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Entrevistão com os candidatos à prefeitura de Bombinhas

Bombinhas é famosa pelas preciosas praias e pela cultura ligada à pesca. A população, de cerca de 20 mil habitantes, é multiplicada por 10 durante os meses de verão, quando a cidade vira uma das mecas do turismo catarinense. As belezas naturais são o grande diferencial do município, que tem como motor da sua economia o turismo. Entre as principais queixas dos visitantes estão o único acesso, que ocasiona longas e demoradas filas desde a BR 101, a falta de água crônica nos meses mais quentes do ano e a cobrança da taxa de preservação ambiental que limita o acesso à cidade. O prefeito Paulo Muller (DEM) busca a reeleição e enfrenta o administrador de empresas Mario Pera (PSDB) e o subtenente da reserva dos bombeiros, Clodomar da Silva (PL). Pra ajudar o eleitor a escolher o próximo prefeito de Bombinhas, a jornalista Franciele Marcon entrevistou os três candidatos. As fotos são de Fabrício Pitella. 

Raio X | Clodomar da Silva (PL) 

NOME: Clodomar da Silva

NATURAL: Tenente Portela [RS]

IDADE: 49 anos

ESTADO CIVIL: Casado

FILHOS: dois

FORMAÇÃO: Direito, pós-graduado em Engenharia de Segurança, Direito Ambiental e Gestão de Risco Sócio  Ambiental.

TRAJETÓRIA POLÍTICA: estreante.

Hoje a gente vê que a TPA acaba trazendo prejuízo para o turismo de Bombinhas”

 

Raio X | Mario Pera (PSDB)

NOME: Mario Pera

NATURAL: São João Batista

IDADE: 59 anos

ESTADO CIVIL: casado

FILHOS: dois

FORMAÇÃO:  administrador de empresas, Direito e MBA em Gestão

TRAJETÓRIA POLÍTICA: foi vereador em Gaspar entre 1993/1996 e suplente de deputado estadual em 1998.

Os jovens chegam ao mercado de trabalho e não têm opção de emprego em Bombinhas”

 

Raio X | Paulo Muller (DEM)

NOME: Paulo H. Dalago Muller

NATURAL: Canoinhas

IDADE: 40 anos

ESTADO CIVIL: casado

FILHOS: um 

FORMAÇÃO: em Administração e Gestão de Trânsito

TRAJETÓRIA POLÍTICA: eleito vice-prefeito em 2012 e reeleito em 2016.Assumiu a prefeitura em abril de 2017, com a eleição da deputada Paulinha

A gente acredita que essa temporada não terá mais falta d’agua”

DIARINHO – Bombinhas vê sua população multiplicar na temporada de verão e registra grande número de visitantes a cada feriado.  Um problema recorrente tem sido a  falta de água. A Águas de Bombinhas, concessionária que toca o serviço de água e esgoto, promoveu algumas melhorias no sistema, mas a falta de água continua crônica. Como resolver essa questão do fornecimento de maneira definitiva?

Clodomar: Se eu for eleito, nós vamos buscar que a Águas de Bombinhas cumpra o contrato. Eu creio que no contrato tenha até determinado número de habitantes que ela tem obrigação de atender. E sabemos que na temporada esse número acaba extrapolando. Nós teremos que analisar muito bem o contrato de Bombinhas e buscar uma solução para resolver o problema de água.

Mario: Eu tenho uma frase muito simples: se a conta chega, a água tem que chegar. É muito fácil, no sentido de diagnosticar a necessidade da chegada da água, se você, se a empresa, já tem todo o cadastro do consumidor. A demanda é em cima, naturalmente, das unidades habitacionais que o município possui. Um planejamento e uma projeção da necessidade de abastecimento pra alta temporada de verão é apenas a questão estatística e de planejamento. Evidentemente que vai ser necessário investimento para o armazenamento de água. Maior volume no período da alta temporada. Por isso é um desafio pra concessionária, é um desafio pro município, que tem que exigir isso contratualmente. A falta d’agua prejudica a população residente e prejudica os nossos visitantes, os nossos turistas, que são sempre muito bem-vindos.

Paulo: A população de Bombinhas não duplica, ela fica 10 vezes maior. Só esse final de semana, por exemplo, nós tivemos 200 mil pessoas dentro da cidade. A população é de 20 mil, então é 10 vezes mais. Na verdade, antes, com a Casan, a gente tinha uma produção de apenas 60 litros por segundo. Com a Águas de Bombinhas nós já temos 190 litros por segundo. Ano passado a gente teve um problema que foi o rompimento da adutora, mas nesse feriado [12 de outubro], por exemplo, não tivemos nenhum episódio de falta d’água. Ao contrário, ainda teve água em abundância. A gente acredita que já pra essa temporada não terá mais problema de falta d’agua em nenhum bairro da cidade.

DIARINHO – O projeto que prevê o fim da cobrança de taxas como a TPA avançou na assembleia Legislativa. A chamada PEC dos Pedágios Urbanos foi aprovada em primeiro turno e a tendência é que seja aprovada em segundo também. A taxa pode vir a ser extinta. Apesar de criticada, a TPA representa fonte de arrecadação garantida ao município.  Na sua opinião, a TPA deve ser extinta? Qual impacto a extinção causaria para Bombinhas?

Clodomar: A sua implantação seria uma coisa boa ao município, mas com o passar dos anos, o recurso que entra na TPA não está sendo destinado para a sua finalidade: investir 100% no meio ambiente. Por exemplo, iria se indenizar os donos das propriedades lá da costeira de Zimbros e transformar numa área verde. Iria se investir maciçamente no meio ambiente. E isso não aconteceu! Hoje a gente vê que TPA acaba trazendo prejuízo para o turismo de Bombinhas. Porque ela acaba penalizando as pessoas que vão e se hospedam muitos dias na cidade. Deu um dia de chuva, ela precisar sair, por exemplo, e visitar outra cidade, ela vai ter que pagar novamente a TPA. Da forma que está, nós somos favoráveis a extinguir a TPA em Bombinhas.

Mario: A TPA não precisaria ser extinta. A TPA precisa ser revista na sua concepção e na sua destinação de recursos. Eu sou totalmente contrário como ela se encontra. A forma de concessão, a empresa que faz o controle da entrada e saída de veículos, o custo disso, que representa um valor consideravelmente alto. E, portanto, nos primeiros anos, a empresa acabou tendo uma arrecadação direta muito maior do que o que sobrou ao município, dada a quantidade de inadimplentes e aquilo que foi arrecadado. Ela não pode ser um componente do volume de recursos do orçamento corrente. Isso é uma taxa específica, especial para atender um ponto específico, o meio ambiente. Ela acabou caindo no caixa do município, no caixa geral, e se transformando num aporte pra fazer frente a despesas que já tinham recursos pra isso, que é a taxa de lixo, que é a limpeza de praia. As administrações de Bombinhas já faziam coleta do lixo e limpavam as praias. (…) O que acontece é que a TPA não pode ser um componente do orçamento geral do município. Se ela for mantida tem que ser específica para atender ao que foi criada.

Paulo: A PEC não tem nada a ver com a TPA de Bombinhas, ao contrário, ela incentiva a TPA de Bombinhas. Os próprios deputados nas suas falas falam que a TPA de Bombinhas permanece. Porque a TPA de Bombinhas é uma taxa de preservação ambiental. E a PEC do deputado Ivan Naatz fala do pedágio urbano, então são coisas totalmente diferentes. Não afeta em nada, nem a taxa de preservação de Bombinhas e muito menos a de Governador Celso Ramos. A TPA é uma taxa importante à cidade. Imagine uma cidade com 20 mil habitantes e que tem o impacto de receber 10 vezes o número de visitantes. Porque que isso é importante? É importante porque se não tiver a taxa de preservação ambiental o município é obrigado a tirar o dinheiro do IPTU, dos recursos próprios que pra investir na temporada. Tendo a TPA, é o contrário. O município consegue fazer com que os recursos que arrecada do imposto do cidadão, do IPTU, por exemplo, de ITBI, sejam revertidos diretamente à população. Por isso, nesses últimos anos, Bombinhas conseguiu investir mais de R$ 400 milhões em obras, mais de 400 obras foram feitas na cidade.

DIARINHO – A promessa de um segundo acesso a Bombinhas vem de décadas, mas a obra causaria um grande impacto ambiental e ainda não avançou porque há ações do MPF questionando o licenciamento. Se o senhor for eleito prefeito como pretende resolver o problema de congestionamentos e de dificuldades de acessos à cidade, em curto ou médio prazo?

Clodomar: Na atualidade eles estão buscando um segundo acesso, mas que não vai resolver o problema de mobilidade. Porque vai acabar jogando o trânsito todo para o centro de Porto Belo, que só tem uma única via de saída. Nós pretendemos buscar junto aos órgãos ambientais, principalmente no âmbito federal, que seja liberado o acesso antigo, lá pelo morro, lá em cima. Tinha alguns entraves ambientais ali, que o MPF não concordava com o projeto feito na época, que era a questão da proteção da vida dos animais que ali vivem. A proteção por telas nas laterais e também a questão de fiscalização para inibir construções naquela área. Eu acho que não vai faltar vontade pra nossa gestão de buscar esses acertos. A questão do segundo acesso para Bombinhas é primordial. Principalmente na questão de deslocamento de veículos de emergência.

Mario: Não tem como resolver o problema dos congestionamentos, das filas intermináveis, se não houver um segundo acesso. Bombinhas tem uma ligação com a principal rodovia do sul do Brasil, a BR-101, através do perímetro urbano, da área urbana de Porto Belo. É praticamente impossível você determinar mobilidade maior a partir de um município que tem as suas próprias regras, os seus próprios condicionamentos na questão do trânsito. Nós precisamos ter um segundo acesso. A questão ambiental pode ser resolvida através de uma orientação, de um encaminhamento que seja propício, próprio, adequado. É uma questão até de vida ou morte, dada as condições da impossibilidade de se movimentar, como ontem, no feriado de 12 de outubro, que já foi assim. Eu sempre digo: há mais prejuízo ao meio ambiente com o gás carbônico gerado pelos veículos parados e motores ligados nas filas do que uma rodovia que possa ser construída com limites para que não haja construções ao longo dela, que haja um respeito ao próprio ambiente onde ela for passar.  Isso vai dar a Bombinhas a possibilidade de oferecer não só aos visitantes, mas em primeiro lugar, aos seus moradores, uma saída e uma entrada, uma passagem, com mais fluidez, até mesmo pra baixa temporada.

Paulo: No final de outubro vamos assinar um convênio com o governo do Estado, para a pavimentação do morro de Zimbros e do morro de Porto Belo. São R$ 12 milhões. Foi a deputada Paulinha que conseguiu esses recursos. Nós vamos pavimentar e a obra será licitada ainda esse ano. Passando a temporada, a gente inicia. Porque pavimentando o morro, sem dúvida nenhuma já melhora muito a mobilidade da cidade, principalmente pra quem entra. A questão do segundo acesso, ela avançou e avançou muito. O MPF inclusive já disse ok. Só estão faltando duas audiências públicas que têm que ser convocadas pelo IMA, que é o órgão ambiental do estado.

DIARINHO – A falta de mobilidade urbana, de maneira geral, continua sendo um dos problemas de Bombinhas. Além do grande fluxo de veículos, faltam calçadas,  pavimentação de qualidade, ciclofaixas e falta de acessibilidade para portadores de deficiências. Como o senhor pretende mudar essa realidade?

Clodomar: Nós faremos um projeto para melhorar a questão de mobilidade, valorizando o ciclista, o cadeirante. E buscaremos, através de projetos junto ao Conselho de Cidades em Brasília, verbas para tornar isso realidade. Bombinhas foi uma cidade, enquanto pertencia a Porto Belo, que não foi planejada para esse desenvolvimento que ela está tendo hoje. Então, cabe aos gestores atuais buscar uma forma de resolver esses problemas e tentar tornar o mais acessível possível para nossos visitantes e turistas.

Mario: Isso tudo são temas prioritários estabelecidos para uma cidade que prometeu ser sustentável. Você não pode imaginar uma cidade sustentável que não tem mobilidade a partir do básico, que são calçadas contínuas, acessibilidade nas calçadas. Se você imagina que a prefeitura de Bombinhas, no momento, não tem um elevador pra chegar no segundo andar do prédio onde tem o gabinete do prefeito, você pode perceber que não há uma prioridade quanto a mobilidade. Os cidadãos que não têm capacidade física de acessar o segundo andar, nunca vão chegar ao gabinete do prefeito, muito menos na secretária de saúde que fica no primeiro andar. É importante dizer que em 28 anos do município não se criou, não se construiu nenhuma via alternativa para o trânsito; são as mesmas do passado. Inclusive as atuais foram estreitadas, com a reurbanização, sem se criar qualquer novo binário de trânsito, anel viário, artéria que pudesse conduzir de um bairro pro outro e que possibilitasse tirar esse trânsito caótico, não só na questão da saída da cidade pra 101, mas também na movimentação interna entre os próprios bairros.

Paulo: Eu acho que essa pergunta não cabe muito a Bombinhas. Até porque todas as avenidas têm ciclovias, acessibilidade, calçadas. Eu acho que não cai muito bem isso aí. Eu acho que vocês tinham que reformular isso aí. Me desculpe. É só tu chegar em Bombinhas e ver. Está lá.

DIARINHO – Bombinhas depende economicamente do turismo. Como diversificar a matriz econômica ou gerar atrativos para que a cidade tenha oferta de empregos e geração de riquezas todos os meses do ano?

Clodomar: Esse é um dos grandes problemas que o nosso município tem. Nós temos uma grande rede hoteleira, uma boa gastronomia, um povo acolhedor. Mas nós temos dificuldade de trazer turista pro inverno. Então, de repente, pra resolver essa questão, construir uma área, um centro de eventos que possa atrair eventos para Bombinhas. Como pré-gideões, encontro nacional de grandes empresas e explorar mais a questão de eventos náuticos, esportes aquáticos, para aproveitar o que a natureza já nos oferece.

Mario: A questão sazonal pra uma cidade que tem o apelo do mar, das praias, é no mundo inteiro. Você diminui a sazonalidade, essa dependência total do verão, com atrativos que venham fazer parte do elenco de atividades. Nós temos que ter eventos corporativos, empresariais, eventos de negócios, feiras. Nós estamos entre os cinco maiores municípios em termos de leitos de hospedagem. Nós temos a gastronomia variada e boa. Nós temos serviços. A cidade já se movimenta no ano inteiro na sua situação doméstica, do dia-a-dia. Eventos culturais, eventos esportivos, porque o mar oferece possibilidade. Pra isso nós precisamos ter um centro de eventos pra acolher eventos de porte médio. A cidade não precisa ter um grande centro de eventos, mas que possa oferecer essas opções que hoje outros municípios já fazem.

Paulo: Este ano, por conta da pandemia, a gente não conseguiu botar em prática. Mas a gente já estava investindo muito na questão do turismo de inverno também. Principalmente ligado à questão da pesca, principalmente ligado à questão da cultura. Nós temos 10 engenhos de farinha da cidade. De uns dois anos pra cá, Bombinhas se tornou uma das grandes pérolas do Brasil. Tanto é que nós já somos o quinto destino turístico mais procurado. Estamos à frente de Fortaleza, estamos à frente de Salvador…. O município vem se diversificando a cada ano que passa. Mas agora, sem dúvida nenhuma, os investimentos também serão voltados pro turismo de inverno.A gente vai investir também muito na questão dos eventos náuticos. Campeonato de jet-ski, vela…

DIARINHO – A saúde sempre foi fonte de reclamações da comunidade. Bombinhas não tem hospital e dispõe de um PA para atender as emergências.  Se for eleito, qual a sua proposta para melhorias na saúde?

Clodomar: Os problemas da saúde eu conheço muito bem. Em virtude da minha atividade anterior de bombeiro. Nós temos hoje no município as unidades de saúde funcionando dentro do esperado. Nós temos dificuldade na complexidade, que é a continuidade do atendimento. Um dos maiores problemas dos hospitais da região, principalmente do Ruth, do Pequeno Anjo, do Marieta, que recebem os pacientes de Bombinhas para dar continuidade ao atendimento, é que Bombinhas não está dando a contrapartida financeira. Também, de repente, buscar uma forma de consórcio entre Itapema, Porto Belo e Bombinhas e construir um hospital na região para atender essa demanda.

Mario: É muito difícil para um município que tem 20 mil habitantes ter um hospital. A gente já sabe que os hospitais acabam não tendo condições de se sustentar. É preciso dizer o seguinte: a saúde é a gestão. Nós precisamos direcionar os recursos, reduzir as despesas administrativas e partir para o alcance de investimento operacional, diminuindo a demora no atendimento dos procedimentos, nos exames. Você não pode falar de saúde de qualidade se uma pessoa espera seis meses pra ter um raio-x, pra ter um exame, pra fazer uma endoscopia, um ultrassom. Equipamentos físicos nós temos, os postos de saúde, a UPA, é preciso agora otimizar os recursos e agilizar esse aproveitando dos profissionais que são de qualidade. Tudo é questão de gestão e otimização dos recursos.

Paulo: Bombinhas é a cidade que tem o melhor sistema de saúde de Santa Catarina, entre os municípios de até 25 mil habitantes. Já foi premiado por três anos consecutivos. Nós não temos um PA, nós temos uma UPA, uma unidade de pronto atendimento 24h. Melhor que a de Itajaí. O que a gente vai continuar é melhorando esse serviço de excelência que o município já faz. Um município como Bombinhas, pequeno desses, e  tem um convênio com hospitais, por exemplo. O município repassa dinheiro para o Marieta, assim como repassa para o Ruth Cardoso.

DIARINHO – O Ideb demonstrou que a educação de Bombinhas teve média alta na avaliação nacional, de 6,6, nos anos iniciais. A cidade dispõe de uma escola integral que é referência. Se o senhor for eleito, vai continuar investindo em mais escolas integrais  Qual o seu plano para a educação?

Clodomar: Eu pretendo utilizar aquela escola integral e transformar num colégio cívico-militar. E também pretendo firmar convênios com o Senai, Senac, pra trazer cursos técnicos profissionalizantes para os nossos jovens. Para eles fazerem o segundo grau e já saírem com uma profissão. Para que e possa depois ter uma renda e dar continuidade ao ensino superior.

Mario: A escola de tempo integral tem problemas a serem resolvidos. É preciso ouvir a comunidade escolar. Tanto os pais, os alunos e até os profissionais, professores, demais integrantes, pra saber da situação, de como se dá esse processo de escola de tempo integral em Bombinhas. Não sei se ela é uma referência para o Brasil porque há sérios problemas em questões administrativas e de efetiva resposta aquilo que se propõe a ser uma escola de tempo integral.

Paulo: Escolas de tempo integral são a grande mola propulsora pra deixar a educação do Brasil ainda melhor. A gente copia cidades do Ceará, que é exemplo, uma das maiores notas do Ideb. A gente conseguiu fazer isso pro fundamental. A gente quer ampliar e fazer um sistema diferente pros anos iniciais, quem sabe construir também uma escola um pouco maior. A gente vai mais que dobrar os investimentos na área da educação na próxima gestão.

DIARINHO – O senhor sugeriu um segundo acesso à cidade pela região costeira, numa área que é de Marinha. A sua proposta desagradou ambientalistas. Bombinhas é famosa pelas belezas naturais e natureza ainda bastante preservada. A questão ambiental não lhe preocupa? Como vai agir no cuidado ao meio ambiente se for eleito?

 

Clodomar: A questão ambiental é uma preocupação. Porque nossa maior riqueza em Bombinhas é o meio ambiente. São as riquezas naturais que a natureza nos fornece… A questão que eu falei sobre a costeira de Zimbros é porque está contemplando o projeto Orla. Mas hoje se perguntar pra mim qual seria a melhor opção, é a aquela estrada que já foi aberta lá por cima do morro, entendeu? Tem que fazer alguns acertos e buscar autorização do MPF e fazer por lá o trajeto.

 

DIARINHO – O senhor é empresário, ligado à família Schurmann, e foi presidente da Associação Empresarial de Bombinhas. Seus opositores dizem que o senhor se lançou candidato para representar os interesses do empresariado. Como responde essas criticas?

Mario: Eu tenho uma vivência com toda classe. Eu não sou empresário. Eu sou dono de uma pequena empresa. Eu fui gestor de uma grande empresa em Bombinhas. Nós fizemos um trabalho muito bom em termo de turismo. (…) Até porque eu não vou representar a classe empresarial em função de que Bombinhas não tem um grande parque empresarial. São pequenas e médias empresas, microempresas, que atuam, principalmente, voltadas ao setor do turismo. Nós temos uma grande deficiência de qualificação da mão de obra. Nós precisamos melhorar a oferta de cursos profissionalizantes para os jovens. Hoje os jovens chegam ao mercado de trabalho e não têm opção de emprego em Bombinhas. Eles estão limitados a uma certa área da economia.

 

DIARINHO – Seus opositores lhe acusam de manter baixos salários aos servidores e inflar a máquina pública com cargos comissionados. O senhor teria histórico de perseguição a servidores. Também tem tido atritos com o legislativo. Como pretende se relacionar com os vereadores e os servidores se for reeleito?

 

Paulo: Os servidores públicos de Bombinhas têm bons salários. Inclusive os médicos da cidade são os que mais ganham em toda a região. Com relação à questão de atritos com o poder legislativo: traidores são tratados como traidores. Não se discute em relação a isso. A prefeitura de Bombinhas é a que menos tem cargos comissionados em toda Amfri. Tanto é que nós não temos mais de 80 cargos comissionados. Itajaí tem 800, Balneário Camboriú tem quase 500. Nós temos 1070 funcionários. Menos de 10% dos funcionários são cargos comissionados. E tem uma outra questão muito importante: 90% dos secretários da prefeitura são efetivos. São funcionários efetivos e não são políticos.

 

 
 
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