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da Codetran Robson Costa

Coordenador 
da Codetran Robson Costa


Administrar o trânsito de Itajaí sempre foi um grande desafio. Ruas estreitas e mal planejadas, ausência de vias exclusivas para ônibus, falta de continuidade das ciclovias, trânsito de caminhões na área central, falta de conscientização dos motoristas com regras básicas, como respeitar o limite de velocidade, usar o cinto de segurança, ou não falar ao celular. Desde janeiro, o agente concursado da Codetran, Robson Costa, assumiu a coordenadoria de trânsito da cidade. À jornalista Franciele Marcon, Robson falou destes seis primeiros meses de trabalho. As fotos são de Sandro Silva.

NOME COMPLETO: Robson Allan Costa
IDADE: 33 anos
NATURAL: Itajaí
ESTADO CIVIL: casado
FILHOS: uma
FORMAÇÃO: Bacharel em Logística pela Univali e cursando Direito na Univali
EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAIS: assessor de gabinete da subprefeitura São Vicente, trabalhou no cartório da Fazenda Pública de Itajaí, gerente administrativo secretaria de Habitação, gerente da subprefeitura Cordeiros, agente de trânsito concursado e, atualmente, coordenador de trânsito de Itajaí

“Muita gente transfere o estresse para o trânsito”

“O intuito não é multar. É fazer prevenções aos acidentes de trânsito”

“Você tem que ouvir quem está transitando. Você tem o seu olhar técnico. Mas tem que ter o olhar do condutor […]”
DIARINHO – Qual a maior dificuldade no trânsito de Itajaí?
Robson: É fazer chegar a informação aos nossos condutores. Conscientizá-los que precisam obedecer às leis de trânsito, à sinalização de trânsito; a Codetran está aqui para cooperar. Nós estamos tentando reverter a imagem que a Codetran é uma instituição que só serve para punir. Se todos obedecerem as leis de trânsito, não haverá multas, não haverá tantos acidentes e o trânsito se tornará melhor. [E na malha viária qual o ponto de maior dificuldade?] A maior dificuldade é realmente o conflito causado pelos caminhões no centro da cidade. Nós temos um porto que fica no centro. Isso acarreta vários problemas. Eu acredito que quando a Via Expressa Portuária ficar pronta, grande parte dos nossos problemas será sanada.

DIARINHO – Nos horários de pico, formam-se filas nas avenidas Marcos Konder, Sete de Setembro, Contorno Sul. E, nos bairros, na rua Blumenau, Reinaldo Schmithausen, Heitor Liberato, Adolfo Konder, etc. Cada vez temos mais veículos nas ruas e mais deficiências no transporte coletivo, então a tendência do trânsito de Itajaí é só piorar?
Robson: Não. A gente sentou para conversar sobre esse movimento que está acontecendo: as pessoas não utilizarem o transporte público e utilizarem só o transporte privado. Todo mundo hoje tem uma moto, tem um carro e não utiliza o transporte público. Isso impactou significativamente no trânsito. O que estamos buscando: trazer o transporte público novamente para as pessoas utilizarem. Uma proposta de governo, uma proposta do prefeito, que eu acredito que será cumprida. Tanto que estamos estudando vários corredores de ônibus, rotas exclusivas para transitarem. Vamos tirar os estacionamentos para criar um corredor exclusivo para ônibus. Eu acredito que em um futuro próximo andar de coletivo, vai ser melhor que andar com o seu automóvel, com a sua moto. Vai se tornar um transporte atrativo e rápido. As pessoas vão de moto ou com o seu automóvel, porque o coletivo está sempre cheio, sempre atrasado, então queremos mudar essa realidade. Itajaí hoje se tornou uma cidade que recebe motoristas de toda a região. Tem muita gente que vem de Balneário, Navegantes, Barra Velha, Penha, Piçarras, Brusque e trabalha em Itajaí. Com isso, o trânsito superlotou. Por isso, também estamos em processo de aquisição de novos softwares de gestão dos semáforos, para trabalharem de forma mais sincronizada e em consequência o trânsito fluirá melhor. Com esses softwares vamos ter a oportunidade de programar por sazonalidades. Podemos colocar um determinado período de escoamento, entre às 17h e 18h. Depois podemos mudar das 18h30 às 19h. Vamos ter a possibilidade de alternar.

DIARINHO – A Codetran tem investido em ações para conscientizar os futuros motoristas, que são crianças e adolescentes. Educar os atuais motoristas é difícil? Ações educativas costumam funcionar ou só há mudança de comportamento a partir da aplicação de multas?
Robson: Eu sou um apaixonado pela educação para o trânsito. Tanto que é uma diretriz do nosso trabalho, desde janeiro, quando a gente assumiu. Criar, recriar e trazer a questão da educação para dentro das escolas, empresas e para as ruas. Estamos fazendo esse trabalho com muita determinação. O “Motorista do Futuro” foi criado agora no início do governo. Hoje estamos indo para o segundo e terceiro colégios. O resultado está sendo muito satisfatório; os pais estão aderindo à campanha. Eu acredito que num futuro próximo, nós teremos reflexos positivos. O idoso fica mais resistente ao receber uma crítica de um agente de trânsito. Tu vai cobrar dele, às vezes: “o senhor está sem cinto”, “o senhor estava dirigindo sem atenção”, “o senhor estava falando ao celular”. É muito difícil, as pessoas sempre nos criticam e falam: “eu tenho tanto anos de carteira e nunca levei uma multa”. “Quem é tu para cobrar de mim? O tempo que eu tenho de carteira, tu tens de idade”. A gente ouve muito isso na rua. A dificuldade é muito grande de cobrar de pessoas de mais idade.

DIARINHO – A sinalização na descida da ponte Tancredo Neves, no lado de Cordeiros, está confusa, reclamam os usuários. Foi registrado algum acidente neste trecho?
Robson: A ponte caiu, teve aquela catástrofe. Quando ela reabriu, teve um projeto inicial e depois ele foi alterado. Foi feita aquela rotatória, uma alteração do que sempre foi o trânsito daquela região. Foi feito um projeto de sinalização viária, pensamos no entorno e nós sabíamos que poderíamos ter alguns problemas, porque era um trecho novo. O cidadão iria ver diferenças e esse período de adaptação é normal. Acidentes graves, não tivemos nenhum. Tivemos algumas reclamações do povo que não estava conseguindo entender a sinalização; algumas pessoas entrando na contramão em algumas ruas. Nós reforçamos a sinalização, colocamos alguns cavaletes nas vias, para as pessoas prestarem atenção realmente que tem uma mudança viária e está surtindo efeito. Já estão assimilando um pouco melhor, é só a adaptação agora. Na coordenadoria de Trânsito nós temos sempre que ouvir o cidadão. O cidadão vai nos passar o feedback do que ele acha que está difícil e do que está fácil de assimilar. A gente está sempre ouvindo a população para tentar resolver o problema. O governo, uma administração se faz assim: você tem que ouvir. Porque, muitas vezes, você tem o seu olhar técnico. Mas tem que ter o olhar do condutor que está no dia a dia ali. Muitas vezes, ele vê uma situação que você não está vendo.

DIARINHO – A fila tripla que se forma em frente ao porto continua atrapalhando o trânsito na área central. Qual a forma de resolver este problema?
Robson: A melhor forma de lidar com essa situação é fazendo uma triagem. O porto deveria ter uma área de triagem para tirar esses caminhões da via. Todas as vezes que se formam as filas duplas ou triplas na frente do porto, temos que designar, no mínimo, dois ou três agentes para ficar cuidando do trânsito naquela região. São agentes que poderiam estar cuidando de outros pontos da cidade. Poderiam estar em um ponto crítico, em uma área escolar, mas muitas vezes, a gente tem que mobilizar um grande contingente de agentes para cuidar de caminhões. Fizemos várias reuniões com a administração da APM para agilizar um pouco mais essa entrada e saída dos caminhões, mas é uma questão de logística interna e a coordenadoria de trânsito não pode interferir dentro do porto. Eles são sempre receptivos e estão aptos a ajudar. Mas é uma conversa longa, que não envolve somente vontades, mas envolve muito dinheiro. Eles alegam que o porto está com dificuldade financeira e para fazer a aquisição de uma área para uma triagem, oneraria ainda mais. Nós estamos tentando fazer o possível para evitar a fila tripla na frente do porto.

DIARINHO – Recentemente foi registrado pelas câmeras de segurança um grave acidente na rua Estefano José Vanolli. Houve uma grande discussão nas redes sociais sobre quem seria o culpado, se o motoqueiro ou o motorista do carro. Como o senhor avalia este acidente?
Robson: Aquele acidente eu avalio por duas óticas. O motociclista, pelo que a gente percebe, estava no semáforo e saiu em alta velocidade, e acabou colidindo com a lateral do Corsa. Tem sinalização de trânsito na Estefano José Vanolli, tem a velocidade regulamentada. Pelo deslocamento do motociclista, pelo que se viu, pelo espaço de frenagem, ele vinha acima do limite da velocidade. Tem imprudência do condutor da motocicleta. O condutor do automóvel, por sua vez, confiou. Ele chegou a dar uma parada, olhou e adentrou para fazer a conversão à esquerda na rua da frente. É difícil tomar uma posição, antes de concluirmos essas investigações. Uma coisa é certa: o condutor da motocicleta veio em alta velocidade. Colocamos os radares móveis nas ruas. As pessoas criticam, mas o intuito não é multar. Se as pessoas andarem na velocidade da vida, o radar não vai multar ninguém. O intuito é fazermos as pessoas andarem mais devagar. Foram refeitos alguns pontos do radar, onde ele ficava. Tinham alguns pontos que a gente não concordava. Pareciam locais propícios a pegar uma pessoa andando com um pouco mais de velocidade, como na descida do Morro Cortado. Estamos cancelando aquele local, até porque 20 metros à frente você tem uma lombada eletrônica. O intuito não é multar. O intuito é fazer prevenções aos acidentes de trânsito. [Quais são as vias aonde os motoristas andam acima da velocidade permitida?] Contorno Sul, rodovia Osvaldo Reis, a Felipe Reiser tem bastante incidência e a rua Blumenau. Por incrível que pareça, a rua Blumenau, por ser quase central, junto a Caninana, é uma via importantíssima, e há muito excesso de velocidade. Por isso, investimos em educação para o trânsito, para as pessoas reduzirem a velocidade, desacelerarem, tirar um pouco do estresse do dia e deixar de transferir para o trânsito. Muita gente transfere o estresse para o trânsito. Ninguém dá preferência de passagem para ninguém. Ninguém obedece as sinalizações das faixas de pedestres. Todo mundo quer chegar rápido em casa e esquece que tem o próximo. Isso que queremos incutir na cabeça das pessoas: trânsito é feito pro coletivo, não individual.

DIARINHO – Recentemente, um ciclista morreu atropelado por um caminhão na Reinaldo Schmithausen. Ele pedalava num local carente em ciclovias. Itajaí é uma cidade totalmente plana, porque a dificuldade na instalação das ciclovias?
Robson: Na Reinaldo Schmithausen, vou citar aquele caso, já há projeto que estava sendo executado pelo governo anterior e vinha sendo expandido. Ali na frente do David Gregório, tem aquela situação da construção deles, que é uma questão urbanística, e nós temos que resolver a questão da ciclofaixa naquele ponto. Tem que ser integrado. Nós estamos com vários projetos na secretaria de Urbanismo para ampliar as nossas ciclofaixas. Criar ciclovias, criar ciclofaixas. Estamos com um projeto de repintura, de manutenção e interligação das ciclofaixas, porque muitas não estão ligadas. Chega um ponto que não tem mais ligação entre uma e outra. Tem pontos que não se ligam e é difícil de ligar. Tem que cruzar uma via, tem que criar novas alternativas, e isso que estamos fazendo. É um projeto difícil porque Itajaí é uma cidade que tem vias muito estreitas. [Faltou a fiscalização das construções? Por que no caso do David Gregório inexiste passeio público em frente a empresa…]É uma obra muito antiga. Hoje não podemos demolir metade da empresa. Envolve toda uma autorização que a lei não nos ampara. Isso, futuramente, com certeza será feito, mas hoje a lei não nos permite. Só que seria ideal termos uma continuidade da ciclofaixa ali.

DIARINHO – Itajaí está crescendo nas zonas rurais. Qual o desafio com o trânsito em locais como Santa Regina, São Pedro, Itaipava e Limoeiro?
Robson: A maior reclamação nestes locais é a alta velocidade dos condutores. Os próprios moradores são as pessoas que aceleram naquela região. Quando eu tenho reunião com as pessoas do bairro que reclamam, eu sempre comento: a coordenadoria de trânsito não vai conseguir fazer tudo sozinha. A população tem que nos ajudar. O seu vizinho está passando todos os dias em alta velocidade na sua rua. Daqui a pouco ele vai ocasionar um acidente. O que a gente pede: converse com o seu vizinho. Pede para ele andar um pouco mais devagar. Eu acredito que isso vai surtir um efeito. Não adianta só o agente de trânsito ficar ali. Com o agente de trânsito no local, eles vão andar mais de devagar. Não vai verificar a infração. Ele vai andar rápido quando não tem ninguém vigiando. Às vezes, uma boa conversa pode surtir efeito. O pessoal pede muita lombada, travessia elevada. Eu acredito que com essa parte da conversa, da conscientização, muita coisa pode mudar. Só que a fiscalização tem que ser intensa também.

DIARINHO – A Codetran e a prefeitura não se mostram simpáticas a ideia de fechar o trânsito da Beira Rio, nos finais de semanas e feriados, por algumas horas, proporcionando às crianças, aos pedestres e ciclistas segurança para aproveitar o espaço público. Rio de Janeiro e São Paulo já fazem essa interdição de avenidas para lazer há anos. Balneário Camboriú também se propôs a fazer aos domingos na Atlântica. Porque em Itajaí é tão difícil?
Robson: A avenida Beira-rio a gente fecha para eventos. Coloca-se aquela sinalização, transformamos a Jorge Tzachel em mão dupla, e sempre funciona. Funciona bem. Causa um pouco de transtorno para os moradores daquela região, só que o resultado é sempre positivo. Eu acredito que isso dá para se pensar, estar refletindo, pensando em fazer algumas ações naquela região. Mas para todos os finais de semana, eu acho que seria um pouco exagerado. A gente tem que ver o impacto que vai causar todos os finais de semana fechar o trânsito naquela região. Até porque chega o verão, e as nossas praias enchem e ali é a única rota de escoamento do trânsito.

DIARINHO – Quando o município se nega a promover uma mudança com receio de atrapalhar um segmento, os proprietários de restaurantes, ou quem mora naquela região, não está privilegiando um grupo pequeno em detrimento da qualidade de vida de toda uma comunidade?
Robson: A gente sempre faz pensando no todo. A gente não faz pensando em um segmento só. A gente fala que eles reclamam, mas a gente faz pensando no todo. O fechamento da Beira-rio não vai só prejudicar os moradores, os comerciantes, vai prejudicar todos. O cidadão que mora em Cordeiros e veio para a praia, ele vai ficar preso no congestionamento. Ele vai demorar uma hora ou mais para sair das nossas praias. Quem sabe amanhã ou depois, se nós tivermos uma ampliação de alguma via, ou quem sabe se nós mudarmos o fluxo do trânsito das nossas praias, pode ser. Não descarto a ideia de fazermos um sentido único, só entra pela nossa BR Foods e sai pelo Morro Cortado. Estamos estudando a nossa cidade para buscar soluções.

DIARINHO – Um dos indicativos de “progresso” na cidade, pelo menos para o senso comum, é o asfaltamento das ruas. Mas o asfalto também incentiva o aumento da velocidade dos veículos. Avenidas como a Beira Rio registram veículos em altíssima velocidade, ao mesmo tempo que naquele espaço pedestres e crianças vão em busca de lazer. Quando não se controla a velocidade dos carros, não se está colocando em risco o lado mais frágil?
Robson: Esse é um grande desafio: fazer as pessoas desacelerarem. É questão de consciência. Palestras, conscientização, a mídia, a comunicação, ajudam. É muito difícil só com equipamentos eletrônicos ou a fiscalização de agentes, você conseguir coibir o excesso de velocidade. Eu acredito que diminui em 30%. Tem muitas cidades, no Brasil e até no exterior, onde há vários equipamentos de fiscalização eletrônica, e o índice de acidentes é altíssimo. Não é bem por aí. A gente tem que trabalhar com a nossa educação. Tirar da cabeça das pessoas essa ideia da pressa. Muitas vezes, as pessoas andam em alta velocidade, excede em 50%, 60% o limite da via. E se for fazer um cálculo no final do percurso, ele economizou um minuto. Isso que as pessoas têm que aprender: não é nada um minuto. Você coloca a sua vida em risco. Você coloca a vida de várias pessoas, e você está ganhando só um minuto. Não vale a pena.

DIARINHO – A Codetran, sob sua administração, tem fiscalizado o mau uso da avenida Sete de Setembro, pois muitos motoristas insistem em trafegar no espaço exclusivo dos ônibus. A Codetran também multa quem descumpre essa regra?
Robson: Estamos sempre acompanhando, fazendo a fiscalização naquele local. Ali é um ponto que tem um conflito histórico. Todos os condutores que querem entrar na rua Olímpio Miranda Junior, acabam conflitando com os ônibus, porque os ônibus estão na faixa da direita e os condutores querem entrar pra faixa da direita. Quem está na Sete de Setembro, a única forma de acessar é por ali. Então sempre temos esse bom senso, mas tem os excessos. Tem condutor que realmente se mete no meio dos ônibus e pode ser enquadrado por estar transitando em uma área exclusiva para ônibus.

DIARINHO – Itajaí vai dispor de uma Guarda Armada ainda este ano? Codetran e Guarda Armada trabalharão em sintonia?
Robson: Sim. A Guarda Armada vem para somar. Acredito que vão ter atribuição em trânsito também. A autoridade de trânsito continuará sendo a própria Codetran, o molde de todas as guardas que temos na região é assim. O órgão executivo de trânsito continua sendo a Codetran. Tendo a Guarda Armada, é importante até para a segurança dos nossos agentes. Temos essa dificuldade, muitas vezes, de fazer blitze em alguns locais ou de fazer abordagens em algumas regiões, como nos bairros Santa Regina, ou em regiões mais afastadas, se torna perigoso para os agentes de trânsito. Nós temos casos de agressões. Nós não queremos colocar os nossos agentes em perigo. [Já tem data para início?] A previsão do prefeito é julho. Acredito que devem estar lançando o edital da guarda armada nesta data.

DIARINHO – No começo do ano vocês tiveram problemas com o pátio de veículos apreendidos, pois não houve a renovação do contrato. O pátio foi investigado pelo envolvimento com os crimes apurados pela operação Parada Obrigatória. Como ficou essa situação?
Robson: Foi renovado unilateralmente para fazer a armazenagem dos veículos. Nós contratamos uma empresa, emergencialmente, e foi feita uma nova licitação. Já está bem adiantada, quase tudo pronto para nós começarmos a transferência dos automóveis que estão no pátio antigo, para esse novo que a prefeitura está licitando.
Hoje estamos com o guincho do Paulinho. Com o Júlio [dono do antigo pátio] não tem mais nenhum automóvel. A gente sabe todos os problemas que tiveram ali e até se tornaria antiético continuar levando automóveis para dentro de um pátio que teve problemas gravíssimos com a justiça. A gente quer fazer a coisa com lisura para que a população sinta orgulho da Codetran e orgulho da prefeitura. A Codetran ficou manchada na ocasião.

DIARINHO – Como ficou a imagem da Codetran nas ruas, depois da acusação de furtos de veículos e outros esquemas de corrupção na administração passada?
Robson: Manchou bastante a nossa imagem. Sempre digo: na Codetran tem vários pais de família, mães, pessoas idôneas que só estão ali para trabalhar […] Nós estamos aqui como trabalhadores. Nós não ganhamos comissão de multa. Não ganhamos comissão de pátio de veículos apreendidos. Nós temos o nosso salário, que está divulgado no Portal da Transparência da prefeitura, todos podem acompanhar, e é só isso. Não podemos ser julgados pelo erro de algumas pessoas. A corporação Codetran, os agentes de trânsito e toda a equipe que tem lá hoje, só quer trabalhar. Estamos à disposição da cidade.

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