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Lodemar Schmitt, a Lode


Primeira mulher trans eleita diretora de escola pública em SC

Nome: Lodemar Luciano Schmitt
Idade: 45 anos
Local de Nascimento: Blumenau
Estado Civil: Solteira
Filhos: Não
Formação escolar: Graduação em Matemática; pós-graduação em Educação
Experiências: 26 anos na educação pública como professora (26 anos na Rede Estadual e 19 anos na Rede Municipal de Gaspar); presidente do Conselho Escolar das escolas Frei Godofredo e Luiz Franzoi, em Gaspar; membro do conselheiro Municipal de Educação de Gaspar; presidente do Fórum Municipal de Educação de Gaspar; diretora eleito na Escola EEB Dolores Krauss, em Gaspar (Gestão 2020/2022); três mandatos como coordenadora do  sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) de Gaspar; dois mandatos como conselheira do Sinte de Santa Catarina.

A professora Lode tem um caminho na educação trilhado por muito comprometimento. Além dos quase 30 anos em sala de aula, integra o conselho Municipal de Educação de Gaspar, onde mora, preside o fórum Municipal da Educação da cidade, e é uma das principais lideranças da rede estadual de ensino no médio vale do Itajaí. O que Lode talvez nem imaginasse, é que entraria para a história da luta pelos direitos do público LGBT. Ela é a primeira mulher trans a assumir a direção de uma escola pública em Santa Catarina, numa eleição em que ganhou a aprovação de pais, alunos, professores e funcionários do colégio. Claro, no meio do caminho da eleição enfrentou ataques de uma mãe de aluno transfóbica. Ao jornalista Sandro Silva, Lode conta um pouco desse episódio, fala sobre a importância da luta pelo direito dos transexuais e avalia o que acontece na educação no momento que estamos vivendo. Os cliques são de Fabrício Pitella.

DIARINHO – Você é a primeira mulher trans que será diretora de uma escola pública em Santa Catarina. Você acredita que isso poderá ajudar a reafirmar ainda mais os direitos de mulheres e homens transexuais na sociedade? Até que ponto você avalia a importância desse fato na luta por direitos do público LGBT?
Professora Lode – Eu espero que sim, que seja importante. Nós vemos realmente no mercado de trabalho poucas oportunidades, seja no meio homossexual, LGBT de forma geral e para as transexuais é muito mais difícil. O fato que ocorreu comigo, recentemente na eleição da escola, em que a mãe que me atacou verbalmente nas redes sociais. E ela disse que não teria dificuldades se não fosse um “homossexual vestido de homem”, “mas é homossexual vestido de mulher”, mostra isso. Ela coloca bem essas palavras. Isso mostra, realmente, que o preconceito em relação ao mundo LGBT ainda é grande, mas ao mundo transexual é ainda maior. A gente espera, realmente, que possamos, com divulgação de toda a mídia fazendo essa cobertura de uma maneira muito bem feita, dar visibilidade. Até para as pessoas que possuam indústrias, comércios, possam também oferecer vagas nos seus locais de trabalho, para que deem oportunidade às pessoas LGBT e, principalmente, às pessoas transexuais.

DIARINHO – Você citou essa situação do período eleitoral, quando se lançou candidata à diretora de uma escola pública em Gaspar e a mãe de um aluno passou a atacá-la nas redes sociais e tentou mobilizar outros pais para impedir que você fosse eleita. Como aconteceram esses ataques? Foram pessoalmente, em reuniões ou via redes sociais? E você chegou a falar com essa mãe?
Professora Lode– Na quarta-feira, dia 20, fiquei sabendo através dos áudios que ela publicou no Whatsapp do grupo de mães do quinto ano. Não sei se ela colocou em outras redes também. Mas tive acesso a esse grupo do Whatsapp, através de uma ex-aluna minha, que hoje é mãe de aluno na escola. Pessoalmente eu não conheço essa mulher. Pelo que me recordo nunca tive contato com ela pessoalmente. Ela mesmo, em conversa no grupo do Whatsapp, pergunta se outras mães me conhecem. Algumas dizem que não e ela mesmo disse que não me conhece. Nós tivemos a apresentação das propostas para os três segmentos de eleitores. Então eu fiz na terça-feira apresentação de manhã e à tarde para professores e alunos e à noite para os pais. Essa mãe, inclusive, ela é membro da APP da escola [E ela foi na apresentação?] Não. Nem ela nem o outro membro da APP ou do conselho Escolar esteve na reunião para ouvir as propostas, para debater, para dizer que não gostava, que não queria ou mesmo se tinha alguma coisa contra a minha pessoa. Infelizmente, a gente não a conhece. Não tive a oportunidade de dialogar com essa mãe. O que ela tem contra a minha pessoa talvez seja algo pessoal ou questão de preconceito ou talvez questão religiosa. Também não sei qual é a religião dessa senhora. Mas nós não nos conhecemos.

O preconceito em relação ao mundo LGBT ainda é grande, mas ao mundo transexual é ainda muito maior”

DIARINHO – Você decidiu levar os ataques dessa mãe até à esfera policial, por crime de transfobia. Acha que essa decisão pode ajudar a cortar outras possíveis ações de preconceito na comunidade escolar?
Professora Lode– Eu espero, na verdade, com essa decisão, e não só dentro das escolas, né? Mas em todos os locais. Eu já venho sofrendo preconceito não é de hoje. Inclusive já fui candidata duas vezes à direção de escolas e sempre teve essas tratativas escondidas, pela questão de homofobia. Nas outras escolas em que fui candidata, não me tratavam como trans, tratavam como homossexual. Inclusive diziam que se eu ganhasse eu iria trabalhar de cor de rosa, eu iria pintar a escola toda de cor de rosa. Principalmente as pessoas muito ligadas à religião, temiam isso, por não conhecer, também, e acabavam votando no “não”. Na última eleição de 2017, eu perdi por pouquíssimo. Inclusive ganhei no segmento dos funcionários por uma margem muito grande, mas perdi por pouco no segmento de pais e alunos. (…) Espero que realmente isso sirva de espelho, posso dizer assim, para outros casos que venham a acontecer. Tem um amigo também que foi candidato a diretor de escola, em uma outra escola, que também tá na mesma condição. Apesar de ser homossexual visivelmente masculino, com trejeitos masculinos, que também sofreu ataques por uma das mães da escola onde ele era candidato. Só que não foi tão visível. Foi aquele trabalho formiguinha, mais escondidinho. Então não se tem provas. Nas outras vezes em que me candidatei também não se tinha aquela prova, como foi produzida agora, através de Whatsapp, de mensagens escritas e vídeos. Dessa vez eu decidi levar adiante, até pela quantidade de provas, pela forma escrachada que essa mãe teve. Na verdade, foi uma ousadia muito grande. Para que ela realmente reflita sobre o que fez. Tanto que ela fez a retratação já na quinta-feira, no Facebook dela, mas por orientação da minha advogada. A minha advogada entrou em contato com ela na quinta-feira ao meio dia. Na quinta-feira à tarde ela fez a retratação no Face, mas deixou em modo privado. Daí a minha advogada entrou em contato com ela novamente e pediu que colocasse em modo público ou uma faixa na frente da escola, na sexta-feira, antes das sete horas, quando começava a eleição, para que ela se retratasse. E o marido dela, que é advogado, entrou em contato com a minha advogada dizendo que faria isso se eu desse a garantia de que eu não entraria com um processo. E eu disse pra advogada que não tinha, no momento, nenhuma garantia, nenhuma negociação, porque, realmente, eu tô mesmo decidida a entrar com esse processo. Eu vejo assim, a pessoa pode ter um pensamento. Essa mãe poderia ter vindo a mim, dizer que não concorda que eu seja homossexual ou que minha fisionomia não condiz com a escola, mas agora reproduzir como ela reproduziu e tentar convencer alguns pais a me difamar na sociedade, então a coisa ficou mais grave. Até mesmo porque poderia ter me prejudicado na eleição. Graças a Deus que não aconteceu, né?

Como eu sou de uma família tradicional, de origem alemã, religiosa, eu tive a sorte de não cair na prostituição ou nas drogas, como acontece, infelizmente, com muitas transexuais”

DIARINHO – Que motivações levaram essa mãe a atacá-la? Tem algum motivo religioso ou é mesmo homofobia? Deu para identificar isso?
Professora Lode – Eu não sei a religião dela. Creio que, se tem uma religião, talvez seja católica. Mas ela diz no áudio que ela não é homofóbica. Então, penso que ela se enquadraria na transfobia. Porque ela coloca muito claramente num dos áudios que “se fosse um homossexual vestido de homem não teria problema, mas é vestido de mulher e não fica bem para a escola, não ficar bem estar à frente da escola uma transexual” ou um “homossexual vestido de mulher”, como ela se referiu. Então penso que seja mais enquadrado no crime de transfobia. Seria esse o preconceito maior dela. Até por falta de informação, né? Como eu disse, ela nunca veio conversar comigo. (…)

DIARINHO – Há algum tempo, o DIARINHO entrevistou a dirigente de uma associação de travestis e transexuais de Balneário Camboriú, que afirmou que a prostituição acaba sendo, muitas vezes, o único caminho de sobrevivência das mulheres trans por conta do preconceito da sociedade. Ela, inclusive, fez uma provocação: “Você já viu uma transexual como vendedora de uma loja?”. O que você acha dessa afirmação?
Professora Lode– Eu tiro por mim. Quando eu tinha aproximadamente 17 anos, já tinha uma fisionomia mais feminina. Eu lembro que a primeira vez que fui preencher uma ficha numa empresa lá em Gaspar, das pessoas que estavam na sala eu era a que estava fazendo o ensino médio, que se chamava o segundo grau. E muitos ali não tinham nem a oitava série antiga concluída. Então, em questão de estudo, eu estava bem à frente dos outros candidatos. E, na entrevista, a pessoa do RH me perguntou se eu tinha namorada. Ali já foi bem visível o preconceito dela. Tanto que nunca me chamaram na empresa. Não quiseram saber da minha qualificação. A minha fisionomia sempre interferiu bastante nisso. Como eu sou de uma família tradicional na cidade, de origem alemã, religiosa e que também sempre tive o apoio da família, eu tive a sorte de não cair na prostituição ou nas drogas, como acontece, infelizmente, com muitas transexuais. Para sair dessa marginalização, então eu optei por estudar bastante e mais tarde me jogar na carreira da educação, como professora. [Você é formada em quê?] Em matemática e física pela Furb. Tenho pós-graduação e vários outros cursos. Iniciei o mestrado na UFSC. Fiz uma disciplina. Por enquanto dei uma parada porque tenho uma carga horária de 60 horas, como muitos de meus colegas de trabalho.

DIARINHO – Você é efetiva há 26 anos na rede estadual de ensino e há 19 anos na rede municipal de Gaspar…
Professora Lode– Na verdade efetiva não. Eu tenho 26 anos de sala de aula entre ACT e efetiva e me efetivei em 2002 na rede estadual.

DIARINHO – Nesses anos todos deve ter feito grandes amigos entre professores, pais e alunos, mas também deve ter sofrido algum preconceito. Qual foi a situação mais constrangedora pela qual passou e qual foi a situação que considera mais significativa no que diz respeito à superação de preconceitos?
Professora Lode– Olha, na questão do preconceito, tirando esse fato agora dessa eleição e das outras duas eleições para diretora, que a gente sabe que teve muita sujeira e falcatrua, poderíamos dizer assim, teve uma vez um pai de aluno que era pastor de uma igreja e tava indo muito na escola falando para a diretora que eu não estava explicando a matéria direito. Só que o menino tinha dificuldades de aprendizagem, e ele não perguntava. E eu sempre dizia para o pai “tem que participar das aulas, perguntar”. Sugeria, né, como a família tinha que orientar a criança. Algum tempo depois eu percebi que ele não estava interessado na questão do filho. Era mais bater de frente comigo na questão da sexualidade. Aí foi onde eu disse para a diretora que ele parasse com isso ou a gente resolveria nos tribunais. Então, esse pai, parou naquele momento. Foi um dos momentos em que eu tive um embate com um pai… Fora isso nunca tive um problema maior. E a questão dos pontos positivos, esse momento que passei agora nas eleições mostrou muito bem isso. Sou uma professora muito rígida em sala de aula. Cobro bastante dos alunos. Ainda sou da época em que se mandava bilhete pra casa avisando que não fez os deveres. Cobro mesmo. Aí a gente acha que os alunos ficam com raiva, não gostam da gente. E justamente esse momento foi um grande marco porque eu percebi que ex-alunos de anos e anos, que já tiveram aula comigo, mandavam mensagem. Alunos que nem mais estavam no estado, mandaram mensagens de apoio. Pais de alunos, pais de ex-alunos que eu nem lembrava mais. Pessoas me parando na rua, que já foram alunos ou pais de alunos. Então acho que é esse carinho que eu consegui e esse respeito. Até digo para os meus alunos, não adianta eles se formarem no ensino médio e não terem o respeito que precisam na sociedade. Isso eu prezo bastante para com os meus alunos. Então essas manifestações de carinho que recebi nesse processo foram fundamentais. Me emocionou muito mais do que a mãe fez comigo. Foi positivo e se sobressaiu ao aspecto negativo.

DIARINHO – A antropóloga Adriana Dias, pesquisadora da Universidade de Campinas (Unicamp), identificou mais de 300 células de neofacistas no Brasil. A maioria delas no sul do país e o maior número em Santa Catarina: 69, ao todo. O nazismo, entre outras crueldades, prendeu e assassinou homossexuais na Alemanha. Hitler autorizou, até mesmo, a execução de quem o ajudou a tomar o poder. Você, que agora passar a ser ainda mais vitrine na luta por direitos dos transexuais, teme algum tipo de ação desses grupos neonazistas? Você tem tomado algum cuidado especial com a sua segurança?
Professora Lode– Não. Até porque assim, eu nunca tive medo em sala de aula. Nem de alunos. Já tive problemas com alunos drogados em sala de aula. Alguns pais um pouco mais incisivos. Mas nunca me deixei ter medo dessas situações. E esses grupos, também, o que eu quero é distância deles. Espero que eu não precise e não venha a encontrar nenhum deles. Mas, é claro, a gente fica com um pé atrás. Mas não tenho medo. Realmente recrimino também a atitude deles. Sei que há alguns ali em Blumenau. A gente viu matéria recentemente também de dois grupos. Inclusive, infelizmente, há professores que fazem parte desses grupos neonazistas. Isso é lamentável. Mas não tomei nenhuma preocupação de segurança. De quarta-feira pra cá, eu tenho é recebido muitos “ataques” de pessoas transmitindo carinho. Nenhuma pessoa passou por mim na estrada e me agrediu com alguma palavra ou termo pejorativo. Muito pelo contrário, as pessoas passam até na frente do meu prédio, param o carro e dizem “tás certa, parabéns, tens que processar”. É nessas condições que eu estou lidando. Se vier alguma manifestação de ódio, não vou partir para a violência, mas vou retrucar de forma que essa pessoa possa ter uma pouco de consciência.

Nós vemos realmente no mercado de trabalho poucas oportunidades, seja no meio homessexual, LGBT, e de forma geral para as transexuais é muito mais difícil”

DIARINHO – Há duas semanas, o presidente Jair Bolsonaro enviou mais uma proposta de emenda constitucional (PEC), incorporada à chamada PEC do Pacto Federativo, que retira do estado brasileiro (e isso inclui as prefeituras) a obrigação de expandir a rede de ensino em regiões com carência de vaga escolar. Como educadora que há quase 30 anos atua no ensino público, como você vê essa proposta do governo federal?
Professora Lode– Olha, é lamentável. Essa PEC, como outras que a gente considera as ‘PECs da Morte’, vem pra retirar direitos inclusive da classe trabalhadora, dos mais pobres. Nós tivemos recentemente as reformas trabalhistas, a reforma da Previdência, que tão atacando a população de forma geral. Dá direito aos mais ricos, aos empresários, aos banqueiros, ao pessoal realmente do dinheiro e tá atacando o pessoal mais marginalizado. Faço parte do sindicato da rede estadual e da rede municipal de Gaspar. O Sinte [Sindicato dos Trabalhadores na Rede Estadual de Ensino] já vem trabalhando essas questões de todas essas PECs, de todas essas reformas que estão tirando não só direitos dos trabalhadores em Educação, mas da população em geral. Realmente é repugnante o que tá sendo feito na esfera federal em relação a esses ataques à população.

DIARINHO – Há muita resistência para que a educação sexual seja parte do currículo escolar. Mas a educação sobre a sexualidade ajuda a previnir abusos na infância e educa as crianças para o respeito à sexualidade do outro. Como transexual, que provavelmente conviveu com o preconceito desde a infância, e como educadora que sabe do poder transformador da educação, qual a sua visão sobre o tema? Como desmistificar o medo que as famílias têm de abordar o tema da sexualidade?
Professora Lode– A educação sexual é um tema que hoje está gerando muito mais polêmica do que quando começou a ser discutido. Hoje, além do presidente, que é contra essas discussões, a gente tem também uma ministra que deveria discutir e melhorar essas lutas e tá fazendo o processo ao contrário. Então, a gente tá em nível federal tendo bastante dificuldade. E várias câmaras de vereadores, prefeituras, infelizmente, também estão votando e decidindo contra as discussões em sala de aula. Tivemos uma eleição que, por exemplo, foi discutida a famosa “mamadeira de piroca”. E nós tivemos professores que acreditaram. Quando eu colocava “a tua escola recebeu isso, o teu CDI, a tua creche recebeu isso?” aí ninguém via, ninguém sabia, mas mesmo assim acreditavam. Era a própria fake news. Não sei se muitos leem as manchetes e esquecem de ler o teor da reportagem ou esquecem de ir atrás ou pelo menos de verificar se o site é de confiança ou não, se a reportagem é de confiança. Mas é um tema difícil ainda nas escolas. Nós temos muito preconceito nas escolas. E digo nós, os professores. É igual à inclusão da educação especial. A gente ainda está engatinhando. Mas, graças a Deus, a partir do ano 2008, aprovada a lei da inclusão no Brasil. Mas essas crianças, por exemplo, nem tinham visibilidade. Hoje uma criança de 6, 7 anos já sabe que existe um deficiente físico, um deficiente mental, o que é uma pessoa com necessidades especiais. Na nossa época, quando éramos crianças, a gente sabia que existia uma pessoa com deficiência, mas não sabia o que era, porque os deficientes eram escondidos da sociedade. E o tema da educação sexual, da sexualidade, na escola ainda é um tabu. (…). Realmente é uma dificuldade muito grande. Até é uma proposta nossa para a escola, a partir do ano que vem, a criação da ‘escola de pais’, que vem trabalhar vários temas através de palestras e orientações. Hoje, uma grande dificuldade que encontramos na escola é quando chamamos o pai ou a mãe para discutir um problema comportamental ou rendimento escolar do aluno e ele diz: “Ah! Eu não dou mais conta do meu filho que tem 11, 12 anos”; “Ah! Porque eu não posso bater porque o Estatuto da Criança e do adolescente não deixa”. O Estatuto da Criança não diz que tu não podes dar um castigo, às vezes até um leve tapinha, um corretivo no filho. O Estatuto veio para proibir espancamentos, proibir agressões sérias que ainda infelizmente existem, né? Mas a gente espera que com essa ‘escola de pais’ também esse tema seja levado para que possam discutir em casa e que se possa ter uma abertura maior na escola.

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