cabo, que se chamava Ricardo Weber e nós nos chamávamos de compadres. Ele me dizia: “Lot, se a gente sair vivo da guerra e casar, o primeiro filho vai ser afilhado do outro”. Então nós nos chamávamos de compadres. Cruzei uma curvinha e o vi morto na estrada. Outro soldado do meu pelotão, que nós tínhamos recebido um dia antes, também morreu. O pelotão caça-minas só tinha limpado a estrada. Então o cara tinha que correr e deitar na estrada, não podia sair fora. Esse rapaz, que não fiquei nem sabendo o nome, ele se assustou e foi deitar num buraco. O alemão tinha minado o buraco e ali ficou. Não ficamos sabendo o nome dele. Soubemos que era nortista.

DIARINHO – Por que os brasileiros foram tão elogiados na batalha de Montese?
Lot Coser– Acho que, em primeiro lugar, porque ninguém acreditava que o soldado brasileiro fosse dar ponto na guerra. Acho que nem os próprios brasileiros. E em segundo lugar, nós tivemos a sorte de ser comandados por uma bom general, que foi o Mascarenhas de Moraes. Ele era amigo dos soldados. O nosso comandante de infantaria, general Zenóbio da Costa, nenhum soldado gostava dele. […] Mas o Mascarenhas era diferente. O nosso comandante do batalhão era um tenente-coronel, uma ótima pessoa […].

Nós tivemos quatro dias ali num verdadeiro inferno, onde eu perdi meu municiador, perdi um amigo de Uruguaiana que morreu na entrada de Montese, o Luiz Quevedo”

DIARINHO – O que foi mais difícil na batalha de Montese?
Lot Coser– O mais difícil ali não se sabe dizer o que foi. Quando nós subimos até à metade da montanha e fizemos os abrigos de emergência com pedra e tudo, porque caía bomba pra tudo quanto era lado, o meu sargento veio e disse: “Coser, temos que deslocar as metralhadoras para o flanco direito do batalhão, para proteger o flanco direito”. O flanco direito era um morro pelado e nós estávamos no meio do mato, na subida de Montese. O nome do meu sargento era Batistão, Jairo Batistão. Eu disse pra ele “Batistão, nós irmos essa hora pr’esse morro pelado, é igual a dizer pro alemão onde nós vamos”. E ele respondeu: “É, mais recebemos ordens e temos que obedecer”. Eu disse: “então eu vou primeiro, pra ver um lugar pra metralhadora pra levar meus homens”. Como é que a gente vai atravessar um monte pelado sem saber onde vai ficar um monte de homens, não é? Aí eu fui. O alemão de certo viu um sozinho e não fez caso. Eu escolhi um lugar baixo, que parecia que tinha sido uma sanga (córrego) que tinha secado, sem água. Ali melhorando, dava pra proteger a metralhadora. Pensei: “Vou botar a minha metralhadora aqui!”. Mas aí eu olhei, tinha chovido, e vi os biquinhos das minas, porque a terra cedeu. Saí dali “pisando em ovos”. Não sabia o que fazer, não é? Tinha que sair. Aí encontrei uma pedreira, que era quase do tamanho dessa peça, três metros por quatro. De certo os italianos tinham tirado a pedra para fazer uma casa. Ela tinha uma metro e pouco de fundura e era o único lugar mais ou menos abrigado pra botar a metralhadora. Aí fui lá, busquei meus homens e meti a metralhadora ali. Como o alemão nos bombardeava o dia inteiro, pra ver se acertava o buraco, eu dizia pro Batistão pra gente mandar nossos homens pr’uma casa que tinha na retaguarda, uns 800 metros. Era uma casa de dois andares e que tava toda destruída. Mas todo italiano tinha porão. “Vamos mandar os homens de dia se abrigar no porão e de noite eles vêm”, eu dizia. Pra que ficar um monte de gente se arriscando? No caso, dois davam conta da metralhadora. Nós passávamos o dia, o sargento e eu, no buraco. E os soldados lá dentro. De noite eles iriam pra tirar sentinela. Nós entramos para esse buraco, dia 14 de abril. Dia 16, eu estava de sentinela com meu municiador, que era meu companheiro. A primeira sentinela eu tirei do lado de fora do buraco e ele dentro, na metralhadora [pausa]. Às 2h da madrugada nós trocamos, foi ele pra fora do buraco e eu pra metralhadora. Ele se amparou embaixo de uma árvore, na frente da metralhadora, que tinha uns 15 metros, mais ou menos. Dali ele ficava mais localizado pra ver algum barulho de patrulha alemão. E começou a cair bomba, cair bomba. O alemão nos bombardeava muito de noite. E eu vi que uma caiu perto da árvore. Perguntei onde caiu. Ele disse assim: “Acima da minha cabeça, cabo”. E voltou a dizer: “Acima da minha cabeça, cabo”. Não falou mais nada. Eu conversando com ele, saí do buraco fui lá olhar e ele tava morto. Tinha tirado o capacete e a granada arrebentou na árvore, um morteiro decepou o crânio dele. Depois eu perguntei para o doutor do batalhão como é que ele tinha falado e ele disse que o cérebro não “morria na hora”. Naquela agonia de morte ele falou. Depois, outro dia, no quarto dia em que estávamos ali, tava só eu e o sargento Batistão. Eu já havia convidado ele para tirar a metralhadora do buraco e levar para atrás da casa, aquela que tava destruída. Porque, eu digo: “Enquanto o alemão não botar uma bomba no buraco, ele não vai descansar”. Ele tava nos enxergando lá de cima. “Ah! Mas não podemos sair daqui e tal”, dizia. Uma hora, ele me convidou: “Vamos ficar de costas um pro outro; se a granada cair no teu lado, tu morre e eu me salvo; se cair do meu lado, eu morro mas te salvo”. E nós estávamos nessa situação e eu senti que a granada assobiou dentro do buraco. Me levantei e disse: “meu Deus!” e me atirei pra outra barranca. Quando eu ia no ar, me cobriu de terra. A granada, como tinha chovido, tava mole a terra e enterrou. Aí explodiu e levantou mais terra do que fez estrago. Eu, com aquela, me botei pra fora do buraco e corri pra casa. Olhei pra trás e o sargento vinha correndo. Lá da casa, deixamos escurecer e fomos buscar a metralhadora. Aí botamos na casa. No outro dia, o alemão deixou a montanha. O americano avançou pela esquerda e eles, pra não ficar cercados, tiveram que recuar. Aí nós fomos nos organizar, substituir os que morreram, os feridos. Houve um pelotão da 8ª Companhia, que ocupou o cemitério de Montese e tava todo minado. A maioria perdeu pé, outro perdeu a perna. Foi um desastre no pelotão, compreendes? Então fomos nos organizar, uns dois ou três dias num morro lá. Rezar missa pelos que morreram. Desde que iniciamos a avançada para o vale do Pó, para o norte. Aí era só pegar prisioneiro. Quase ninguém resistia. […].

DIARINHO – Hoje em dia tem muita gente pedindo a volta da ditadura militar. O que é que o senhor acha disso?
Lot Coser– Ignorante tem no mundo inteiro! A gente tem até que desculpar essa gente, né? Parece que não viveram isso aí ou que não sabem o que é. A mesma coisa é quem fala em fazer guerra… é porque nunca teve numa. Tirando esses fanáticos mulçumanos, que se matam cheios de bombas, outro povo não vejo fazer essa estupidez. Visitando como visitei o regimento alemão que tava pra se render, a gente compreende que a guerra é uma verdadeira estupidez. […].

DIARINHO – O governo federal tem tido uma política de facilitar e liberar mais armas para o uso da população. O que o senhor acha disso?
Lot Coser– Acho que liberar arma para o povo que ainda não tem condições disso, vai ser outra besteira. O americano tem arma lá, para todo mundo, mas o americano já nasceu com isso. Já nasceu com essa organização. A Constituição americana tem só 200 artigos e tem 200 anos. A nossa já foi reformada “300 vezes”. Tem “miles” de artigos. Acho que nem advogado entende bem. Então acho que isso de arma só vai servir para armar mais o delinquente. Acho que o que precisamos no Brasil é uma melhor divisão de renda. É uma educação melhor. Acho que a faculdade tem que ser grátis para quem não pode pagar. Nós estamos sustentando rico na faculdade e o pobre não tem nem saúde, mais, porque o nosso sistema de saúde é péssimo. O que tem que modificar é isso! Não sou político, não sou contra governo, nem nada. Mas esse nosso governo só tá fazendo coisas para prejudicar operário. Quem é que roubou esse país? Quem roubou esse país foram grandes políticos e ricos, grandes companhias. O que ele faz para punir essa gente? Nada! Vai tirar as aposentadorias, vai tirar as leis trabalhistas, vai tirar para punir de quem não tem […].

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