Aline Aranha

Comerciante

Raio X

NOME: Aline Seeberg Aranha

NATURAL: Itajaí

IDADE: 48 anos

ESTADO CIVIL: divorciada

FILHOS: Dois

FORMAÇÃO: superior incompleto em Direito

TRAJETÓRIA PROFISSIONAL: comerciante há 22 anos; começou trabalhando na papelaria Moderna. Foi babá na Inglaterra e depois fundou a própria loja, Mundo Animal. Há 29 anos participou da fundação da primeira associação de proteção aos animais de Itajaí, atua como voluntária em projetos sociais ligados à infância. Uma das idealizadoras da horta terapêutica e da praça comunitária dos Correios.

A gente vai resgatar a Hercílio Luz”

O desejo de fazer algo pela cidade onde nasceu e escolheu para criar os filhos. Essa tem sido a principal inspiração para que a comerciante Aline Aranha esteja sempre ligada em causas da infância, do meio ambiente e do bem estar animal. A jovem que montou a primeira loja exclusiva de artigos de pelúcia com motivo animal de Santa Catarina, há 22 anos, em Itajaí, não cansa de se envolver com projetos sociais e comunitários. À jornalista Franciele Marcon, a comerciante falou do amor aos animais, do pai de quem herdou a paixão por cachorros, da sua trajetória de sucesso no comércio. Foi há quase três décadas, também, que Aline fundou a primeira associação de proteção animal de Itajaí e ficou conhecida por resgatar, muita vezes sozinha, os animais de rua. O projeto mais  recente contou com o apoio de um grupo de amigos que selou o destino do terreno da abandonada sede dos Correios, no centro da cidade. Com articulação e muita determinação, a praça dos Correios foi nascendo através de um projeto comunitário – o local hoje abriga um imenso gramado verde e a primeira horta terapêutica comunitária de Itajaí. Nem todos os projetos, contudo, já tiveram um desfecho. Ano passado, a tentativa de criar uma lei municipal que proibisse veículos de tração animal em Itajaí,  não prosperou. Aline reconhece que a iniciativa esbarrou na dificuldade de arranjar uma alternativa viável para que os carroceiros não perdessem a sua única fonte de renda. Mas ela diz que essa história está longe do fim. Com disposição, projetos na cabeça e energia criativa, Aline agora anuncia que quer concorrer a uma vaga no legislativo da cidade. As fotos são de Fabrício Pitella.

DIARINHO – Você encabeçou a iniciativa de ocupar a área do antigo Correios com uma horta comunitária, ideia que deu largada à idealizada praça dos Correios. Como começou essa história?

Aline Aranha: Começou desde que o Correio foi desocupado e o local abandonado. A gente viveu muitos dias com o terreno abandonado, com os ratos, com as pessoas se drogando naquele local. E todo dia eu frequentava a escola, meus filhos estudam na frente [Salesiano]. Eu e uma grande amiga ficamos conversando sobre aquilo. “Quando o Correio vai voltar?”. Primeiro aquela expectativa do Correio retornar pro local. Porque era um prédio maravilhoso, um prédio lindo. Eu subi muitas vezes pra receber telegrama, enviar telegrama naquele local. Quando já estava muito abandonado, nós já sabíamos que não sairia mais nada ali. A gente recebeu a notícia de que o terreno tinha voltado para a posse do município. Na mesma semana o prédio foi demolido. A gente se sentiu mutilado junto, porque fazia parte da nossa história. Então foi muito rápido e a gente se movimentou. Para fazer um abaixo-assinado, fazer rápido alguma coisa. [Qual era o medo de vocês? Que o local fosse ocupado de outra forma?] Tinha que ser ocupado por uma praça pública. Porque ali havia uma praça pública muito tempo atrás. Ele nasceu como uma praça pública, e depois o terreno foi doado aos Correios. Ele era um imóvel do município, foi doado pra fazer a agência dos Correios e a praça ficou nos fundos. Depois de muitos anos, muitas décadas, na verdade, o Correio pegou todo o espaço pra fazer estacionamento no fundo. Só que ocupou o lugar de uma praça pública.   Ouvíamos falar que havia interesse de fazer um estacionamento ali novamente ou um prédio de secretarias da prefeitura. Ou que poderia ser vendido para uma construtora  fazer um grande edifício, enfim, havia especulações…

DIARINHO – O espaço, além da horta comunitária, ganhou um gramado e mudas de árvores nativas, sempre através do trabalho do voluntariado. Como vocês organizam esse grupo? 

Aline Aranha: Qualquer pessoa pode participar, assim como a praça é pública, o grupo também é público. Logo no início, no ano passado, eu e essa minha amiga ligamos pro Juarez Müller [agrônomo aposentado da Epagri], que é meu padrasto, que é a pessoa que eu conheço nessa vida que mais ama e protege o verde […]   Foi muito gostoso esse início do processo… “Tá, mas o que a gente vai fazer? Vamos fazer um abaixo-assinado para pedir uma praça?”. Fomos falar com o prefeito [Volnei Morastoni], comunicá-lo da ideia, porque é um terreno público. Foi bem interessante escutar o prefeito sobre a nossa ideia do abaixo-assinado. Ele falou:  “façam um abaixo-assinado, é um terreno público…”

A nossa cidade é linda, maravilhosa, mas é muito cinza. Há falta de árvores”

DIARINHO – Vocês captaram mais de duas mil assinaturas nesse abaixo-assinado, fatravés de voluntários que saíram às ruas. Como foi essa experiência? Todos eram favoráveis à praça?

Aline Aranha: Quando nós conversamos em fazer o abaixo-assinado, o Juarez foi imprimir os papéis. Eu tirei uma tarde inteira pra trabalhar só no abaixo-assinado, ir às ruas. Hoje até eu escutei a entrevista da Tereza da Cocada, e eu lembrei muito desse momento […] Eu peguei a cadeira da minha loja, fui com a cadeira e com uma prancheta e sentei na frente da praça [antiga sede dos Correios]. O Juarez teve que sair e, quando eu olhei pro lado, eu estava sozinha. Eu nem sabia mais como abordar as pessoas na rua. Pra minha surpresa, a terceira pessoa que eu abordei, saiu correndo e falou que não tinha dinheiro [risos]: “não tenho dinheiro hoje!”. Eu pensei, caramba, como as pessoas estão desmotivadas, como as pessoas estão desacreditadas de tudo. E deu vontade de ir embora, claro que deu. Mas eu pensei, não, essa coisa que vem de dentro, essa sensação de não pode virar as costas. A gente tem que acreditar! Aí falei, não, vou tentar, vamos de novo. E aí chegaram mais amigas para conversar com as pessoas, explicar a ideias… Quando eu vi, no meio da tarde, a gente já estava em mais de 20 pessoas colhendo as assinaturas. Foi incrível! Foi um aprendizado. Eu fiquei tão feliz, tão surpresa, com o quanto eu tava aprendendo naquele dia. Na tarde seguinte, fomos novamente. Escutei relatos lindos, escutei xingamentos, muito xingamento. “Tu és comerciante, como é que tu não queres um estacionamento aqui?”. Eu falei, pera lá, vamos conversar. Não é uma guerra. É um objetivo comum. Vai ajudar mais estacionamento na frente da minha loja? Claro que vai. Só que é um espaço público ali. O desejo de ver aquelas duas árvores antigas que estão lá, maravilhosas, que tem mais 70 anos, terem novas companheiras. O desejo de ver piquenique, o desejo de colocar uma placa gigante: “Não pise nos sonhos, pise na grama”. É frustrante viajar, visitar parques, outros países, e voltar e ver assim: “não pise na grama”. Num espaço que tem o mínimo de grama, num cantinho de uma praça, ainda ter um aviso “não pise na grama?!” Eu vivi em sítio muito tempo. Então, é uma construção que a gente vai fazendo. De ver que tem mãe que o filho não sabe andar na grama ainda. Parece besteira. Mas a gente mora numa cidade de praia, a gente não pode se conformar que a gente mora numa cidade de praia e por isso dar as costas pro verde. Porque eu não quero que o meu filho só ande na areia, eu quero que o meu filho brinque na grama. [O centro de Itajaí carece de espaços onde as pessoas possam se juntar final de semana, jogar bola, pisar na grama, fazer um piquenique. Esse é o projeto para a praça dos Correios?] A cidade inteira sente necessidade desses espaços. Há falta de árvores por todas as ruas. A nossa cidade é linda, maravilhosa, eu amo, mas é uma cidade muito cinza. Eu vivi alguns anos no interior de São Paulo, então, é outra realidade. As praças, as árvores centenárias preservadas. Junto com o Juarez, veio o Alex [professor e publicitário], que é um amigão. O foco do Alex são hortas comunitárias. O universo conspira, né?! […] E ali foi tudo muito rápido. Foi tudo com muito entusiasmo. [E as pessoas podem acompanhar pelas redes sociais?] Sim. Tem o Instagram que a Ligiane abastece: @pracadoscorreios [todas as informações sobre a praça estão ali].

DIARINHO – Há 20 anos você defende a causa animal e foi a fundadora da primeira ong de proteção a cachorros da cidade. Houve avanço nas políticas públicas na cidade?

Aline: Acho que teve avanços demais. E eu me sinto orgulhosa de ter participado da criação da primeira, eu e a Rita [imigrante holandesa], que morava em Cabeçudas. Eu e a Rita fundamos a primeira associação de proteção aos animais de Itajaí. Eu tenho até hoje a carta que nós encaminhamos ao prefeito, na época o Jandir Bellini, explicando a necessidade que a cidade tinha de castrações de animais de rua… Porque não existia isso. É incrível, eu estava com 18 anos e os cachorros morriam sim, na rua. Os cachorros eram atropelados, eles ficavam se contorcendo e as pessoas não paravam para socorrer. Animais doentes, com bicheira. As pessoas passavam reto, fechavam o nariz e não olhavam.  Eu nasci com animais, graças ao meu pai, eu nasci convivendo com  animais. Eu e meu irmão, a gente era rodeado de bichos. E meu pai sempre deixou uma coisa muito clara, pra gente tratar os animais como se fossem nossos irmãos. Então era incabível, era inconcebível ver um animal passando necessidade na rua e virar a cara. Por nojo, por medo, por receio de pegar uma doença, ou pelo cheiro ruim… E alguns veterinários me ajudaram muito na época. Hoje poder ver como as pessoas tratam os animais, o olhar diferente que as pessoas dispensam aos animais, é gratificante demais. A gente se sente fazendo parte disso. [E políticas públicas, tu achas que a castração hoje é suficiente, tem um local adequado pra receber esses animais?] Melhorou muito, mas tem o que fazer ainda. Primeiro, os abrigos de animais precisam ser totalmente repensados. Porque nada vai dar resultado se não começar na educação. Nada! Por exemplo, uma das minhas melhoras amigas não gosta de animais. E eu amo ela de paixão e eu sei o quão boa ela é. Até pelo fato de ela dizer “não gosto e não quero ter na minha casa”. Isso eu respeito. Agora tu adotar um animal, que tu sabe que pode viver mais de 20 anos… E tu não ver ele como parte da tua vida, da tua família, abandonar porque fez cocô no tapete, porque ficou velho?  Tu vai dar o teu filho porque teu filho não saiu como tu esperavas?!

DIARINHO – Você esteve na câmara de vereadores defendendo o fim do uso de  carroças com tração animal numa mobilização popular. A ideia era colocar em prática o “cavalo de lata”, motorizando os carrinhos dos trabalhadores de recicláveis. O que deu errado e porque o projeto não foi adiante?

Aline: Essa lei é inevitável. Eu estive na Câmara. Eu me senti obrigada a ir. Foi muito importante ver, sentir  que a Câmara estava dividida em dois lados. Um lado era os dos interessados na proteção aos animais e no outro lado os carroceiros. Vai ter uma lei que vai ser proibido veículo com cavalo, vai acontecer, isso é um fato. Basta a gente acolher essas pessoas que acham que é o único caminho para elas. Porque é muito fácil tu julgar um carroceiro que está espancando o cavalo. É muito fácil porque a maioria das pessoas não entende como é a realidade deles. [E se a política pública conseguisse unir essas duas partes?  Tirar a tração animal de carroças e usar um carrinho mecanizado? O que falta pra isso acontecer?] Falta o bom senso, falta a vontade, falta as pessoas olharem e saberem que para  essas pessoas, essa é a única maneira que eles tem de viver [catando recicláveis]. Eles criam um carinho pelo cavalo também, mas cuidar do cavalo gera muito gasto. 

DIARINHO – O seu amor à causa animal acabou inspirando um negócio de sucesso. Você é a dona da conhecida loja Mundo Animal e a fundou bem jovem. De onde veio a inspiração e a determinação pra manter um negócio de sucesso há duas décadas?

Aline: Veio do amor aos animais. Veio de um desejo muito antigo de ser veterinária. Veio do amor que eu sentia vendo meu pai cuidando dos animais. É uma história longa, porque é a construção da gente, a realização de um sonho. Meu pai, como eu já falei, sempre pediu pra gente tratar os animais como se fossem nossos irmãos. E assim eu fui crescendo. Meu pai faleceu quando eu era muito criança ainda. Eu tinha um sonho muito grande de  ser veterinária enquanto ele estava vivo, porque ele colocava muita esperança nisso. Porque ele sabia que eu gostava de animais. Naquela época eu já ia em veterinários com os nossos bichos da casa, eu gostava de ver cirurgia. E eu abortei esse sonho ao longo do tempo. Eu morei em São Paulo um período e depois voltei pra cá, pra viver Itajaí. E comecei a trabalhar desde cedo no comércio. Esse trabalho no comércio me deixou gostando de lidar com o público, de conversar, de vender. O Mundo Animal veio dessa vontade. Nós fomos a primeira loja que vendeu bicho de pelúcia na cidade,  a primeira loja com temática animal do estado de Santa Catarina. E criei uma empatia gigante de poder ver aqueles animais, que eu não gosto de ver  no zoológico, sou contra zoológico. Eu tinha ali na minha frente um tigre de pelúcia que parecia de verdade e que  podia ter na minha casa… Eu olhei pro meu tio [dono da papelaria Moderna],  na ocasião, e falei: “eu vou abrir uma loja”. Eu até perguntei na época se ele queria ser meu sócio, e ele falou que não. E quem me ajudou muito, muito, no primeiro momento, foi meu padrasto, o Juarez, que está comigo, se não em todos os momentos, mas em grandes momentos. Eu falei: vou abrir uma loja onde todas as pessoas que são apaixonadas por animais possam comprar alguma coisa com um motivo animal. Era uma frustração minha de não ter sido veterinária?  Era também…. Só que o bom da vida é isso, tu poder pegar o que tu não conseguiu realizar, e colocar em outra coisa. Foi difícil também, na época, o contador olhou pra mim e falou: “Aline, quem nessa vida vai comprar uma manta com um motivo de onça?”. Eu lembro: estava o Amaro [contador] e o tio Charles. E os dois, o tio e o contador, são ídolos pra mim. Eu verbalizei: “Eu vou, eu vou comprar!”. E foi um sucesso total. Eu recebi uma visita, na época, que eu gostei demais, do Marinho Sandri [da antiga rede Vitória]. Acho que eles tinham recém aberto a loja de importados Metropol. Ele chegou na loja e falou assim: “eu quero conhecer essa loja, os meus funcionários estão vindo todos aqui”. Eu fiquei muito orgulhosa, fiquei muito feliz e agradeci a visita.

DIARINHO – A principal rua do comércio de Itajaí é a Hercílio luz. Com o passar dos anos o local ficou com um ar decadente e carece de atrativos. O que fazer pra levantar o centro da cidade outra vez?

Aline: O município, o poder público, precisa olhar com carinho a praça dos Correios. Se derem a atenção que a gente acredita nessa praça, já será um grande marco para mudar a história do centro. Porque a praça pode sim se ligar à Hercílio Luz. Ela pode trazer vida pra toda a região. A gente está com a faca e o queijo na mão pra ter uma Hercílio Luz totalmente revigorada. Ela perdeu a identidade. Ela precisa resgatar o comércio de rua. Eu não acredito num comércio que se limita ao ato de comprar e vender. Eu acredito num ambiente. Tem que ter uma história junto… A Hercílio Luz se perdeu, msd a gente vai resgatar isso. A gente precisa resgatar isso. Precisam de pontos agradáveis onde as pessoas possam conviver. Eu acredito em convivência.

Hoje poder ver como as pessoas tratam os animais, o olhar diferente, é gratificante demais”

DIARINHO – Você é incentivadora da adoção de políticas públicas de contraceptivos de longa duração, gratuitamente, através do SUS, para usuárias de drogas. Qual a justificativa?

Aline: Eu sempre achei que eu gostasse só de animais. Eu achava que eu nunca ia ser mãe de filho biológico. Achava que talvez uma adoção no futuro. Mas, pra minha surpresa, acabei sendo mãe. E no nascimento do meu primeiro filho, meu Deus do céu, que sensação é essa? Não digo nem que olhei e já fiquei apaixonada. Porque não é assim que funciona, pra mim não foi. Eu olhei e pensei: “meu Deus do céu, que que eu fui fazer da minha vida? Eu tenho agora um ser vivo na minha frente que depende exclusivamente do meu cuidado”. E não deixou de ser a mesma sensação que eu tenho com animais. Porque é isso que eu vejo nos cachorros que estão abandonados na rua. Meu Deus do céu, como é que isso pode ser possível?  Quando nasceu a minha filha,  então, eu pensei, não, não, tá tudo muito errado. O que que é isso? Como é que eu posso me conformar com uma mulher que está vivendo na rua, grávida e sem condições de ser mãe? Ou uma mulher que deixa os filhos na rua passando fome? Então, foi onde eu comecei, há 10 anos, a me informar mais sobre o planejamento familiar, os métodos contraceptivos. Eu vi a necessidade urgente de mudança. E foi o que desencadeou um sonho que estou vivendo agora. Eu esqueço de tomar minha pílula [anticoncepcional], vários dias. Pra quem esquece de dar comida pro seu próprio filho, como é que pode o sistema acreditar que essa mulher, na rua, vai lembrar de tomar sua pílula anticoncepcional?!   Mas há um anticoncepcional, de longa duração, através de um implante no braço. Esse implante durante três anos evita a gravidez. E durante três anos a mulher tem esse tempo pra decidir. Se ela quer ser mãe, se ela não quer ser mãe, se ela tem como cuidar dessa criança naquele momento. Uma mãe tem o livre-arbítrio. E a criança também merece esse respeito, de ser pensada, de ser planejada, de ser esperada…

DIARINHO  Você anunciou que pretende entrar na política nesse conturbado ano de uma pandemia mundial. Porque tomou essa decisão!?

Aline: Pela minha história. Por um desejo que eu tenho e que não cala. Eu quero mudança. E o que vai me levar a uma mudança? Eu continuar reclamando, coisa que eu nem tenho o hábito, quem me conhece sabe que não tenho esse hábito de reclamar… Eu prefiro dar a cara e aprender, do que ficar numa zona de conforto aguentando coisas que eu não aceito. Tem situações hoje que eu não aceito de jeito nenhum. E eu quero essa mudança. Eu quero ser vereadora. Uma das pessoas que eu já quero agradecer de antemão é a dona Tereza da Cocada [vendedora de doces que foi entrevistada pelo DIARINHO recentemente]. E eu vi quando ela falou no vídeo do DIARINHO, que sentiu uma intuição que ela tinha que berrar para vender o doce. E com essa intuição eu me identifiquei. Porque cada um tem a sua voz, cada um tem a sua maneira de se expressar. E eu sinto em mim essa força e essa coragem de me unir a pessoas pra poder fazer a cidade melhor. Eu entendo de animais, eu entendo de comércio. Eu quero o desenvolvimento econômico da cidade. Eu quero que Itajaí seja um modelo pro Brasil inteiro. Comércio, a sua revitalização, garantir que as pessoas andem em todos os bairros de Itajaí e gostem, se sintam seguras. Eu quero que o ladrão sinta medo  e não que eu tenha medo de andar na rua porque alguém pode me assaltar. […] Meu avô Estefano Seeberg [que nasceu na Hungria] quando chegou na cidade procurou uma pessoa muito influente, o seu Egídio Narciso. Seu Egídio me contou: “Aline, eu lembro do teu avô porque ele chegou na cidade e perguntou do que a cidade estava carente?” Seu Egídio Narciso, de quem eu sempre gostei muito, falou que a cidade estava carente de uma papelaria. E foi quando foi fundada a papelaria Moderna, o início da história da minha família, através do meu avô.

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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