Liara Padilha

Engenheira Ambiental

“Ao longo desses últimos 10 anos nós já passamos por muitos momentos de falta de água. Alguns mais graves outros menos, mas é muito frequente. E cada vez mais!”

“Investir em recuperação de áreas verdes faz com que a gente consiga segurar mais tempo a água na bacia hidrográfica”

“Ameaças à nossa vida é quase uma vez por mês que isso acontece”

 

Aos 27 anos, a engenheira ambiental Liara Padilha enfrenta desafios que muita gente com bem mais anos de caminhada teria dificuldades de encarar. A iminência do colapso de água em Balneário Camboriú e Camboriú, a mortandade misteriosa de centenas de pássaros nativos, a condenação do principal rio do município pela poluição, carro riscado e ameaças são algumas das situações que fazem parte do cotidiano da hoje presidente da fundação do Meio Ambiente de Camboriú e que também acumula o cargo de secretária de Saneamento. Nessa entrevista ao jornalista Sandro Silva, Liara fala desses desafios e chama a sociedade a se inteirar e a se engajar nas lutas ambientais, já que os problemas ligados à poluição e à escassez de água começaram a prejudicar a vida de todos. Os cliques são de Fabrício Pitella.

 

DIARINHO – Esta semana o rio Camboriú deu um susto. Baixou a níveis perigosíssimos e ameaçou até mesmo a interrupção da captação de água para Camboriú e Camboriú. O que está provocando essa baixa nos níveis de água? É apenas a estiagem ou há outros problemas?

Liara Padilha – Bom, obviamente, a estiagem é o fator principal. Então nós temos aí 15, 16 dias sem chuva, o que ocasionou essa baixa nos níveis do rio, mas 15 dias não é muito. Então isso significa, diretamente,  que há outros problemas, sim. Nós temos uma bacia hidrográfica muito pequena. Então, a água, quando chove lá na nascente do rio Camboriú, que é cerca de 30, 40 quilômetros de extensão até sua foz, ela demora cerca de 10 horas para estar aqui na foz. Ou seja, a água doce a gente perde muito rápido. E se nós não temos um bom sistema de reservação dessa água bruta – aliás, a gente não tem nenhum sistema de reservação – então, naturalmente, a gente está muito suscetível e dependente das chuvas. E como nós temos uma sazonalidade que especialmente no período desse início de verão geralmente tem pouca precipitação, ficamos sempre à mercê da chuva.

DIARINHO – Você integra a direção do comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Camboriú e o comitê já vem há alguns anos alertando para esse risco da diminuição das águas do rio. Que propostas o comitê apresentou até agora para as autoridades e quais foram aceitas e estão sendo implementadas?

Liara – Realmente é um problema que já vem sendo identificado há muitos anos e é cada vez mais recorrente. Nós iniciamos aí, num registro rápido, em 2006, com uma grande crise e ao longo desses últimos 10 anos nós já passamos por oito momentos [falta de chuvas]. Alguns mais graves outros menos, mas é muito frequente. E cada vez mais! Então, diante dessa realidade, o comitê vem trabalhando em propostas. Já surgiram várias delas. O próprio ‘Produtor de Águas’ que é um projeto que visa valorizar quem mantém a vegetação nativa na área rural. Isso é um início de diálogo a partir do comitê para a Emasa. Um projeto que vem dando certo. Mas, especialmente nesse momento, é importante a gente ressaltar a proposta do Parque Inundável. O parque Inundável nada mais é do que criar um grande reservatório de água bruta, que é esse problema identificado, na parte onde ainda nos resta, que é a parte rural de Camboriú, próximo à área urbana. Isso, pra deixar com que a água ocupe o espaço que naturalmente ela ocuparia se não tivessem as intervenções do homem. É ocupar o que a gente chama de planície de inundação, a área normalmente inundada. O parque, explicando resumidamente, ele auxilia então na reservação da água bruta. Parte seria destinada constantemente como um grande reservatório de água, que nos auxiliaria nesses momentos e também quando houver cheias. Então, quando chove muito, ao invés de ocupar os bairros que já ao longo da história foram ocupados em áreas de risco, ele absorveria e seguraria essa água sem causar maiores danos. Então, essa é a alternativa mais contundente que o comitê tem proposto nesses últimos anos. [E o parque foi ou está sendo efetivado?] Então, ele também já é um projeto de 10 anos. Iniciou em 2010. São quase 10 anos. Passamos por algumas dificuldades nas gestões anteriores. Foi apresentado e não foi possível viabilizar. E a partir dessa troca de gestão, tanto do município de Camboriú quanto no de Balneário Camboriú, foi então assinado um pacto pelas águas lá em março de 2017, onde entre diversas ações contemplavam o Parque Inundável. Com essa sinalização positiva de ambos os prefeitos, caminhou-se com os projetos e agora, em dezembro do ano passado, foi assinado o decreto de utilidade pública, pelo município de Balneário Camboriú, reservando essa área para não viabilizar mais construções e o projeto do parque poder prosseguir. Então a perspectiva é para que no ano que vem isso já esteja iniciando em termos de desapropriação para efetivá-lo e talvez em 2020 a gente já tenha uma segurança. [Mas já existe uma grande lagoa, não é?  Já não existiria um começo desse parque Inundável?] Não. Nós temos o parque Linear, que é no município de Camboriú, também, que é o que tem nos aportado água agora. Mas ele não tem uma capacidade de literalmente socorrer nesses momentos mais críticos. Tanto é que agora nós estamos tirando a água do parque Linear, bombeando pro rio, e o máximo que a gente conseguiu foi empatar. Ou seja, não chegou a aumentar o nível do rio. Agora está até diminuindo de novo. Não é quantidade de água suficiente para resolver o nosso problema de estiagem. Até porque, relacionando com a primeira pergunta, além de pouca água no rio, nós temos uma alta demanda. Então, a capacidade de suporte do rio Camboriú pra abastecer os dois municípios, especialmente quando vem a população flutuante, ela já foi atingida. [Estamos então numa possibilidade de caos de falta de água?] Exato! A gente vive na iminência desse caos. Inclusive não só no verão. Tanto é que agora nem é temporada ainda e já estamos passando por essa situação.

DIARINHO – Onde é que fica o parque Linear e onde é que vai ficar o parque Inundável?

Liara – Eles são próximos. O parque Linear fica no Santa Regina, próximo da Apae e o parque Inundável é a três quilômetros, no sentido de interior de Camboriú. É a área mais baixa do município, onde estão hoje localizadas as riziculturas. Então, eles são próximos, mas o parque Inundável tem a potencialidade de cerca de 20 vezes mais do que o parque Linear, pela sua proporção. São 100 hectares de área para reservação de água bruta, muito maior do que o parque Linear e aí 400 hectares para contenção de cheias. Aí, quando não chove, porque ele só encheria quando tiver período de alta precipitação, ele servirá como área de lazer, também tão necessária. E não digo só para Camboriú ou Balneário Camboriú, mas também para a região. Tu destinar um espaço para inúmeras atividades que a gente pode trazer, como parque aquático, esportes aquáticos, envolver até a própria relação com a água, é o que realmente falta na nossa região. É mais um objetivo e uma, digamos assim, qualidade do parque Inundável.

DIARINHO – Uma das medidas tomadas esta semana para lidar com o problema do nível baixo das águas, foi o fechamento das comportas das arrozeiras. Por outro lado, a vizinha Balneário Camboriú começa a receber a partir de agora milhares de turistas. Apesar da grandeza econômica que representa o turismo pra região é justo que um só setor econômico de Camboriú, que é a agricultura, pague o preço com a redução no consumo de água?

Liara Padilha – Não. Não é justo. Também o comitê fez uma proposta com relação a isso, que foi a criação de um fundo de estiagem. Que seria o quê? Nesse momento, quando a água, a matéria prima das duas concessionárias de água, seja a do Emasa ou a Água de Camboriú, ela está sendo aportada em detrimento de outro setor, nada mais justo do que recompensá-los [os agricultores] por esse prejuízo. Porque, embora contabilizando que são quase 200 mil habitantes nos dois municípios e lá são cerca de 40 famílias de agricultores que deixam de produzir, claro que até por uma questão legal o uso prioritário é o abastecimento humano. Mas, também, se for pensar por uma questão de justiça social, são 40 famílias que ficam um ano inteiro dependendo da safra. E em termos financeiros é quase que irrisório para as concessionárias arcarem com esses custos, esses prejuízos que possam vir a acontecer. Então, nesse sentido a ideia é criar um fundo de estiagem. [O dinheiro viria de onde?] Então, uma das propostas seria incluí-lo dentro do próprio programa Produtor de Águas, que já remunera os proprietários rurais por manterem áreas verdes. Então seria incluir uma categoria nesse programa, que seria a rizicultura. Aí nesse momento a ideia é trabalhar com aporte na tarifa, similar ao que se propõe com a energia, uma ‘bandeira vermelha’. [Pagaria mais pelo consumo em épocas de escassez, é isso?] Isso. Aí esse recurso seria revertido para financiar quem deixou de captar a água para nos abastecer.

DIARINHO – Você disse esta semana que as medidas tomadas para resolver o problema do baixo nível da água do rio Camboriú, como a transposição das águas da lagoa do Parque Inundável e o fechamento das comportas das arrozeiras, são importantes, mas são ações paliativas. O que seria preciso, então, pra resolver o problema da diminuição das águas do rio Camboriú?

Liara – Na verdade, é um conjunto de soluções. Até investir em recuperação de áreas verdes faz com que a gente consiga segurar mais tempo a água na bacia hidrográfica. Até pela composição de raízes e abastecimento dos lençóis freáticos. Isso também é positivo. Mas a forma de resolver o problema, hoje, a mais viável, é o parque Inundável. Porque são cogitadas diversas outras possibilidades: trazer água do Itajaí-mirim, dessalinizar, mas isso tudo é muito mais custoso do que o próprio projeto do parque Inundável e ainda ele, o parque, vem com o benefício também de contenção de cheias. Se tu fores pensar num prejuízo que tem uma cheia para os dois municípios, como a cheia de 2008, ele já supera o valor do parque. Ele, com certeza, é a alternativa mais viável e também, se for pensar em nível de projeto, até um projeto da ideia até virar realidade, sair do papel e virar realidade, a gente tem em média 10 anos para isso acontecer. Que é o tempo que o parque já está sendo amadurecido, digamos assim. Então, hoje é o que temos de alternativa e validado por especialistas na área, de que vai resolver.

DIARINHO – Quem capta e fornece a água para consumo humano em Camboriú é a Emasa, empresa pública da vizinha Balneário Camboriú. Caso haja um colapso na captação de água, há algum acordo prévio entre as duas prefeituras ou mesmo com o comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Camboriú para que a Emasa não interrompa o fornecimento para Camboriú? Segundo moradores, essa interrupção no fornecimento costuma ser rotineira no verão.

Liara – O que existe é um acordo previamente feito. Até porque, nós já sabíamos que isso ia acontecer mais cedo ou mais tarde. Aí, ao longo deste ano, nós trabalhamos um plano verão, que é justamente pensar as ações que deveriam ser tomadas nesse momento de crise, para quando chegar a hora a gente simplesmente executar. Isso já foi levantado. Tanto é que essas ações que nós tomamos, a resposta rápida, foi justamente porque já tinha sido planejado. E isso foi um dos pontos elencados porque realmente a comunidade sempre fala isso. Especialmente no réveillon o pessoal comenta que se desligam as bombas para o fornecimento de Camboriú. Mas hoje a gente tem a concessionária, a Águas de Camboriú. Hoje, nos períodos de temporada, fica alguém, inclusive da concessionária, na virada do ano dentro da Emasa, justamente para não haver algum tipo de problema. Hoje se tem um contrato. Então, já há um acordo. A gente pode afirmar que não há interrupção do sistema. Até porque consegue fazer a leitura. Se deixa de vir, a gente consegue registrar. Então, podemos afirmar que isso não acontece mais. E há um acordo sim, que a interrupção seja proporcional para os dois municípios, se vier a ter um racionamento ou qualquer coisa do gênero, ela vai ser proporcional, considerando aí os históricos dos últimos anos. Considerando essa proporcionalidade é que se vai se fazer o rodízio.

DIARINHO – Recentemente, cerca de 300 pássaros da fauna nativa foram encontrados mortos próximos a arrozeiras de Camboriú. A fundação do Meio Ambiente chegou a investigar o caso? Essa mortandade pode estar ligada a um possível uso exagerado de agrotóxicos nos cultivos de arroz?

Liara – No momento que nós identificamos a mortalidade dos pássaros, nós inclusive estávamos junto com a polícia Militar. Quando tem risco, eles nos acompanham justamente pra garantir a integridade da fiscalização. Então eles estavam conosco e isso permitiu que a gente trabalhasse na esfera administrativa e eles na criminal. Então toda a investigação foi realizada em parceria com a polícia. Nós, aí, levamos o caso para a polícia Civil também. No mesmo dia conseguimos que a polícia Civil encaminhasse um representante do IGP, um perito, onde fez todas as coletas do monte de arroz onde havia uma possível contaminação e também de conteúdo estomacal de alguns pássaros. Mas ainda não tivemos uma devolutiva oficial do IGP. Está sendo investigado justamente para tentar verificar essa correlação com a atividade de rizicultura. Mas o fato é que foi ao lado de uma propriedade de arroz. O pessoal mais antigo comenta que era uma prática utilizada para evitar que os pássaros comam as sementes, que era justamente o momento em que estava acontecendo. [Então há suspeita de que não teria sido uma contaminação acidental pelo agrotóxico e sim teria sido um envenenamento dos pássaros para que não comessem as espigas do arroz?] Na verdade isso foi o que foi nos relatado por antigos produtores, mas que isso já não seria uma prática atual. Para afirmar isso, somente com o resultado do laudo do IGP. Tanto é que a gente não fez nem auto de infração nem nada assim, porque não teria como comprovar.

DIARINHO – Um outro problema grave do rio Camboriú é justamente a poluição. Camboriú passou anos sem qualquer investimento no saneamento básico e isso condenou o rio. Além da gestora da fundação do Meio Ambiente de Camboriú, você também acumula o cargo de secretária de Saneamento da prefeitura. Que desafios têm pela frente e há algum plano básico de saneamento municipal?

Liara – Os desafios são ainda maiores, porque com certeza o nosso maior problema ambiental, no município, é a ausência de tratamento de esgoto. Temos, sim, um plano de saneamento. Esse plano de saneamento foi aprovado lá em dezembro de 2015, até sem muita participação popular. Foi o que embasou a própria concessão da água na época. E o plano prevê que, se não me engano a partir do ano de 2021, que a concessionária de água estaria operando o sistema. Hoje, o que a gente tem, uma concessão que implanta o sistema de água, produtor de água, de abastecimento e apenas o sistema de esgoto. A responsabilidade pela implantação, na época era do município. [Então a empresa vai operar, ter o lucro da operação, mas o investimento vai partir dos cofres municipais?] Isso era o que estava previsto, porque havia na época um recurso de R$ 106 milhões. Só que esse recurso, até em 2016 nós verificamos que não viria mais por todas as contingências do governo federal. E hoje não tem possibilidade, não vislumbra recursos para implantação. E aí o que o poder público fez, entendendo isso como uma medida de extrema importância? Não tem como crescer, continuar crescendo, com a situação que a gente vive hoje, né? Então, nós iniciamos o diálogo no conselho de saneamento básico, do município de Camboriú, com a concessionária de água para que ela, então, faça os investimentos necessários para implantar a rede.  A concessionária elaborou um projeto e agora estamos em avaliação junto com o conselho de Saneamento para mudar ou não a concessão. Porque aí teria que ser feita uma repactuação para incluir a obrigação de fazer a implantação de agosto. [E a concessionária acatou?] Acatou. A concessionária também entende isso como importante, até porque é cobrada pela própria população.

DIARINHO – A praia central da vizinha Balneário Camboriú tem registrado fenômenos que estariam ligados, também,  à poluição: língua preta do canal do Marambaia, muitas algas que formam manchas escuras na praia e o alto índice de brizoários. Há uma explicação técnica para esses problemas? Eles poderiam estar ligados de alguma forma à poluição do rio Camboriú?

Liara – O canal do rio Marambaia, na verdade, é totalmente independente do rio Camboriú. Ele tem uma sub bacia própria, que desagua na praia Central. [Onde ele nasce?] As principais nascentes dele, hoje, já são aterradas, ali perto da rua 2500, e não existem mais. Mas ele ainda tem nascentes no morro do Ariribá. Ele vem pelo bairro Ariribá, mas a maior contribuição dele é da chuva e do próprio esgoto. Claro, obviamente, que tem correlação com a poluição. Tanto que na questão dos briozoários, estão relacionados com a matéria orgânica e aí, com isso, a gente realmente precisa enxergar o aspecto ambiental e o próprio saneamento como prioridade. Porque ele tá relacionado com inúmeras doenças de veiculação hídrica. [Quais exemplos?] Cólera, diarreia e até doenças de pele, especialmente num lugar onde temos o acesso de contato primário, que é a praia. Então há que se ver essas questões como essenciais. Especialmente em época eleitoral, que passamos agora, a gente ouve muito falar em saúde, educação, segurança e a questão ambiental ela só é vista quando chove muito ou quando falta água ou quando alguém não pode acessar a praia e daqui a um mês tá tudo certo, tá tudo resolvido e ninguém lembra. O que é que tu fazes sem água? O que é que tu fazes num momento de inundação? Tudo está em risco nesse momento. Então, por isso é que a gente defende tanto as questões ambientais para serem debatidas, para a sociedade trazer essa pauta pros governantes. Então é a nossa luta diária.

DIARINHO – Você vem da área técnica e também de um movimento social, que não deixa de ser, o  comitê das bacias hidrográficas. Hoje ocupa um cargo de gestão pública na prefeitura. Já sofreu alguma pressão política ou de algum outro setor, por ter tomado posturas técnicas e em defesa do meio ambiente?

Liara – Diariamente. Isso também acontece com outros. Agora, por exemplo, na última semana, nós tivemos o afastamento do nosso diretor de fiscalização da fundação do Meio Ambiente, que também é engenheiro ambiental e técnico, justamente por fazer o que era certo e recebeu aí inúmeras ameaças, literalmente uma coação para não executar o que era previsto. A gente passou o caso para a polícia e está sendo investigado. Até porque foi uma ameaça bastante grave, que foi passada à família. Ele se afastou, não tá mais relacionado justamente para resguardar a sua segurança. E isso acontece conosco também. Ameaças à nossa vida é quase uma vez por mês que acontecem. Meu carro, há um mês, foi totalmente riscado pela sociedade não entender que o que a gente faz ali não é pessoal, não é por mal que a gente diz que essa obra não pode ser na beira do rio ou que não libera uma luz num loteamento irregular. Não é! É justamente porque se defende os direitos coletivos. Cumprir regras para ter um futuro que não é tão longe assim.

 

Raio X

Nome: Liara Rotta Padilha Schetinger

Idade: 27

Natural de: Balneário Camboriú

Estado civil: Casada

Filhos: Um

Formação: Engenheira ambiental

Experiências: Já atuou como assessora ambiental do comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Camboriú e hoje atua como secretária-executiva do órgão, consultora na área de recursos hídricos com experiência na produção de planos de gerenciamento de bacias hidrográficas, atual presidente da fundação do Meio Ambiente de Camboriú e também atual responsável pela secretaria de Saneamento da prefeitura.

 

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