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Edison d’Ávila

Historiador e professor
“Se forçou um pouco a mão pra dizer que nós tivemos uma colonização açoriana”
Quase quatro décadas depois, um livro de leitura obrigatória entre estudantes, historiadores e pesquisadores sobre as origens de Itajaí volta a ser publicado. Com três vezes o tamanho original, a obra “A Pequena História de Itajaí”, do professor Edison d’Ávila, já não é tão pequena assim. Ele mesmo admite que já não é o mesmo historiador de antes, que aprendeu muito nesse tempo. Nesta entrevista ao jornalista Sandro Silva, Edison d’Ávila dá uma palhinha do que esperar da obra revisada, que será lançada no próximo dia 29. Ele fala da polêmica dúvida sobre quem foi o fundador de Itajaí e comenta sobre um episódio de levante popular na cidade, conhecido como “A Revolta da Carne”, que resultou na morte de um operário pela polícia e que costuma ser esquecido pelos livros de história. Os cliques são de Franciele Marcon e Fabrício Pitella.

“Apesar do que algumas pessoas pensam, a história não é uma coisa parada lá no passado. A história é também uma ciência que avança
DIARINHO – O senhor lança, no dia 29 de agosto, uma segunda edição do livro A Pequena História de Itajaí. São 36 anos entre uma edição e a outra. O que muda no livro?
Edison d’Ávila – Muda bastante. Começamos pelo tamanho do livro. São 29 capítulos. Então houve um aumento do número de capítulos e houve, também, um aumento de páginas. A primeira edição tinha cerca de 100 páginas. Esta nova edição são 384 páginas. [Será, então, a ‘Grande História de Itajaí’…] Sim. Algumas pessoas já me chamaram a atenção, “mas, não é um paradoxo, um livro de 384 páginas se chamar ‘Pequena História’?”. É que, na verdade, o meu projeto era fazer uma segunda edição e daí, por isso, conservei o nome, apesar da extensão do livro. Muda então a extensão do livro, muda também nesses 36 anos o enfoque historiográfico. Porque quando eu escrevi o livro, há 36 anos, eu era um historiador diletante. Estava iniciando no estudo, no gosto pela história. Hoje eu já sou um historiador formado. Já li e já pesquisei muito mais coisas e já tenho uma outra visão da história e de como se escreve história. Aprendi muito nesses 36 anos. Muito mais. Então as abordagens, cada capítulo foi reescrito. Muitos outros historiadores aqui em Itajaí, em Santa Catarina também, pesquisaram muito. Porque apesar do que algumas pessoas pensam, a história não é uma coisa parada lá no passado. A história é também uma ciência que avança. Novas coisas são descobertas, novos materiais são postos ao conhecimento e então isso avança. É um livro novo na abordagem historiográfica, na dimensão e no conhecimento histórico, novo, que ele traz […].

DIARINHO – O escritor e memorialista Cláudio Bersi de Souza, de Penha, tem uma teoria diferente da oficial para a fundação de Itajaí. Segundo ele, o fundador não foi Agostinho Alves Ramos e sim Antônio Menezes Vasconcelos Drumond, que chegou aqui em 1820, três anos antes. Há algum fundamento nessa teoria?
Edison d’Ávila – Eu penso que não é uma pequena polêmica. É uma grande polêmica que não só afeta à questão da fundação de Itajaí, do fundador de Itajaí, da data da fundação. Afeta a muitas comunidades, a muitas cidades do Brasil. Eu não entro nessa polêmica porque eu sou daquela linha de historiadores que não julga ser válido, significativo, definir-se exatamente quem é o fundador, quando foi a data de fundação, quando nós temos várias correntes, várias opções ou várias situações que não estão definidas. E é o caso de Itajaí. Por exemplo, tomando a situação de Blumenau. Blumenau foi uma colônia que foi planejada adredemente [intencionalmente] pelo doutor Blumenau desde a Alemanha, não é? Que juntou os colonos, veio pra cá e montou seu estabelecimento colonial. Então você tem tudo isso de forma clara, documentada e historicamente você pode afirmar quem foi o fundador, quando ele chegou, data, nome. [Nesse caso, os registros estão claros…] Todos os registros. Mas outras cidades não têm isso. Você não tem essa certeza. Você não tem essa documentação. Não tem os registros. Documentação não precisa ser escrita. Pode ser também oral. Mas nós não temos isso. Então, pra que entrar nessas divididas? Nós temos essas duas correntes, diríamos assim, historiográficas: Vasconcelos Drumond, 1820, e Agostinho Alves Ramos, 1823, 1824. Como nós não temos certeza documentada para tomar partido por um ou por outro, eu como historiador prefiro fazer um capítulo para o Vasconcelos Drumond e faço um capítulo para o Agostinho Alves Ramos. Tomo essa prudência. Por quê? Porque não há como, historicamente, sob o meu ponto de vista, definir a questão nem de quem foi o fundador nem quando foi fundada Itajaí. E não vi em nenhum dos dois uma intencionalidade de fundação da cidade de Itajaí. [Diferente de Blumenau…]É, diferente de Blumenau. “Vou sair da Alemanha para fundar Blumenau”. Eu, agora, valorizo, sim, o Vasconcelos Drumond como o primeiro que veio para montar uma colônia no Vale do Itajaí. O papel do Drumond é importante porque com ele teve início a colonização, a obra colonizadora que resultou nessa beleza que foi a colonização do Vale, econômica, social, cultural. Itajaí, Blumenau, Brusque, Rio do Sul. São açorianos, portugueses, italianos, alemães, polacos, sírio-libaneses etc; essa beleza. Quem deu início a esse processo? Vasconcelos Drumond e a colônia que ele deu início ali na Itaipava, no Tabuleiro.

DIARINHO – Já que o senhor citou vários grupos, outra polêmica relacionada com a história de Itajaí é sobre qual população ou grupo de europeus que, hegemonicamente, foram responsáveis pelo desenvolvimento. Uns apontam os açorianos e portugueses e até se criou aqui a Marejada, a Festa Portuguesa e do Pescado. Outros dizem que foram os alemães. Afinal, qual o colonizador mais importante da história de Itajaí?
Edison d’Ávila – Eu tenho um capítulo em que eu trato das gentes itajaienses, origens das gentes itajaienses, origens e números. E eu conto, eu narro as pessoas que chegaram aqui. Nós tivemos primeiro os vicentistas, paulistas, poucos. Naquela época, século 17, 18, todos eram portugueses, porque o Brasil ainda não era independente. Depois vieram os açorianos, 1758 pra frente. Esse pessoal de origem portuguesa, açorianos também, formou a base da população. Então o nosso primeiro povoamento basicamente se fez com essa população luso-açoriana. Chamar luso-açoriano é uma coisa redundante, porque o açoriano é português. Então diríamos assim, essa base lusitana. A portuguesa foi a base. Essa população marcou etnicamente e culturalmente a comunidade itajaiense. Depois, na segunda metade do século 19, com o Brasil já independente, vieram os alemães para as colônias do Vale. Blumenau e Brusque, principalmente. Luiz Alves também alguma coisa. E muitos deles acabaram vindo para Itajaí, se fixando aqui, principalmente como comerciantes. [Subiram e desceram o Vale ou já ficaram por aqui?] A maioria subiu e desceu. Outros já ficaram por aqui. Alguns também vieram da colônia São Pedro de Alcântara, que tinha sido fundada em 1824 [na região da hoje Grande Florianópolis], mais antiga que a colonização do Vale do Itajaí e se fixaram aqui. Essa população, no começo do século 20, não ia além de 900 pessoas, numa população que na época chegava a três mil, quatro mil pessoas na cidade de Itajaí. Eles tinham essa proporção. Então, na verdade, a marca, maioria, era sempre lusa, portuguesa, luso-açoriana. Os alemães se destacaram porque eles tiveram proeminência na economia, no comércio, principalmente o comércio portuário. Houve grandes comerciantes de importação e exportação. E por isso ascenderam economicamente, socialmente e politicamente. E aí se destacaram nos cargos públicos, de vereadores, prefeitos, deputados e outros depois chegaram a governador e senador da República. Taí o exemplo de Lauro Müller, né!? Então, exatamente, os alemães marcaram a paisagem social, econômica e política de Itajaí. Mas, culturalmente, por exemplo, os alemães poucas marcas deixaram em Itajaí. Nós tivemos como marcas culturais dos alemães a sociedade dos Atiradores, Schuetezen Verein Itajahy, na época até a Segunda Guerra. Depois na Segunda Guerra fechou e quando reabriu, reabriu como Clube de Caça e Tiro Vasconcelos Drumond. A comunidade luterana, que tinha sua igreja, que também ficou fechada durante a Segunda Guerra Mundial e depois reabriu e hoje permanece. A comunidade alemã ficou presente no meio social, mas ela não teve uma marca cultural forte. Ela teve uma marca econômica, teve uma marca política e teve uma marca social porque as pessoas se destacavam na sociedade. Mas culturalmente, não. Por isso que quando nos anos 80 se foi atrás de uma festa étnica, de fundo turístico, não se tinha como buscar a marca cultural alemã. [Oktober aqui não caberia, né?] Não caberia! Claro, Blumenau e Brusque dariam muito mais condições. Então se buscou a marca portuguesa. Mas aí se forçou um pouco a mão pra dizer que nós tivemos uma colonização açoriana. Sim, aí também se forçou um pouco a coisa.

DIARINHO – Costuma-se dizer que Itajaí é o berço das oligarquias políticas de Santa Catarina. Até que ponto isso é verdade, até que ponto é exagero? O que baliza essa afirmação ainda tão comum de ser ouvida?
Edison d’Ávila – Na verdade, Itajaí foi berço de algumas famílias políticas. [Por exemplo?] Müller, a família Müller. Começamos com a família Müller. Nós tivemos Lauro Müller, Eugênio Müller, Andrade Müller, que era filho do Lauro Müller. Dos três, Lauro foi governador, foi deputado, foi senador, foi ministro. Eugênio Müller foi deputado, foi vice-governador. Teve destaque. Foi prefeito. Embora eleito, não tomou posse por causa da revolução federalista. Depois nós temos a família Asseburg. O Guilherme Asseburg foi deputado, foi vereador, foi presidente da câmara, foi deputado provincial na época do Império. E o filho dele, o Félix Busso Asseburg, foi vereador, foi deputado estadual. Duas famílias já. Depois nós tivemos a família Konder, que todo mundo conhece. Os vários Konder. Teve deputado, prefeito, ministro, governador e tal. Tivemos a família Bauer. Tivemos dois prefeitos, Arno e Paulo Bauer. Vereador, deputado. Tivemos a família Bornhausen, que tivemos prefeito, vereador, governador, ministro. Acho que foram essas famílias. [Alguma família de origem portuguesa?] Família de origem portuguesa nós tivemos a Liberato. Foi bom você me lembrar. A família Liberato foi a primeira família política de destaque logo que Itajaí se emancipou. Tanto que o Joaquim Pereira Liberato foi o primeiro presidente da câmara. O irmão dele foi presidente da câmara, além de serem vereadores os dois, e foi deputado provincial também. E depois foram vereadores ao longo do tempo e eles, durante a primeira República, foram destaques os Liberatos. Que eram os opositores do Pedro Ferreira. [Então os Ferreira eram de outra família política de destaque?] Não. Os Ferreira só ele, o doutor Ivo Stein Ferreira, que era filho do Pedro Ferreira, tentou fazer uma carreira política, mas não avançou. Agora, a questão da oligarquia, é uma questão de ponto de vista. É uma questão de análise e interpretação histórica e sociológica. Há quem entenda como oligarquia, há quem entenda como família política. Por que eu me lembro das muitas conversas que tive com o doutor Antônio Carlos Konder Reis, que é da família Konder, ele sempre me dizia: “nós somos uma família política”. Portanto, estava subentendido que ele não entendia a família Konder como uma oligarquia. Mas há uma linha historiográfica, de historiadores, de sociólogos e jornalistas, inclusive, que rotulam como oligarquia, que é um governo de uma família. Mas eu tenho as minhas dúvidas sobre essa interpretação, porque, por exemplo, os Konder… Eles uma hora estavam no governo, outra hora não estavam. E nunca governaram sozinhos. Então perdiam eleições… Aqui em Itajaí, que era a terra dos Konder, poucas vezes eles ganharam eleições. Era interessante isso: poucas vezes ganhavam eleições em Itajaí. Era muito comum eles perderem eleição aqui, se você analisar o resultado das eleições.

DIARINHO – No final da década de 50 do século passado, houve um episódio em Itajaí chamado “A Revolta da Carne”. Teriam vindo tropas da Capital para conter uma manifestação popular e a ameaça de se atacar armazéns na altura da rua Brusque. Um operário chegou a morrer. Por que não se conhece muitos detalhes dessa história? O que realmente aconteceu naquele ano de 1958?
Edison d’Ávila – Deixa eu te dizer, nesta segunda edição do livro, eu resgato um pouco, pela primeira vez, acho, a história de partidos de esquerda em Itajaí. Por exemplo, o começo do partido comunista, os líderes da esquerda, 1920, eu resgato. Como também faço resgate do outro extremo, o partido Integralista, a Ação Integralista Brasileira. O meu livro, especificamente, essa segunda edição revista e ampliada, que vou lançar, não aborda esse episódio em detalhe porque não caberia no livro. Mas no capítulo que eu falo sobre a política da República Nova, pós-30, a nova República, depois do fim do regime militar, eu falo das questões ideológicas até o surgimento do PT etc. Eu falo daquele clima de direita e esquerda. Mas não detalho isso. Agora, eu tenho um artigo que publiquei no anuário de Itajaí de 2014, que tem o título de “1964 Aqui”, em Itajaí. E aí eu abordo, inclusive cito o nome do operário, o Bruno Silva. [O que é que aconteceu naquele episódio?] Na verdade, foi o seguinte, os partidos de esquerda, o partido comunista naquela segunda metade dos anos 50, ele tomou como linha partidária agir socialmente e no sentido da mobilização social. E a questão, vamos dizer, momentosa da época, era o custo de vida. Como se dizia na época, a carestia. E ele, então, começou a agir nesse sentido. Aqui em Itajaí, dominava o comércio da carne verde, como se dizia na época, que era a carne fresca, a família Werner, que buscava os bois em Lages [era da região da Ressacada e do Dom Bosco, é isso?]. Isso, exatamente. E essa carne verde era na época tabela. O preço era tabelado pela prefeitura, imagina, né? E aí o movimento, o partido comunista, ele tinha líderes, membros que atuavam nos sindicatos. E ele então mobilizou os sindicatos, que não sei se tinham essa consciência. Isso precisaria detalhar mais. E eles se mobilizaram então numa marcha contra a carestia e contra o preço exorbitante da carne fresca, da carne verde, e foram para a frente da prefeitura, que hoje é o museu Histórico, exigir que o prefeito baixasse o preço da carne. E isso foi anunciado, tudo isso, que ia ser feito, o dia, a hora, tal final da tarde, e deu tempo dos comerciantes avisarem o prefeito e o prefeito telefonou para Florianópolis e pediu reforço. E de fato foi feita a concentração. Uma grande massa popular, não sei quantas pessoas. Bastante gente. Foram pra frente da prefeitura exigir do prefeito. Houve conversa, negociação. O prefeito era o Lito Seára e tal… [Que era bom de jogo…] Seu Lito era um homem bom de jogo e tal. Alguns exaltados chegaram a jogar pedras na janela da prefeitura. E ali, não satisfeitos com o que o Lito prometeu ou disse, surgiu alguém que disse que a Casa Vitória, que era um armazém de secos & molhados, mas também era alguma coisa que abastecia como um atacado, tava retendo carne seca e tinha pra aumentar o preço e tal. Deixa que o Alvin Sandri, que era um dos donos, tinha seus informantes também. Ele declarou isso. Ele tem um livro de vida que conta isso. [Ele tinha, inclusive, uma carteirinha do DPOS, o departamento de Ordem Política e Social]. Isso. Ele conta. Então ele sabia que isso ia acontecer também e ele então falou para o prefeito também dar para ele garantia. Não sei se ele tinha carne seca estocada ou não. Ele, sabendo disso, foi ao prefeito e pediu proteção pro negócio. Imagina, aquele povo entrando, depredando, era a falência do negócio dele, né? Ele era um empreendedor. Aí, a polícia cercou. Aí, quando chegou o povo, a multidão, “vamos invadir; não vamos”, aquela coisa toda, a polícia, na hora, com medo, deu uns tiros. Dizem que deu tiro para cima. O Bruno Silva era um operário de uma madeireira. Um homem que atuava no pátio de madeira. Naquele tempo tinha muita madeireira em Itajaí. Carregava tábuas das pilhas pra cima dos tratores que iam para o porto. E ele vinha com a bicicleta dele, do trabalho. Era final de tarde e ficou parado, em cima da bicicleta, sentado no selim da bicicleta, com um pé no pedal e outro na beirada da calçada, assistindo a coisa. Ele nem tava no meio da multidão. E ele era um senhor que eu até conheci. Conheço os filhos. Estão vivos ainda. Era um senhor moreno, moreno escuro, deve ser de ascendência afro. Diz a polícia que atirou pra cima, pra espantar. Mas, se atingiu alguém que estava sentado numa bicicleta, não foi pra cima que o tiro foi dado, certamente. E atingiu o Bruno e matou o Bruno. Que não tinha participação direta. Agora, o que é interessante é que esse episódio mostra essa questão social candente dos anos 50, daquela época em que no Brasil das crises econômicas, políticas e que o Brasil vivia ideologicamente, intensamente, aquelas questões em que as pessoas participavam. O povo participava, discutia, debatia e a opinião também em Itajaí vivia dividida, como o mundo era dividido. A guerra Fria também chegava aqui. De um lado o mundo o capitalista, de outro lado o mundo socialista, a se acusar um ao outro. A esquerda acusando a direita de entreguista, capitalista, direitista. E a direita acusando a esquerda de comunista, contra o Brasil, contra a família, contra a religião. Aquela coisa toda que era a briga que dividia o mundo da época da guerra Fria. Então prova que o conflito da guerra Fria, a América do Norte contra a União Soviética, também chegou aqui na nossa aldeia e causou vítimas. [Por isso que a história tem papel fundamental na compreensão do mundo, professor?] Exatamente, exatamente. Foi isso que se sucedeu. No meu artigo, que é sobre 64, eu falo do Bruno, eu falo desse episódio.

“Algumas pessoas já me chamaram a atenção: “mas, não é um paradoxo, um livro de 384 páginas se chamar ‘Pequena História’?”

Nome completo: Edison d’Ávila
Idade: 71 anos
Local de nascimento: Itajaí/SC.
Estado civil: casado
Filhos: três
Formação: Graduação em Letras, mestrado em História, especialização em Arquivo Histórico
Experiências: Professor universitário, pesquisador, dirigente do Museu e do Arquivo Histórico de Itajaí, vereador, secretário de Educação da prefeitura de Itajaí em mais de uma ocasião, atuou como diretor do colégio Cenecista Pedro Antônio Fayal, autor de vários livros.

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